Cultura Pop
Mentira de luxo: Milky Edwards & The Chamberlings

Espécie de museu virtual de fraudes e mentiras-que-viram-verdades da internet, o portal Hoaxes dedicou um texto ao disco “Starman”, de uma banda soul dos anos 1970 chamada Milky Edwards & The Chamberlings, em 2013. Na verdade muita gente caiu no conto na época, quando a história virou viral. O disco teve três músicas “upadas” para o YouTube no começo da década. Eram versões soul bem convincentes de três clássicos de David Bowie: “Soul love”, “Starman” e “Moonage daydream”. E na época o que se falava é que se tratava de um álbum raro e dificílimo de achar. Que trazia músicos de soul relendo o repertório do camaleão, feito nos anos 1970, e que permanecia obscuro.
O som, uma bela mescla de soul e gospel com cara de Motown, decididamente NÃO parecia ser feito por amadores. E rolaram até especulações de que o cantor era Tom Jones – não era, já que o próprio negou.
Por incrível que pareça, quem matou a charada não foi um músico, mas um designer. Brian Borrows reparou que a fonte da capa era a mesma (Mojo Standard) que ele havia usado numa capa que fizera em 2002, a de “What it is y’all”, de Senor Soul.
“Eles até puxaram tudo para cima, que nem eu fiz. Isso só pode ter saído de um trabalho feito em computador. Nos anos 1970, tudo foi feito à mão. Meu instinto diz que essa capa foi criada num Mac”, disse ao The Guardian sobre a capa do disco de Milky Edwards.

No comecinho da história, olha que tinha muita gente caindo e até contribuindo com mais historinhas para aumentar o culto. Olha só esse comentário de YouTube. Que enfim, parece fazer uma salada maluca de Bowie e soul music com a banda pré-heavy metal Coven, assinada com a Mercury em 1969, e que falava basicamente de satanismo.

(O grupo teria assinado com a Mercury por pouco tempo, o vocalista se envolveu com satanismo e se matou antes do sucesso, e o selo tirou a banda de catálogo)
O The Guardian reparou também nas semelhanças entre a capa de “Starman” e a de “Reflections”, disco de Diana Ross & The Supremes de 1968.

E, olha que interessante, a historinha bateu até na equipe de David Bowie, que publicou em 2013 um texto bem simpático sobre o disco, já avisando que se tratava de um hoax, e dizendo que mesmo assim valia a pena ouvir o material. “Estamos esperando por ‘Rock and roll suicide’ com pegada de Detroit Emeralds, e “Star’ numa onda Temptations”, escreveram lá. O projeto Milky Edwards tem também um site, extremamente minimalista.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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