Cultura Pop
Lou Reed falando bem e mal de um monte de gente


Circulou no fim de semana num grupo do Facebook uma publicação (não sei até agora de onde isso saiu) em que Lou Reed aparece falando muito bem e muito mal de vários colegas. Reed, que não era lá muito conhecido pela simpatia, faz comentários bastante favoráveis a David Bowie e Maureen Tucker (ex-baterista do Velvet Underground). Em compensação, não demonstrou muita paciência ao falar do ex-colega de banda Doug Yule (que, após todo mundo sair do Velvet, seguiu adiante com um disco solo em que usava o nome da banda, Squeeze, de 1973). Muito menos com Alice Cooper e com Bob Dylan.
Surpreendentemente, Lou falou muito bem de uma banda que habitava um espectro totalmente diferente dele e do Velvet, o Creedence Clearwater Revival. E presumivelmente, os maiores xingamentos foram para Frank Zappa, ex-colega de gravadora do Velvet Underground e com quem ele já tinha um bode desde o fim dos anos 1960.

Os depoimentos foram colhidos em vários momentos dos anos 1970 e vários deles já estão num livro chamado Lou Reed: Talking, de Nick Johnstone, que compila declarações de Lou e alguns abre-aspas de colegas. Olha as aspas de Lou aí.
A CENA DE SAN FRANCISCO: “Tínhamos objeções vastas quanto à cena de San Francisco… Era basicamente entediante, uma mentira, não havia talento. Eles não sabia tocar e certamente não escreviam as próprias músicas. Falava sobre isso com todo mundo e ninguém ligava. Nós ficávamos quietos, mas não ligo mais para não falar coisas negativas (…). Sabe, pessoas como Grateful Dead e Jefferson Airplane, todas essas pessoas são os maiores chatos sem talento que já apareceram. Olha só para a figura deles, você pode levar Grace Slick a sério?”.
BOB DYLAN: “Ele me dá nos nervos. Se você estiver numa festa com ele, acredito que dê vontade de mandá-lo calar a boca”.

CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL: “Gosto muito deles. Como eles estão fazendo o link com a velha guarda e têm um sentimento contemporâneo, estão aí”.
PETE TOWNSHEND: “Tommy é algo como… Jesus, como as pessoas caem nessa? (…) Como letrista, ele é totalmente sem talento, e filosoficamente chato para dizer o mínimo. É como naquela música, The seeker, “eu perguntei a Timothy Leary…”. Eu nem sequer perguntaria as horas a Timothy Leary, pelo amor de Deus”.
THE KINKS: “Como um intelectual, sentei, ouvi os Kinks. Curti, mas depois fiquei entediado após um tempo. Não posso ouvir o som deles por muito tempo”.
THE BEATLES: “Devem ser os mais incríveis compositores de todos os tempos (…) Não acho que as pessoas entendam o quão triste foi os Beatles terem acabado”.
THE ROLLING STONES: “Se eu tiver que fazem meu top ten, eles têm pelo menos cinco canções lá. Keith Richard não toca muitas notas, mas as notas que ele toca são perfeitas”.
FRANK ZAPPA: “Provavelmente é a pessoa mais desprovida de talento que conheci na vida (…). Ele não consegue tocar rock porque é um perdedor. É por isso que ele se veste de maneira engraçada. Ele não está contente consigo mesmo e acho que ele está certo”.
ALICE COOPER: “Meu Deus, você quer mesmo minha opinião sobre eles? São o pior e o mais nojento aspecto do rock”.
ROXY MUSIC: “Não gosto deles. Os vimos no show do Bowie e ficamos todos lá esperando para ficarmos impressionados. Eles me deixaram entediado. Saí para pegar um drinque (…)”.
DAVID BOWIE: “Eu amo o cara, ele sabe tudo”.
JOHN CALE: “Eu espero só que chegue o dia em que John seja reconhecido como um Beethoven dos seus tempos, ou algo parecido. Ele sabe muito sobre música, é verdadeiramente um grande músico. Ele é completamente maluco, acho que porque é galês”.
NICO: “Ela é o tipo da pessoa que, assim que você encontra, não é mais o mesmo. Ela tem uma visão fantástica, e Marble index é um dos meus preferidos”.
MAUREEN TUCKER: “Ela é tão bonita. Deve ser uma das pessoas mais fantásticas que encontrei em minha vida (…)”
DOUG YULE: “Eu estava trabalhando com a inocência dele… Estou certo de que ele nunca entendeu uma palavra sequer do que cantava (no Velvet Underground). Ele não sabia nem do que se tratava aquilo, eu achava tão fofo… Adoro pessoas assim, elas são tão fofas”.
ANDY WARHOL: “Eu realmente o amo”.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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