Cultura Pop
Having Fun With Elvis On Stage: o disco mais esquisito de Elvis Presley

Os anos 1970 não foram fáceis para Elvis Presley. Ok, é uma constatação óbvia, já que o Rei do Rock morreria na segunda metade da década. Mas a decadência do cantor já vinha de uns sete anos antes de ele partir para aquela grande gig no céu.
O cantor ganhou novo rumo profissional com o sucesso da volta aos palcos, as residências em Las Vegas e o documentário Elvis on tour (1972). Mas a vida pessoal ia mal. Problemas de saúde, excesso de drogas, o fim do casamento com Priscilla Presley (um buraco que ele nunca conseguiu preencher)… Tudo acontecendo ao mesmo tempo. Rolou até um suposto atentado no palco, em 1974. Na real, uma trupe de fãs animados invadiu o local para cumprimentar Elvis, mas ele achou que tinham sido assassinos enviados pelo segundo marido de Priscilla, Mike Stone.
TRAILER DE ELVIS ON TOUR
Em 1974, era a vez dessa confusão pessoal invadir a discografia de Elvis Presley, por causa de uma armação de seu empresário, Colonel Parker. O manda-chuva estava obcecado pela ideia de lançar um disco de Elvis pelo seu próprio selo, Boxcar. E de fazer com que a RCA, gravadora do cantor, não ganhasse nada com o lançamento. Era impossível, já que, por contrato, qualquer nota musical gravada por Elvis pertencia diretamente ao catálogo da empresa. Até que, depois de pensar muito, teve uma ideia: e se ele lançasse um disco de Elvis que tivesse a voz do cantor, mas não tivesse música?

Nasceu assim Having fun with Elvis on stage, disco de 1974 sem faixas (tinha só “lado 1” e “lado 2”). E que trazia, unidas numa salada esquisita pra burro, vários comentários e piadas bobas que o cantor fazia entre uma música e outra, durante os shows.
No disco, o cantor até aparecia cantarolando uma coisa aqui e outra ali, e em dada altura do lado A é flagrado contando como foi seu começo de carreira. Mas é tudo colocado totalmente fora de contexto e as coisas surgem de maneira totalmente atabalhoada. Na época, resenhistas (os poucos que dedicaram tempo a escutar o disco) caíram de pau no álbum. O site Mental Floss, não faz muito tempo, anotou que o mais incoerente é que trata-se de um disco ao vivo que não transparece nada do carisma de Elvis.
A ideia de Parker era ganhar grana com o disco na surdina, para a RCA não perceber nada. Tanto que distribuiu Having fun apenas nos shows de Elvis. A gravadora soube, reivindicou os direitos e relançou o disco, trazendo apenas na capa o aviso de que se tratava de um disco falado. Além de um mapa múndi na contracapa falando do sucesso que Elvis andava fazendo pelos palcos. Deve ter havido um número enorme de fãs que comprou o disco, não olhou o aviso na capa e fingiu gostar mesmo assim (e vale dizer que Having fun não saiu no Brasil).

Um tempo depois Having fun saiu até em CD (!) numa edição pirata. Como novidades, a produção separou finalmente as faixas. Todas ganharam nomes que tentavam explicar as origens de cada uma das falas do Rei. Mais: o disquinho ainda acrescentava faixas extras (!). E o tal selo de Parker, Boxcar, acabou focando só em alguns poucos lançamentos de Elvis (entre eles uma caixa de 6 CDs e 6 DVDs chamada Elvis 77: The final curtain, com todo o material ao vivo dele de 1977).
Divirta-se (ou não, sei lá), com Elvis no palco.
Veja também no POP FANTASMA:
– The greatest shit: quando lançaram um disco pirata para sacanear fãs de Elvis Presley
– Conheça o Elvana, a mistura de Elvis e Nirvana
– O último especial de TV de Elvis Presley
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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