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História do matemático Alan Turing vai virar disco dos Pet Shop Boys

RESUMO: O Pet Shop Boys anuncia A man from the future, obra conceitual em oito partes sobre o matemático Alan Turing, combinando eletrônica, arranjos orquestrais e narração para contar sua trajetória.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Pet Shop Boys vai levar Alan Turing para o universo da música. Neil Tennant e Chris Lowe estão terminando de gravar A man from the future, uma obra conceitual inspirada na biografia Alan Turing: The enigma, do matemático e escritor Andrew Hodges – e com colaboração do próprio Andrew. O lançamento está marcado para 9 de outubro pela Parlophone.
A ideia não é exatamente um novo disco de synth-pop do duo, mas uma espécie de biografia musical em oito partes. A história acompanha Alan Turing (1912– 1954), um matemático britânico que é considerado o pai das ciências da computação, desde os anos de escola. Daí, passa pela Universidade de Cambridge e pelo trabalho na quebra dos códigos da máquina Enigma durante a Segunda Guerra Mundial, até sua contribuição para o desenvolvimento da computação e suas ideias sobre inteligência artificial.
A parte final aborda o processo sofrido pelo matemático por sua homossexualidade, e sua morte em 1954. O encerramento inclui ainda um trecho de um discurso de Gordon Brown feito em 2009, quando o então primeiro-ministro britânico pediu desculpas pelo tratamento dado a Turing e reconheceu sua contribuição para a vitória do Reino Unido na guerra.
A man from the future existe já há um tempinho. O projeto nasceu em 2012 e foi apresentado pela primeira vez com a BBC Concert Orchestra, em 2014 – mesmo ano em que saiu o filme O jogo da imitação, dirigido por Morten Tyldum, sobre sua história. Mais de uma década depois, Tennant e Lowe retomaram o projeto, acrescentando eletrônica, mexendo nos arranjos orquestrais e atualizando partes da narração.
Os arranjos de cordas são de Sven Helbig e serão executados pelo Manchester Camerata Octet. Um coral da Manchester Grammar School aparece em quatro faixas, enquanto a atriz Juliet Stevenson faz a narração a partir de trechos do livro de Hodges.
“Nossa motivação ao criar esta obra foi fazer uma homenagem musical a Alan Turing, que tanto contribuiu para seu país e para o mundo, e foi recompensado por isso sendo processado por sua sexualidade”, disseram Neil Tennant e Chris Lowe.
“Alan deu uma enorme contribuição para a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial e foi um pioneiro da computação, imaginando um mundo com computadores inteligentes”, acrescentaram. “Ele também ansiava por um tempo em que ser gay fosse aceito como normal. Tanto em sua vida profissional quanto pessoal, ele estava à frente de seu tempo”.
O projeto chega depois de uma fase bem diferente da carreira recente do Pet Shop Boys. Entre abril e julho deste ano, a dupla fez a turnê Obscure Pet Shop Boys, com shows em Londres e Berlim dedicados a lados-B do duo.
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The Hives transforma show no México em EP ao vivo

RESUMO: The Hives transforma em EP a apresentação feita no México durante a turnê latino-americana, com participação de Miky Huidobro, do Molotov, em Legalize living, que ganha clipe ao vivo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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A banda The Hives vai transformar um show no México em EP. Live in Querétaro, Mexico sai em 23 de outubro pela Play It Again Sam, com gravações feitas em 11 de abril, durante o Festival City, em Querétaro.
A banda sueca estava no meio da turnê latino-americana que fez no começo do ano com o My Chemical Romance. Foram shows no Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru – quase meio milhão de pessoas, segundo o próprio grupo.
Para anunciar o EP, The Hives já soltou um vídeo ao vivo de Legalize living, justamente dessa apresentação mexicana. A gravação tem uma participação de Miky Huidobro, do Molotov, no palco.
O lançamento aparece cerca de um ano depois de The Hives forever forever The Hives, disco de 2025 que colocou a banda novamente na estrada com material novo (resenhamos aqui). E o grupo parece estar gostando da vida ao vivo, ainda mais em terras latinas: a passagem pela América Latina já havia rendido o tour movie Live in Latin America, lançado em junho e disponível no YouTube.
Na formação atual estão Howlin’ Pelle (voz), Nicholaus Arson e Vigilante Carlstroem (guitarras), The Johan And Only (baixo) e Chris Dangerous (bateria). Surgido em Fagersta, na Suécia, nos anos 1990, o The Hives atravessou diferentes fases do rock de guitarra sem abandonar a combinação de garage rock, punk e aquele figurino preto e branco que virou parte da identidade da banda.
Abaixo, você confere o clipe de Legalize living, o tour movie Live in Latin America, a capa do EP e a lista de faixas.
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LISTA DE FAIXAS:
01. Enough is enough
02. Born a rebel
03. O.C.D.O.D.
04. Legalize living (feat. Miky Huidobro)
05. The Hives forever forever The Hives
Urgente
Cabaret Voltaire traz turnê de despedida ao Brasil em 2027

