Cultura Pop
Lembrando o primeiro disco das Throwing Muses

Throwing Muses foi uma banda que ajudou a mudar os caminhos de um dos selos mais importantes da história da música independente britânica, a 4AD. Ivo Watts-Russell e Peter Kent, administradores do selão indie Beggar’s Banquet, haviam fundado a 4AD em 1980 com o inacreditável nome de Axis (tirado de Axis: bold as love, disco de Jimi Hendrix). A ideia era que funcionasse como uma espécie de vestibular de bandas. Grupos de sucesso, após um ano de trabalho, iriam para a nave-mãe Beggar’s Banquet.
Só que, do purgatório, subiu apenas a banda gótica Bauhaus, que assinou com a matriz. A 4AD foi ganhando cara própria. Ainda mais quando Kent deixou o selo e foi montar outra gravadora dentro da Beggar’s Banquet, a Situation Two. A 4AD começou a se destacar no pós-punk e na experimentação musical, contratando bandas como Cocteau Twins e Dead Can Dance.
Lá por meados dos anos 1980, o selo começou a dar atenção a bandas do underground americano. A principal delas foi os Pixies, mas pouco antes deles, contrataram um quarteto de um EP e duas demos. Enfim, as Throwing Muses, com as garotas Kristin Hersh (guitarra, voz), Tanya Donelly (guitarra, voz) e Leslie Langston (baixo), além do rapaz David Narcizo (bateria, percussão).
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Com letras inspiradíssimas no universo particular de Kristin – que em entrevistas fala abertamente sobre os transtornos pós-traumáticos e diagnósticos errados que teve ao longo da vida – as Throwing Muses lançaram em setembro de 1986 seu primeiro álbum, epônimo, pela 4AD. O som era inusitado até mesmo para o pós-punk da época, com melodias quebradas e ritmos pouco usuais, em (excelentes) canções como Call me, Green, America (She can’t say no) e Hate my way. Mas no estúdio, a banda teve diferenças conceituais com o produtor, o inglês Gil Norton, que havia trabalhado com bandas como Echo & The Bunnymen (e depois trabalharia com os Pixies em Doolittle).
“Gil estava tentando fazer a gente vender discos, tentando produzir a gente, nos transformar em banda britânica. Estávamos brigando intensamente com essa coisa da grande produção. Mas ele era maravilhoso, tivemos um tempo bem legal trabalhando juntos”, lembra Kristin no livro Fool the world: The oral history of a band called Pixies, de Josh Frank e Caryn Ganz.
A musicista se lembra que gravou o disco numa fazenda em Massachussets e que o álbum nunca foi oficialmente terminado (!). Isso porque o Deep Purple instalou-se lá para gravar (possivelmente o decepcionante The house of blue light, de 1987) e mandou todo mundo que estava no local ir embora. A gravadora pegou o que estava pronto, embalou e distribuiu para as lojas.
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“Produtores são tão diferentes um do outro, Gil é um verdadeiro visionário”, recordou Tanya. “Ele é bom de arranjos de canções. Ele pega uma canção sua, copia e cola como se fosse um Frankenstein”. Seja como for, a 4AD pegou Gil e colocou o produtor para cuidar dos Pixies, que pareciam bem promissores. As Throwing Muses, após mais um EP com Gil, Chains changed, de 1987, foram para as mãos de produtores como Mark Van Hecke e Gary Smith.
Mas para tirar suas próprias conclusões, ouça Throwing Muses no YouTube (não está nas plataformas ainda).
>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Doolittle, dos Pixies
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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