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Cultura Pop

Joy Of Cooking: jazz-rock-folk comandado por mulheres

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Joy Of Cooking: jazz-rock-folk comandado por mulheres

Pouca gente comenta hoje em dia do Joy Of Cooking, uma pouco conhecida banda de rock e folk lançada pela Capitol nos anos 1970. Pena: foi um grupo bastante original, com instrumental irrepreensível, liderado por duas mulheres: a guitarrista Terry Garthwaite e a pianista Toni Brown.

Completaram o grupo na maior parte do tempo o baixista David Garthwaite (irmão de Terry), o baterista Fritz Kasten e o percussionista Ron Wilson. O Joy Of Cooking, cujo nome foi tirado (com toda a ironia possível) de um popularíssimo livro de culinária, surgiu em 1967, em Berkeley, Califórnia, e acrescentava à receita musical toques de blues e jazz, além de letras feministas.

Toni começara a tocar piano aos 6 anos e escrevia desde pequena canções country no ukelele. Já Terry tinha passado a gostar de rock na infância quando viu os Beatles no programa de Ed Sullivan. Bem mais tarde, as duas se descobriram trabalhando na universidade de Berkeley e tocando folk nos bares à noite. Só foram se conhecer em 1967, quando um amigo em comum as apresentou.

O Joy Of Cooking, já com a formação inicial, virou “banda da casa” do clube Mandrake’s, em Berkeley, e acabou atraindo várias gravadoras – a Capitol acabou levando o grupo. Joy Of Cooking (1971), o primeiro disco, trazia um som entre o country, o rock e o jazz (Toni achava a voz de Terry parecida com a de Dionne Warwick) e conseguiu vender 50 mil cópias, numa época em que, mais do que repleto de machismo, o rock estava desacostumado a ver mulheres tocando instrumentos e liderando bandas. “Infelizmente, naquela época você poderia pensar que isso era algo especial e que iria quebrar todos os tipos de barreiras, mas se você olhar para a música hoje, ela ainda é tão machista como sempre”, chegou a dizer Toni aqui.

O contrato com a Capitol durou mais dois discos, Closer to the ground (1971) e Castles (1972). Toni deixou o grupo porque decidiu se casar e a banda continuou mais um pouco. Chegaram a gravar um disco que permaneceu inédito, Same old song and dance (1973).

Os planos da musicista mudaram, no entanto: em 1973 ela se juntou de novo a Terry, montaram a dupla Toni & Terry e lançaram Cross country, gravado em Nashville, e que tinha até músicas do começo da amizade das duas, como Midnight blues. Em paralelo, Toni chegou a lançar um LP solo no mesmo ano, pela MCA, Good for you, too.

Em 1977, saiu mais um LP da dupla, The joy. Terry também vinha mantendo carreira solo e lançou um disco, Terry, pela Arista em 1975.

As duas continuaram ligadas à música e gravando, mas Toni virou psicóloga clínica, e Terry permaneceu gravando discos por selos independentes, e fazendo shows. Com o tempo, a discografia do Joy Of Cooking foi redescoberta e saiu até uma coletânea do. Existe até mesmo um show inteiro em dupla de Toni Brown e Terry Garthwaite gravado em vivo em 1974 no YouTube.

Aliás, uma curiosidade: uma das primeiras músicas gravadas pelo Joy Of Cooking se chamava Too late, but not forgotten. De fato, foi o que aconteceu.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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