Cultura Pop
Fuck EMI: Ex Pistols, Sore Throat e Chumbawamba dão porrada na gravadora britânica

“Uma gravação EMI? Obrigado a George Martin, Geoff Emerick e Philip McDonald”. Talvez a zoação com o produtor e os técnicos de som dos Beatles tenha sido, er, exagero. Isso estava na ficha técnica de Fuck EMI, disco bizarro lançado em 1989 por um selo chamado Rubber Bugger Discs, e que zoava cruelmente a velha gravadora britânica e seus contratados.

Na capa, um infeliz mostrava a bunda no velho muro de Abbey Road. Na contracapa, integrantes de uma das bandas repetiam a capa do disco Abbey Road, dos Beatles, mas como vieram ao mundo. Na arte interna, um manifesto das bandas reclamava que a EMI estava envolvida na fabricação de armas nucleares, e no trabalho análogo à escravidão na África do Sul.

O velho selo da EMI ganhava um “fuck” no lado A do álbum – e não havia música alguma de Sheena Easton gravada ali.

O repertório de Fuck EMI era formado basicamente por covers ou paródias de clássicos que ajudaram a pavimentar o selo – alguns eram zoações cruéis com os originais. Isso aí, se você nunca escutou falar, é uma banda chamada Ex Pistols, que zoava os Sex Pistols com conhecimento de causa. O líder do grupo era o produtor Dave Goodman, que chegou a produzir bandas como os Pistols, Vibrators e UK Subs.
https://www.youtube.com/watch?v=TXfGgFtFOoE
Isso aí são os Ex Pistols sacaneando Anarchy in the UK, dos originais, sob o título 486 4488 – era o número do telefone da sede da EMI. Goodman chegou a ganhar um processo de John Lydon, vocalista dos Sex Pistols, que proibiu em 1992 o lançamento de um disco-paródia chamado Deny. Em alguns projetos, Goodman contou até com a ajuda de outros ex-integrantes dos Pistols, como Glen Matlock, Paul Cook e Steve Jones.
https://www.youtube.com/watch?v=ulL4YzbrZhc
Já isso aí de cima é o Citizen Dick, projeto maluco capitaneado por Dick Lucas, vocalista da banda britânica Subhumans. A zoação de Withering depths é com Wuthering heights, hit de Kate Bush. A faixa do Citizen misturava vários samples da canção em meio a colagens sonoras bizarras. Óbvio que nem em sonho esses samples seriam autorizados.
https://www.youtube.com/watch?v=jNenSExuei8
E isso é o Chumbawamba, banda que – conforme você leu aqui mesmo no POP FANTASMA – seria contratada na década seguinte pela própria EMI e estouraria com Tubthumping. No disco, eles fizeram uma versão comportadinha de Heartbreak Hotel, sucesso de Elvis Presley (que nunca gravou pela EMI). Danbert Nobacon, vocalista do grupo e astro do meio indie-ferradão desde 1980, preferiu juntar duas músicas dos Beatles e atacou de Piggies in Revolution 9. Essa aí de baixo.
https://www.youtube.com/watch?v=obx_BsfqKOA
Pega aí o disco todo e divirta-se. Fuck EMI ainda contém maluquices como Gold, Frankincense + Disk- Drive aterrorizando Bohemian rhapsody, do Queen, e um troço chamado Thought Police fazendo o mesmo com Yellow submarine, dos Beatles.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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