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Cultura Pop

Quem gravou “The Joshua tree”, do U2

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Quem gravou "The Joshua tree", do U2

Um dos melhores e mais bem sucedidos discos do U2, “The Joshua tree” comemora trinta anos hoje e, durante todo esse tempo, abriu bastante o leque do grupo irlandês. O U2, vindo da mescla de pós-punk, messianismo rocker e toques ambient, juntou no seu quinto álbum uma coleção de canções que penetrou na área de interesse de músicos de soul, de pop, de música tradicional americana, sons clássicos e até heavy metal. Olha aí o que uma turma numerosa fez com algumas das canções do disco – que por sinal ganha edição de aniversário em 2 de junho.

“Where the streets have no name” – Vitamin String Quartet. Esse quarteto de cordas de Los Angeles homenageou a banda irlandesa com o CD “Strung out on U2” (2000) e, quatro anos depois, releu todo o disco “The Joshua tree” em “Tribute to U2’s Joshua Tree”.

“Where the streets have no name” – Pet Shop Boys. A dupla pop, você deve saber, uniu a canção de abertura de “The Joshua tree” ao clássico “Can’t take my eyes off you”, de Frankie Valli. Saiu em 1991 no lado A duplo do compacto de “How can you expect to be taken seriously?”. Essa releitura fez bastante sucesso no Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=aVc2TFw4Q-E

“Where the streets have no name” – Flea, Tom Morello, Brad Wilk. O baixista dos Red Hot Chili Peppers e o guitarrista e o baterista do Rage Against The Machine gravaram a música num CD/DVD que reuniu vários artistas participantes da ONG Axis Of Justice, que reúne músicos e fãs em prol de trabalhos pela justiça social. Serj Tankian (System Of A Down) está nos vocais.

“I still haven’t found what I’m looking for” – The Drifters. O grupo de doo-wop e r&b dos anos 1960 fez uma versão da música, que saiu numa coletânea da banda em 2004.

“With or without you” – Double You. O grupo de euro-dance (cujo homem-banda, William Naraine, mora hoje no Brasil) sempre foi influenciadíssimo pelo U2. Nada mais justo do que dar seu toque especial a uma canção da banda que sempre funcionou bem em pistas, na hora da música lenta.

“Bullet the blue sky” – Sepultura. Inspirada pela intervenção militar dos Estados Unidos na guerra civil de El Salvador (e uma das canções mais pesadas da história do U2), “Bullet…” ganhou uma versão do Sepultura no EP “Revolusongs”, só de covers, em 2003. O clipe passou bastante na MTV brasileira na época (o disquinho, aliás, saiu apenas no Brasil e no Japão).

“Bullet the blue sky” – P.O.D. Um ano antes a banda cristã de nu-metal também tinha feito uma releitura.

“Running to stand still” – Javier Mendoza. Conhecido inicialmente pelas músicas que fez para Enrique Iglesias, Ricky Martin e outros, o compositor americano de ascendência mexicana fez sua versão da música em 2006.

“In God’s country” – Brent Truitt. Tributo bluegrass ao grupo irlandês, com uma das melhores músicas de “The Joshua tree”.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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