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Echo and The Bunnymen traz lembranças do groove dos Doors em novo single

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Ian McCulloch, do Echo and The Bunnymen (Foto: Fritz / Divulgação)

RESUMO: Echo and the Bunnymen lança mais uma do disco Apples for Isaac, primeiro álbum de inéditas em 12 anos: é Take me by the hand, com guitarras circulares, clima sombrio e lembranças de The Doors.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Fritz / Divulgação

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Como tá sua expectativa pro próximo disco do Echo and The Bunnymen? A nossa vai muito bem, obrigado: Apples for Isaac, primeiro disco de inéditas da banda em 12 anos, sai em 18 de setembro pela BMG, e o grupo acaba de divulgar o terceiro single do álbum – é a faixa de abertura do disco, Take me by the hand.

A nova música é repleta de grooves de guitarra, e tem uma onda bem ligada àquela época em que o Echo parecia se esforçar para reproduzir o groove e a vibe misteriosa e circular dos Doors. Ian McCulloch canta de forma mais áspera e a letra parece aludir à necessidade de simplificar a vida, num tempo cada vez mais caótico. O outros singles já lançados foram Brussels is haunted e The light that surrounds you.

Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.

“O poderoso e lendário Clem Burke – amigo de longa data do Mac – foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.

Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.

McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.

Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui.

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She Has Gone Insane estreia com punk, metal, groove e crítica ao patriarcado

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She Has Gone Insane - Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

RESUMO: A banda do ABC Paulista She Has Gone Insane estreia com Authority vendetta, single que mistura groove, metal, punk e hardcore para questionar rótulos impostos às mulheres.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Cezars / Divulgação

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“Ela ficou louca” é o tipo de rótulo que aparece quando uma mulher sai do comportamento que esperam dela. É justamente essa ideia que está por trás de Authority vendetta, single de estreia da She Has Gone Insane, banda do ABC Paulista.

O nome do quarteto provoca: a vocalista Nico Modena explica que She Has Gone Insane ironiza a forma como a liberdade feminina costuma ser tratada como desvio. Tocar bateria, ter uma banda ou simplesmente viver fora do molde patriarcal não deveria ser confundido com “loucura”.

Musicalmente, Authority vendetta também não escolhe uma única gaveta. A faixa junta as levadas do soul dos anos 1970 ao peso do metal, à velocidade do punk e ao hardcore. O resultado passa por riff pesado, baixo presente, bateria forte e vocais que alternam drive e groove.

A She Has Gone Insane reúne Nico Modena (vocal), André Alves (guitarra), Luisa Sauer (bateria) e Juliano Demarchi (baixo), músicos que já circulam por diferentes projetos da cena independente paulista. Authority vendetta é a primeira faixa da banda a sair oficialmente – em quatro meses, fizeram dez canções. O single sai pela Rookie Records, de Hamburgo. E a música já ganhou clipe

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Then Comes Silence lança “Judgement day” e propõe uma festa de fim do mundo

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Then Comes Silence - Foto: Alexandra Peterson / Divulgação

RESUMO: O Then Comes Silence, vindo da Suécia, faz pós-punk e rock gótico e lança o single Judgement day, que sai com clipe dirigido por Damon Zurawski.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Alexandra Peterson / Divulgação

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A banda sueca Then Comes Silence está de volta com Judgement day, primeiro single de seu próximo álbum, Requiem ballroom, previsto para este ano pela Metropolis Records. A faixa combina pós-punk e rock gótico com uma batida eletrônica e parte de uma ideia pouco solene sobre o fim do mundo: celebrar os erros, as escolhas ruins e a vida sem muito arrependimento.

Segundo o vocalista e baixista Alex Svenson, a música foi a primeira composta para o novo disco e nasceu como uma homenagem ao Killing Joke. “Essa música celebra os perversos tendo uma boa trajetória até seus últimos dias. Aos olhos de algumas pessoas, nós também somos velhos roqueiros que bebem cerveja e provavelmente seremos os primeiros a partir. Que seja. Tivemos uma boa trajetória”, afirma.

