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Cultura Pop

Lembra da Happy Tiger Records?

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Lançar discos nos anos 1960 era um empreendimento bastante lucrativo. Tanto que o que mais tinha eram empresas que não tinham nada a ver com o mercado fonográfico, mas que de uma hora pra outra resolviam entrar nessa. Uma delas foi uma gravadora chamada Happy Tiger Records, que pertencia a uma companhia aérea californiana chamada Flying Tigers. Nem uma empresa nem a outra existem atualmente. Fundada em 1945, a empresa aérea foi vendida para a FedEx Express há trinta anos. Já a gravadora funcionou só por dois anos, de 1969 a 1971, e soltou 27 álbuns (além de um número expressivo de singles) nesse período.

Lembra da Happy Tiger Records?

Sim, esse logotipo é feio pra cacete.

Dois dos lançamentos mais ilustres da Happy Tiger foram dois álbuns da banda irlandesa Them – aquela mesma banda do hit Please don’t go, que teve o Van Morrison como vocalista até 1967. O Them seguia desde então liderado pelo baixista Alan Henderson, tentara aderir à onda da psicodelia e voltava contratado pela Happy Tiger com dois discos de hard rock meio psicodélico, Them (1969) e Them in reality (1971).

Outra contratação do selinho foi o Aorta, banda de hard rock meio psicodélico, meio aterrorizante da qual falamos aqui. O grupo lançou por lá o segundo disco, Aorta 2. Pelo menos no YouTube dá pra ouvir esse disco. Um lançamento bem estranho do selo foi um single do Herb Newman & Co, grupo do dono da distribuidora do Happy Tiger, a Era Records. Herb e sua turma lançaram uma versão de dois minutos e pouco de Alice’s restaurant, de Arlo Guthrie (o original era uma faixa quase falada de 18 minutos). Ninguém jogou isso no YouTube até o momento.

Teve também o Mason Proffit, banda de country rock liderada pelos irmãos Terry e John Michael Talbot. O grupo lançou dois discos pela Happy Tiger, Wanted (1969) e Movin’ towards happiness (1971) e depois foi para a Warner, que pegou os dois primeiros álbuns do grupo, juntou num LP duplo e pôs nas lojas como Come and gone (1973). O Mason Profitt acabou quando os dois irmãos resolveram cantar em dupla. Os Talbot depois viraram cantores cristãos e hoje John Michael é fundador da comunidade monástica Brothers and Sisters of Charity.

A Happy Tiger nem bem tinha chegado no ônibus e já queria sentar na janelinha. Em 16 de agosto de 1969, um exemplar da Billboard explicava que a empresa estava de olho no mercado da música country e já queria expandir seus negócios para Nashville.

Lembra da Happy Tiger Records?

Além de lançar uma ou outra novidade, a Happy Tiger pegou uma turma que estava fora das grandes gravadoras, como a jazzista Joanie Sommers e a entertainer Roberta Sherwood (que já tinha mais de 60 anos quando assinou com a Happy Tiger). O último álbum da gravadora foi justamente o Movin’… do Mason Proffit.

Os executivos do selo sairiam para se juntar a outras gravadoras e o Happy Tiger terminaria aí. Mas a Happy Tiger ainda geraria algumas notícias meio bizarras mesmo depois dos seu fim. Em 29 de abril de 1972 a Billboard noticiava que a grandalhona Columbia e a menorzinha Monarch Records meteriam processos no que havia sobrado da Happy Tiger por causa de contas não pagas, entre outras reclamações. Hoje, alguns lançamentos da Happy Tiger estão nas plataformas digitais com os selos de outras gravadoras.

Lembra da Happy Tiger Records?

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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