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Lady Gaga confirmada no Rock In Rio 2017

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Lady Gaga está no Rock In Rio 2017. O festival confirmou agora há pouco a entrada da cantora na lista de artistas que se apresentam no evento este ano. O festival rola entre os dias 15 e 24 de setembro e Gaga faz o principal show do primeiro dia da festa. Os ingressos começam a ser vendidos dia 6 de abril, pelo Ingresso.com.

Aerosmith, Red Hot Chili Peppers, Maroon 5, Bon Jovi e Billy Idol já foram confirmados para o festival deste ano. A Cidade do Rock será montada no Parque Olímpico e o público tem a possibilidade de usar o mesmo sistema de transportes usado na Olimpíada 2016. Neste ano, pela primeira vez, a edição tem duas Rock Streets. As ruas temáticas com lojas, restaurantes e apresentações artísticas homenageiam a África e o Brasil.

E Gaga, como você já sabe, anda tendo excelentes relacionamentos com o Brasil. Ou pelo menos a turma que cuida de suas redes sociais anda bastante interessada nisso. Ela já “comentou” sobre o fato dos fãs terem feito graça com a letra de “Perfect illusion”, uma de suas novas músicas, porque o refrão lembra o de “Cilada”, do Molejo. Domingo (5) saiu um post em português no seu Facebook fazendo referência a uma música de Simone & Simaria.


E também deu Lady Gaga no halftime do Super Bowl, para alegria dos fãs (confira o vídeo aí).

https://www.youtube.com/watch?v=33IIki7rDG8

 

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“Hoje tem”, a estreia de Angélica Duarte

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Angélica Duarte passou por vários caminhos pessoais e musicais antes de lançar seu disco de estreia, Hoje tem, que saiu há pouco. O álbum traz desde suas experiências como paulistana que vive no Rio há seis anos, mas também inclui percepções sobre o mundo feminino (Coisa bicho, Pakera fraka, Hoje tem). E sobre sensações que surgiram não apenas após a pandemia, como também após a morte de Marielle Franco, em 2018. Como em Música infantil para adultos, uma das melhores do disco, com participação de Letrux.

“Fiz essa música pensando na morte dela, na sensação de vazio e medo de morar no Rio. Mas hoje em dia essa música ganhou outro significado por causa da pandemia”, conta Angélica, que fez a canção um dia depois do assassinato. “Peguei o violão e estava com esse clima na minha cabeça, estava rolando manifestação na Candelária. Não fui à manifestação, estava frio, eu estava chateada e sozinha. Saíram letra e música juntas e a canção saiu com cara de música de criança. É como se a música tivesse uma melodia infantil, mas tivesse um tema para adultos. Ficou um tema de embalar, uma coisa que tem na música do Luiz Tatit, do André Abujamra”, diz ela, localizando mais ainda o tema no presente. “Quando a gente é criança, não está preocupado se Bolsonaro está estragando o Brasil ou não. Quando a gente é adulto, isso tudo vai minguando a gente, assim como o aumento das contas, etc”, diz.

O repertório do disco, aliás, foi quase todo feito por Angélica. A exceção foi Mais discreto, feita com Gabi Buarque, e que ganhou a participação de Juliana Linhares. “Já a conhecia do Iara Ira, do Pietá, e ela tinha acabado de lançar o primeiro disco, Nordeste ficção. Sempre fui fã dela desde a primeira vez em que a vi fazendo uma participação num show. Ela acabou fazendo o clipe, foi muito generosa”, conta. A outra participação do disco, Letrux, apareceu para adicionar um pouco mais de sarcasmo e ironia a já citada Música infantil para adultos. “Ela apareceu como uma chapeuzona vermelho no disco, já que tinha o trecho da música do Chapeuzinho Vermelho na música”, brinca Angélica.

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O som do disco está num local entre MPB dos anos 1970 e 1980, rock e até jazz (que ela cantou em clubes em São Paulo). Mas entram outras coisas na receita. Angélica foi uma adolescente indie que amava Cat Power e Radiohead. “Isso pode ser percebido no disco”, conta, lembrando que músicas como Romance têm até link com Los Hermanos. Rita Lee e Roberto de Carvalho são citados como influências no lado mais pop do disco, e até num lado mais comportamental das letras.

“Nessa voracidade de falar que eu sou mulher, tenho sexualidade, tenho autonomia sobre meu corpo. Achei muito importante abrir o disco com esse discurso”, conta ela, referindo-se a Coisa bicho. “O disco tem Pakera fraka mas ela é uma paquera forte”, brinca. “De mostrar um lugar de autonomia da mulher, ‘tô te esperando, a gente tá falando a mesma língua’. Um acordo, não uma situação de submissão”.