RESUMO: O Cabaret Voltaire faz seu primeiro e último show no Brasil em março de 2027, em São Paulo, com Stephen Mallinder à frente da formação que resgata a história industrial da banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Patey / Divulgação
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Com o Cabaret Voltaire em turnê – e bem “aparecido”, fazendo até session nos estúdios da rádio KEXP, em Seattle – era um palito para alguém decidir trazê-los ao Brasil. E vai rolar: a banda britânica, formada na década de 1970, que ajudou a definir a música industrial, o gótico e o synthpop, vai fazer uma apresentação em 6 de março de 2027 (sábado) no Cine Joia, em São Paulo, o primeiro e último show da banda no país. O show vai rolar por aqui pelas mãos (claro) da Maraty.
O show faz parte da turnê de despedida do grupo e terá Stephen Mallinder, integrante original, à frente do projeto. A história do Cabaret Voltaire começou em Sheffield, em 1973, quando Mallinder, Richard H. Kirk e Chris Watson formaram o grupo. A primeira apresentação aconteceu em maio de 1975, e a banda passou a trabalhar na fronteira entre música eletrônica, industrial, pós-punk e experimentação. A formação ajudou a estabelecer uma linguagem baseada em máquinas, ruídos, vozes processadas e ritmos que também encontraram espaço nas pistas.
Já a formação atual começou a tomar forma em 2025, quando Mallinder e Watson voltaram a trabalhar juntos para marcar os 50 anos da primeira apresentação do Cabaret Voltaire. O reencontro aconteceu depois da morte de Kirk, em 2021. Antes disso, Kirk havia conduzido o projeto praticamente sozinho, retomando os shows no festival Berlin Atonal, em 2014, e lançando o disco Shadow of fear, em 2020.
O repertório da fase atual foi apresentado em shows no Reino Unido em 2025 e acabou registrado no ao vivo But what time is it really?, lançado em abril de 2026. O álbum reúne 16 faixas e recupera músicas de diferentes momentos da trajetória do grupo, entre elas Yashar, Just fascination, Nag nag nag e Sensoria, além da peça Tinsley viaduct. Em São Paulo, o repertório da atual formação chega ao Cine Joia em uma ocasião especial: é a estreia num palco brasileiro e a despedida da banda do país. Os ingressos estão à venda pela Fastix.
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SERVIÇO
Cabaret Voltaire – Final Tour
Data: 6 de março de 2027, sábado
Local: Cine Joia
Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP
Ingressos aqui.
Realização: Maraty
Apoio: Powerline Music & Books
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Black Sabbath ganha reedições em fita de rolo (!) pela Rhino

RESUMO: A Rhino relança Black Sabbath e Paranoid em fita de rolo, com apenas 500 cópias de cada. Edições audiófilas reproduzem as masters analógicas a US$ 299,99.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Difícil vai ser arrumar onde ouvir, mas vamos lá: a Rhino, sempre dedicada a satifazer o audiófilo feliz, decidiu lançar reedições em fita de rolo (!) dos dois primeiros álbuns do Black Sabbath: Black Sabbath, de 1970, e Paranoid, do mesmo ano. Cada edição é limitada a apenas 500 cópias em todo o mundo e está disponível exclusivamente pelo site da Rhino.
Para quem se interessa por detalhes técnicos, algumas infos importantes: as novas edições foram produzidas em tempo real a partir de cópias 1:1 das fitas master analógicas americanas. A proposta é preservar a dinâmica e os detalhes das gravações originais, utilizando fita de 1/4 de polegada, duas pistas e velocidade de 15 ips (polegadas por segundo). O material utiliza fita RTM LPR90, segue o padrão de equalização IEC e é acondicionado em um carretel metálico de 10,5 polegadas.
Os dois primeiros discos do Black Sabbath têm uma característica bem louca: foram gravados em bem pouco tempo, na pressa, e sem muitos ajustes, mas o som é inigualável – e mais repleto de “ambiência” do que qualquer outro disco do catálogo deles, ate mesmo o fenomenal Black Sabbath Vol 4 (1972). Ouvir isso em fita de rolo deve ser uma experiência de cair o queixo. Só vale lembrar que os tais relançamentos não são nada baratos – US$ 299,99 cada – e, claro, você vai precisar de um aparelho para reproduzir os fitões.
- Aliás, em 2017, tinha uma turma dizendo que as fitas de rolo iam voltar (olha a profecia aí!)
Fita de rolo, aliás, sempre foi sinônimo de audiofilia avançada e endinheirada. Tanto que lá pelos anos 1970 / 1980, toda vez que surgia algum personagem numa novela da Globo que tinha muita grana e possuía um “aparelho de som” em casa, os tapes reel-to-reel estavam lá, brilhando na estante do sujeito ou sujeita. Um personagem que me vêm rápido à mente é o playboy desligado Nelson Fragonard, interpretado por Reginaldo Faria em Água viva (1980), e que tinha um desses.
A Rhino, vale informar, ainda fez outras reedições em fitão – o catálogo inclui Workingman’s dead, do Grateful Dead (1970), o disco epônimo de 1975 do Fleetwood Mac, Blue, de Joni Mitchell (1971), The Yes album, do Yes (1971), e pode acreditar, Fun house, dos Stooges (1970). Vai que, mesmo sempre tendo sido caríssimo, o formato vira moda retrô…
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