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British Birds mistura garage-punk e humor ácido em “Lie down with dogs, stand up with fleas”

RESUMO: O British Birds antecipa Murmurate, oscillate com Lie down with dogs, stand up with fleas, faixa garage-punk que combina referências sixties, humor e crítica à passividade política inglesa.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Provavelmente, Lie down with dogs, stand up with fleas, single mais recente da banda British Birds, tem os melhores “oooohs” do ano (na tradição do “xiouuu” de Making plans for Nigel, do XTC). Funciona bem como canção de rock retrô, e como artigo pop. digamos assim. E esse som em clima meio garage-punk, meio sixties, com lembranças de B-52’s e Devo comprimidas num arranjo simples, abre caminho para o terceiro álbum da banda, Murmurate, oscillate, previsto para 16 de outubro pelo selo Skep Wax Records.
Vindos de Lancashire, Inglaterra, os irmãos Bobby e Emma Townson (que formam o grupo) decidiram colocar na música seu saco cheio com a passividade do povo inglês – no qual têm visto um comportamento meio barro, meio tijolo, todo mundo tendo comportamentos absolutamente bovinos diante da política bem estranha da Inglaterra. A ideia é tratar assuntos sombrios sem abandonar o senso de humor.
Os irmãos sempre operaram no total do it yourself: Bobby grava e mixa as músicas, enquanto Emma cuida das artes. Os dois primeiros discos foram lançados pela própria banda e vendidos principalmente em shows e em algumas lojas selecionadas. A Skep Wax, selo que vai lançar o próximo disco, é a gravadora de bandas como Heavenly, Foglights, Swansea Sound e Special Friend. A gravadora tá animada – até define os British Birds como uma banda que “não esperou por permissão para alçar voo. Eles simplesmente seguiram em frente”.
A onda dos British Birds ainda pega outros assuntos bem sérios: Polka dot eyes fala sobre rapazes de Lancashire que entram pro exército e voltam para casa traumatizados – uma música que a banda define como “perturbadora e engraçada ao mesmo tempo”. Just like them fala de pessoas introvertidas e Scary movie traz uma lembrança bem curiosa da infância dos dois: o avô de Bobby e Emma costumava mostrar filme de terror (!) a eles quando eram crianças. Já Lie down with dogs, stand up with fleas, você confere aí.
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She Has Gone Insane estreia com punk, metal, groove e crítica ao patriarcado

RESUMO: A banda do ABC Paulista She Has Gone Insane estreia com Authority vendetta, single que mistura groove, metal, punk e hardcore para questionar rótulos impostos às mulheres.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Cezars / Divulgação
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“Ela ficou louca” é o tipo de rótulo que aparece quando uma mulher sai do comportamento que esperam dela. É justamente essa ideia que está por trás de Authority vendetta, single de estreia da She Has Gone Insane, banda do ABC Paulista.
O nome do quarteto provoca: a vocalista Nico Modena explica que She Has Gone Insane ironiza a forma como a liberdade feminina costuma ser tratada – e muitas vezes, ela é vista como “loucura”. Tocar bateria, ter uma banda ou simplesmente viver fora do molde patriarcal… nada disso deveria ser tratado dessa forma.
Musicalmente, Authority vendetta também não escolhe uma única gaveta. A faixa junta as levadas do soul dos anos 1970 ao peso do metal, à velocidade do punk e ao hardcore. O resultado passa por riff pesado, baixo presente, bateria forte e vocais que alternam drive e groove.
A She Has Gone Insane reúne Nico Modena (vocal), André Alves (guitarra), Luisa Sauer (bateria) e Juliano Demarchi (baixo), músicos que já circulam por diferentes projetos da cena independente paulista. Authority vendetta é a primeira faixa da banda a sair oficialmente – em quatro meses, fizeram dez canções. O single sai pela Rookie Records, de Hamburgo. E a música já ganhou clipe
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Echo and The Bunnymen traz lembranças do groove dos Doors em novo single