Já a tensa Hoje tem, a faixa-título, fala em “a gente satisfaz o desejo do peão”. “Elas representam um ser mulher no Brasil. Isso acontece comigo, saio na rua e sou perseguida pelo tarado do Aterro do Flamengo. São coisas que é preciso você ser mulher para passar, não é uma questão de classe”, diz. “Muitas mulheres vivem essa realidade, é uma música ampla de sentido, de ter muitas interpretações. Precisava falar desses assuntos porque são urgentes” (o disco tem um faixa a faixa no YouTube, explicando as músicas).

Quando veio morar no Rio, Angélica estava querendo entrar em contato com a música brasileira e pesquisar mais o samba. Não chegou a se tornar uma sambista, mas conheceu muita coisa nova. “Eu queria vir morar aqui, falava: ‘Tenho que morar nessa cidade’. Em São Paulo eu conhecia o pessoal que tocava sambas do Rio na Vila Madalena. No Rio tive contato com o samba feito nas periferias, na Zona Sul, nas rodas de choro”, conta ela, recordando que o lado democrático das rodas de samba, na rua, influenciou bastante o clima de Hoje tem. Mas antes disso, ainda em São Paulo, veio a música de câmara, que ela estudou a partir da adolescência.

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“Eu comecei a estudar canto aos 17 anos, queria estudar para cantar melhor minhas músicas. Tinha potencial mas não tinha técnica. Minha professora ficava incentivando que eu me tornasse cantora de música lírica. É uma carreira que precisa de muito empenho e eu não tinha essa vontade”, recorda ela, que já estudava guitarra e violão desde os 14 anos, mas só voltou a compor quando encerrou o relacionamento com a música de concerto. A volta à composição, por acaso, teve a ver com a vinda para o Rio. “Voltei a compor andando pela Rua do Catete, até falei: ‘Gente, tô compondo uma música depois de tantos anos…’”, brinca.

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Faixa a faixa: Fernando Parré, “Forja”

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Faixa a faixa: Fernando Parré, "Forja"

Nascido e criado no interior de São Paulo, Fernando Parré e soma várias atividades na arte: é músico, produtor, poeta, fotógrafo, filmmaker e pintor. O nome do disco vem do nome do seu estúdio. O primeiro disco, Gerúndio, saiu no ano passado, e o novo EP, Forja, sai agora, buscando unir o lado visual ao musical. E algo que já surge na capa, com as imagens correspondentes às quatro faixas.

“As canções do EP começaram a ser compostas o começo de 2020, num cenário de encarar a pandemia e pressentir o muito que ainda havia por vir. Foram músicas que se apresentaram após o lançamento do álbum Gerúndio”, explica Fernando, que compôs, tocou todos os instrumentos e cuidou da produção e da mixagem.

Fernando mandou um faixa a faixa do disco para o POP FANTASMA. Leia ouvindo.

PRANTO, de ser pequeno perto da história, perto do necessário para mudar. Perto do tempo: passagem; vai, vem. De ver que as crises são plano em ação. Da morte que, agridoce, finaliza e recomeça. Da esperança enquanto verbo.

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A primeira faixa. Abre o álbum dentro da narrativa de ser e estar no mundo contemporâneo. Entender o que há por meio da História. Beat eletrônico dançando entre o lo-fi e o darkwave. Sintetizadores, cordas e voz procuram criar o ambiente para uma música que fala das crises, do tempo, da paciência histórica necessária para (r)existir. O desafio de viver hoje com o muito que o passado nos traz com necessidade de mudança. De um choro que é para fortalecer. Musicalmente foi composta procurando explorar texturas minimalistas diversas, que compõem a base aguda do beat. Sintetizadores cujos timbres podem ser lamentos, constatações, respiros. Para se entender e transformar, é necessário olhar. Para olhar é necessário coragem.

FESTA, dos movimentos opostos e complementares: o lento, gradual, pouco a pouco, e o rápido, súbito, de uma só vez. Do celebrar e insistir, se alimentar na força dos encontros – e desencontros. Do olhar a partir de um ponto e, com tantos outros pontos juntos, abranger a perspectiva conjunta, transformadora.

A segunda faixa do álbum. Das forças que moldam paisagens e pessoas. Baixo de síntese subtrativa, o som se inspira na cumbia, dentro de uma estética eletrorgânica, fundindo elementos do dubstep e trap ao gênero latino. Festa, dos encontros, síntese do poder que temos enquanto indivíduo. Da necessidade de processos lentos, micro-geopolíticos, que como erosão, moldam o relevo. E de processos rápidos macro-geopolíticos, que feito explosão, repentinamente criam mudanças drásticas e bruscas. Musicalmente, fundir um gênero tradicional da música latino-americana com gêneros e elementos de música eletrônica contemporânea. Festa, seriedade fundamental aos processos gradativos ou repentinos.