O guitarrista Hugo Zombie também cita Killing Joke como referência, especialmente o guitarrista Geordie Walker. “A guitarra é inspirada em KJ e é uma pequena homenagem a Geordie”, diz.

O clipe de Judgement day, dirigido por Damon Zurawski, transforma a música em uma espécie de festa antes da catástrofe, com a banda tocando em meio a convidados. O vídeo ganhou ainda um registro de bastidores produzido por Marzipan Moonlight, mostrando a gravação e a participação da comunidade gótica de Estocolmo.

Formado em 2012 por Svenson, o Then Comes Silence passou a funcionar como trio em 2022, com Jonas Fransson na bateria e Hugo Zombie na guitarra. A banda vem construindo sua trajetória entre o pós-punk, o darkwave e o rock gótico, com discos como Hunger (2022) e Trickery (2024).

Requiem ballroom será o oitavo álbum do grupo e terá duas partes. A parte Ballroom foi mixada por Jon Bordon, enquanto Requiem ficou a cargo de Tom van Heesch. A masterização é de Svante Forsbäck.

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História do matemático Alan Turing vai virar disco dos Pet Shop Boys

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História do matemático Alan Turing vai virar disco dos Pet Shop Boys

RESUMO: O Pet Shop Boys anuncia A man from the future, obra conceitual em oito partes sobre o matemático Alan Turing, combinando eletrônica, arranjos orquestrais e narração para contar sua trajetória.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Pet Shop Boys vai levar Alan Turing para o universo da música. Neil Tennant e Chris Lowe estão terminando de gravar A man from the future, uma obra conceitual inspirada na biografia Alan Turing: The enigma, do matemático e escritor Andrew Hodges – e com colaboração do próprio Andrew. O lançamento está marcado para 9 de outubro pela Parlophone.

A ideia não é exatamente um novo disco de synth-pop do duo, mas uma espécie de biografia musical em oito partes. A história acompanha Alan Turing (1912– 1954), um matemático britânico que é considerado o pai das ciências da computação, desde os anos de escola. Daí, passa pela Universidade de Cambridge e pelo trabalho na quebra dos códigos da máquina Enigma durante a Segunda Guerra Mundial, até sua contribuição para o desenvolvimento da computação e suas ideias sobre inteligência artificial.

A parte final aborda o processo sofrido pelo matemático por sua homossexualidade, e sua morte em 1954. O encerramento inclui ainda um trecho de um discurso de Gordon Brown feito em 2009, quando o então primeiro-ministro britânico pediu desculpas pelo tratamento dado a Turing e reconheceu sua contribuição para a vitória do Reino Unido na guerra.

A man from the future existe já há um tempinho. O projeto nasceu em 2012 e foi apresentado pela primeira vez com a BBC Concert Orchestra, em 2014 – mesmo ano em que saiu o filme O jogo da imitação, dirigido por Morten Tyldum, sobre sua história. Mais de uma década depois, Tennant e Lowe retomaram o projeto, acrescentando eletrônica, mexendo nos arranjos orquestrais e atualizando partes da narração.

Os arranjos de cordas são de Sven Helbig e serão executados pelo Manchester Camerata Octet. Um coral da Manchester Grammar School aparece em quatro faixas, enquanto a atriz Juliet Stevenson faz a narração a partir de trechos do livro de Hodges.

“Nossa motivação ao criar esta obra foi fazer uma homenagem musical a Alan Turing, que tanto contribuiu para seu país e para o mundo, e foi recompensado por isso sendo processado por sua sexualidade”, disseram Neil Tennant e Chris Lowe.

“Alan deu uma enorme contribuição para a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial e foi um pioneiro da computação, imaginando um mundo com computadores inteligentes”, acrescentaram. “Ele também ansiava por um tempo em que ser gay fosse aceito como normal. Tanto em sua vida profissional quanto pessoal, ele estava à frente de seu tempo”.

O projeto chega depois de uma fase bem diferente da carreira recente do Pet Shop Boys. Entre abril e julho deste ano, a dupla fez a turnê Obscure Pet Shop Boys, com shows em Londres e Berlim dedicados a lados-B do duo.

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