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Cultura Pop

Macabre: o “Sgt. Pepper’s” dos serial killers

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Macabre: o "Sgt. Pepper's" dos serial killers

O, digamos, senso de humor ácido da banda americana de thrash metal Macabre não é muito compreendido nem entre fãs de som pesado. O grupo nasceu em 1984, nunca teve uma mudança de formação, e criou um estilo chamado murder metal – sim, “metal do assassinato”, unindo hardcore, grindcore, metal e até folk e melodias infantis.

Os integrantes Nefarious (baixo e voz), Dennis the Menace (bateria) e Corporate Death (guitarra e voz) têm um tema para suas canções: assassinos seriais e mortes em massa. Entre os personagens de suas músicas, há pessoas infames da estirpe de John Wayne Gacy, o alucinado que matou cerca de 33 jovens e adolescentes entre 1972 e 1978 em Chicago. Ou Richard Ramirez, invasor de casas em San Francisco nos anos 1980. Ou Mary Bell, que assassinou duas crianças em 1968 na Inglaterra. Além de contar as histórias desse povo nas músicas, Nefarious, Dennis e Corporate Death já tiveram contato pessoal com alguns deles.

Em 1993, parecia que todo tipo de provocação já era comum na obra do Macabre, mas a banda decidiu inovar. O Macabre lançou um disco conceitual sobre serial killers, “Sinister slaughter”. O disco tem 21 faixas curtas, todas endereçadas a nomes estranhíssimos como Wayne Gacy (“Gacy’s lot”), James Edward Pough (“James Pough, what the hell did you do?!”), Ted Bundy (“The Ted Bundy song”) e Mary Bell (“Mary Bell”). Mais: a capa do disco era uma paródia da capa de “Sgt Pepper’s”, dos Beatles. As fotos eram as dos assassinos cantados em versos no disco, e mais alguns outros. E se o nome dos Beatles era escrito com folhas, o “Macabre” era escrito com… ossos.

Aparentemente não é fácil ser integrante de uma banda como o Macabre. Quando o grupo lançou o disco “Grim scary tales”, em 2011, Corporate Death, que faz boa parte das letras, disse ao site Wormwood Chronicles que precisou dar um tempo do universo bizarro do grupo. O break aconteceu em 2003.

“Foi para minha própria sanidade. Qualquer coisa em excesso não é legal pra você, até mesmo água. Se você bebe 50 galões de água de uma vez só, é como mergulhar”, contou, rindo, o principal letrista do Macabre. “Voltei com uma perspectiva mais fresca após ficar um tempo ser ler ou escrever nada sobre assassinos. Daí sentei e li intensamente sobre esses caras. Acabei escrevendo letras para dois anos ou mais”, completou.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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