RESUMO: Echo and the Bunnymen lança mais uma do disco Apples for Isaac, primeiro álbum de inéditas em 12 anos: é Take me by the hand, com guitarras circulares, clima sombrio e lembranças de The Doors.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Fritz / Divulgação
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Como tá sua expectativa pro próximo disco do Echo and The Bunnymen? A nossa vai muito bem, obrigado: Apples for Isaac, primeiro disco de inéditas da banda em 12 anos, sai em 18 de setembro pela BMG, e o grupo acaba de divulgar o terceiro single do álbum – é a faixa de abertura do disco, Take me by the hand.
A nova música é repleta de grooves de guitarra, e tem uma onda bem ligada àquela época em que o Echo parecia se esforçar para reproduzir o groove e a vibe misteriosa e circular dos Doors. Ian McCulloch canta de forma mais áspera e a letra parece aludir à necessidade de simplificar a vida, num tempo cada vez mais caótico. O outros singles já lançados foram Brussels is haunted e The light that surrounds you.
Apples for Isaac foi produzido pelo vocalista Ian McCulloch, que também ficou responsável pela mixagem, juntamente com Alan Moulder e Andrea Wright. Levado adiante hoje em dia por Ian e pelo guitarrista Will Sargeant, o Echo contou também com o serviços de um outro baterista já “ido”: Clem Burke, do Blondie, morto em abril do ano passado, toca em dez das onze músicas.
“O poderoso e lendário Clem Burke – amigo de longa data do Mac – foi fundamental para a criação do álbum e, infelizmente, faleceu durante sua finalização… Te amamos, Clem X””., comentou a banda.
Apples for Isaac sucede Meteorites, de 2014, e a coletânea The stars, the oceans & the moon, lançada em 2018. Num papo com a Mojo, recentemente, Ian falou sobre o intervalo de mais de dez anos entre os dois discos. “O que nos atrasou? Acho que a Covid teve algo a ver com isso”, disse ele. “Mas eu também queria, liricamente, que tudo fizesse sentido — ou que fosse enigmaticamente importante. O que é uma baita frase”.
McCulloch acrescentou que “mais do que qualquer outro disco que eu me lembre, ele (Apples for Isaac) está soando exatamente como eu o imaginava. Eu simplesmente disse (pra mim mesmo): cante como você quer se ouvir”.
Você acha mais infos sobre o próximo disco do Echo aqui.
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Then Comes Silence lança “Judgement day” e propõe uma festa de fim do mundo

RESUMO: O Then Comes Silence, vindo da Suécia, faz pós-punk e rock gótico e lança o single Judgement day, que sai com clipe dirigido por Damon Zurawski.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Alexandra Peterson / Divulgação
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A banda sueca Then Comes Silence está de volta com Judgement day, primeiro single de seu próximo álbum, Requiem ballroom, previsto para este ano pela Metropolis Records. A faixa combina pós-punk e rock gótico com uma batida eletrônica e parte de uma ideia pouco solene sobre o fim do mundo: celebrar os erros, as escolhas ruins e a vida sem muito arrependimento.
Segundo o vocalista e baixista Alex Svenson, a música foi a primeira composta para o novo disco e nasceu como uma homenagem ao Killing Joke. “Essa música celebra os perversos tendo uma boa trajetória até seus últimos dias. Aos olhos de algumas pessoas, nós também somos velhos roqueiros que bebem cerveja e provavelmente seremos os primeiros a partir. Que seja. Tivemos uma boa trajetória”, afirma.
O guitarrista Hugo Zombie também cita Killing Joke como referência, especialmente o guitarrista Geordie Walker. “A guitarra é inspirada em KJ e é uma pequena homenagem a Geordie”, diz.
O clipe de Judgement day, dirigido por Damon Zurawski, transforma a música em uma espécie de festa antes da catástrofe, com a banda tocando em meio a convidados. O vídeo ganhou ainda um registro de bastidores produzido por Marzipan Moonlight, mostrando a gravação e a participação da comunidade gótica de Estocolmo.
Formado em 2012 por Svenson, o Then Comes Silence passou a funcionar como trio em 2022, com Jonas Fransson na bateria e Hugo Zombie na guitarra. A banda vem construindo sua trajetória entre o pós-punk, o darkwave e o rock gótico, com discos como Hunger (2022) e Trickery (2024).
Requiem ballroom será o oitavo álbum do grupo e terá duas partes. A parte Ballroom foi mixada por Jon Bordon, enquanto Requiem ficou a cargo de Tom van Heesch. A masterização é de Svante Forsbäck.
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