LUTA, de um dia após o outro, do desejo dos bons ventos, que geram movimento e arejam as ideias e sentimentos. Da ponte que somos entre chão e céu. Do cultivo que o tempo demanda. Das mãos, interface entre ser e estar. Do poder imenso que reside em cada pessoa.

A terceira faixa. Do papel de cada indivíduo e da sociedade como todo em agir. Do cotidiano às disputas em grandes escalas, da descolonização dos corpos, da paisagem, das instituições, da existência. Da forja que somos nós. Somos pranto, festa, luta, e também lar. Somos, precisamos ser, existir e resistir, dado o cenário no planeta. Guitarras, coro de vozes, letra e pianos elétricos criam a atmosfera que transita entre o rock, o jazz e afrojazz, o groove e EDM. Se voltar para o presente, cotidiano, na força que carregamos, nossas e dos antepassados. A potência do ser humano em sociedade reside em cada pessoa. A humanidade é a gente, o indivíduo. Musicalmente, uma atmosfera que se vale de guitarras com timbre limpo, aberto, pianos elétricos vintage e não menos momentos de intensidade, solos de guitarra com timbre distorcido e baixos que se inspiram no peso do Dubstep.

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LAR, dos lugares espaciais e subjetivos que habitamos, onde confortamos e acolhemos a nós mesmos. Das raízes, nutrição e sustento. Do lar partimos, ao lar chegamos, em lar estamos.

A última faixa, única sem letras. Do lugar onde nos fortalecemos, onde cuidamos das feridas e preparamos as ferramentas de luta. Onde celebramos, vivemos, de onde ningúem chega nem nos tira. Do Lar em si e no mundo. Djembes, conga, chocalhos e alfaias invocam a acestralidade por meio da percussão. O chão que forma o Lar ao longo das tantas gerações que nos antecederam. Explorando o Maracatu, a Ciranda e o House, a fusão entre ritmos tradicionais brasileiros e música eletrônica contemporânea retrata o paradigma atual. As raízes, tradições, e a vasta quantidade de informação, de novas perspectivas, de inovações, negações e reafirmações: a todo momento conflito e síntese, no desenrolar da realidade. O futuro, forjado no presente, que se faz em cada pessoa e nas sociedades como todo”.

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Cinema

Mostra de cinema e música Curta Circuito vem aí e estamos nela!

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Tem um festival unindo música e cinema, cuja 21ª edição começa hoje, e nós estamos nele. O festival Curta Circuito começa nesta segunda (11), online e que e traz sete filmes brasileiros que contam a história da música e de músicos. Com direção de Daniela Fernandes e curadoria de Andrea e Carlos Ormond, o evento acontece online pelo site da mostra, entre 11 e 17 de outubro, com filmes disponíveis a partir das 20h em cada dia e participação gratuita. Nós (enfim, eu, Ricardo Schott, editor deste site) estamos lá participando de um debate sobre o filme Ritmo alucinante, de Marcelo França (na quarta, dia 13, ao lado do diretor de fotografia Jom Tob Azulay)

“Em anos anteriores debatemos filmes populares (2017), violência (2018), fé, magia e mistério (2020). Nosso recorte da curadoria conta não especificamente a história da música, mas histórias de música – e de músicos. Em todos os filmes, existe um ponto convergente: os músicos são protagonistas de experiências e emoções, levando de carona o espectador”, explica a curadora Andrea Ormond. “Esta edição do Curta Circuito vem como mais um alento a todos aqueles que resistem. A programação está recheada de histórias e da presença de personagens femininos marcantes da filmografia brasileira, dos anos que trazem som, cor, vivacidade, liberdade e postura”, completa a diretora Daniela Fernandes.

O filme Ritmo alucinante mostra trechos do festival Hollywood Rock de 1975, realizado no antigo Estádio de General Severiano, em Botafogo, com participações de Rita Lee, Vímana, O Peso, Erasmo Carlos, Raul Seixas e Celly Campello.

Entre os outros filmes da mostra estão Bete Balanço (1984, dir. Lael Rodrigues), Um trem para as estrelas (1987, dir. Cacá Diegues), Corações a mil (1983, dir. Jom Tob Azulay, com Gilberto Gil e Regina Casé) e Roberto Carlos e o diamante cor de rosa (1970, dir. Roberto Farias).

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