Cultura Pop
Iggy Pop e Florian Schneider (Kraftwerk) comprando aspargos

Apesar do Kraftwerk ter citado Iggy Pop e David Bowie na letra de Trans Europe Express, e da admiração que unia os dois artistas e o grupo alemão, Bowie e o quarteto alemão nunca chegaram a fazer nada juntos. Bowie se tornara fã do Kraftwerk após o lançamento de Autobahn e fazia altas viagens de automóvel escutando a música, além de ter se tornado um cara mais ligado em sons eletrônicos após conhecer o trabalho do grupo.

O encontro da banda com os dois artistas não rolou num trem, como sugere a letra, mas numa situação bem menos corriqueira. Ralf Hutter e Florian Schneider, os dois líderes da banda, estiveram com Bowie e Iggy nos bastidores da turnê Station to station, de Bowie, em Paris. Um manager francês do grupo recorda que Bowie e Iggy foram levados para uma festinha de arromba depois do show, e que Ralf e Florian acabaram aparecendo por lá – e foram aplaudidos de pé por cinco minutos pelos dois cantores e por seus respectivos séquitos.
Havia uma discordância dentro da banda sobre a possibilidade do Kraftwerk fazer alguma coisa com Bowie. Wolfgang Flur, outro integrante da banda, jura que Bowie estava doido para gravar com eles e que o Kraftwerk queria co-produzir o lançamento – o assunto ocupa algumas páginas da biografia Publikation, escrita por David Buckley.
Karl Bartos, que também estava na banda na época, não se lembra de nenhuma ideia nesse sentido. De qualquer jeito, seja lá o que Bowie tenha prometido aos alemães depois de uma festinha animada e calibrada, o próprio músico negou em 1995 que havia essa possibilidade, até porque os métodos de trabalho dele e da banda eram completamente diferentes: Bowie fazia tudo em estúdio e o Kraftwerk já chegava com o material pronto.
Em compensação, teve pelo menos uma atividade que uniu o Kraftwerk e Iggy Pop, mas foi uma tarefa nada musical: Iggy (que era fã do disco Radio activity, do Kraftwerk, e costumava colocar a música Geiger counter para pegar no sono) e Florian Schneider saíram juntos para comprar aspargos. Os dois se encontraram na Alemanha, Schneider avisou o amigo que era “temporada de aspargos” e os dois foram visitar as feiras e supermercados locais. “Foi legal, a gente se divertiu muito juntos”, contou Iggy Pop. O depoimento alegre do cantor está num documentário da BBC 4, Krautrock: The rebirth of Germany.
Olha o trecho aí.
(a ilustração lá em cima é de um cara chamado gagambo, que imortalizou Iggy e Florian indo ao supermercado)
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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