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Entrevista: Zak Tell (Clawfinger) fala sobre a história da banda, sucessos e polêmicas

A banda sueca Clawfinger é conhecida por suas letras diretas e ácidas, por sua sonoridade intensa e, principalmente, por ser uma das precursoras da fusão entre rap e metal. Formado em 1989 por quatro amigos com gostos musicais completamente distintos que trabalhavam em um hospital psiquiátrico em Estocolmo, lançaram seu álbum de estreia Deaf dumb blind em 1993, um estrondoso sucesso que tocou sem parar na MTV do mundo todo (inclusive daqui do Brasil) e colocou a banda de vez no mapa internacional.
Suas performances ao vivo são conhecidas por serem intensas e cheias de energia e, quem presenciou seus shows em São Paulo e no Rio de Janeiro no distante ano de 1995, há de concordar: O Clawfinger foi umas das primeiras bandas a tocar no festival Monsters of Rock e, mesmo encarando uma plateia de milhares de headbangers ávidos por Ozzy Osbourne, não se intimidaram e puseram todos para pular. Nesta entrevista exclusiva, o vocalista Zak Tell fala sobre sua trajetória, sucessos e suas experiências ao longo dos anos e também das várias polêmicas que os acompanham. Enjoy!
Primeiramente gostaria de dizer que vi o show do Clawfinger no Rio de Janeiro em 1995 e gostei muito. Que lembranças você tem dessa turnê no Brasil? Alguma chance de vermos vocês aqui de novo?
Nada além de boas lembranças, éramos um bando de jovens escandinavos que tiveram a chance de viajar para a América do Sul e tocar com alguns dos maiores nomes do hard rock e metal, então ficamos emocionados. Ficamos por aí por quase duas semanas e fizemos quatro shows de 30 minutos, então a gente teve tempo de sobra pra se divertir. Foi uma época louca, muito exótica para nós e uma experiência única na vida.
Nós pudemos conhecer os caras do Faith No More, Therapy?, Paradise Lost, Megadeth etc, sair, beber cerveja, ir a clubes e restaurantes, ver os pontos turísticos e fazer shows para grandes multidões de metalheads totalmente loucos da América do Sul, foi demais! As chances de nos encontrarmos novamente são mínimas e há algumas razões para isso. A primeira é que eu não acho que nossa base de fãs é grande o suficiente, o que significa que provavelmente não há nenhum promotor disposto a correr o risco de pagar todas as despesas da turnê para podermos ir até lá. Ainda assim, com isso dito, você NUNCA sabe, eu adoraria ir lá novamente, eu realmente adoraria!
O Clawfinger no começo era uma banda difícil de rotular, devido às várias influências musicais, mas com o tempo vocês se tornaram uma grande influência para várias bandas de nu metal. Como você vê isso?
Acho que ainda somos difíceis de rotular, nem mesmo nós sabemos exatamente o que somos ou como se chama a música que tocamos. Apenas gostamos de uma grande variedade de música, gostamos da forma como soamos e não sabemos fazer de outra forma, é isso que fazemos simplesmente porque somos as pessoas que somos e temos as influências que temos. Se outras bandas foram ou não influenciadas por nós, não faço ideia, mas talvez tenhamos e, se sim, isso é ótimo, é claro!
Mesmo sendo claramente contra o preconceito, várias de suas canções, como N* e The faggot in you foram mal interpretadas na época em que foram lançadas (NOTA: N* é a abreviatura de um termo em inglês para se referir de forma pejorativa aos afrodescendentes e faggot é um termo grosseiro para se referir a homossexuais e à comunidade LGBTQIA+ em geral). Você ainda tem problemas com essas músicas? Acha que seria possível gravá-las hoje em dia?
Algumas pessoas escolheram nos interpretar mal, mas no geral eu acho que a maioria das pessoas entendeu a mensagem. Era uma época muito diferente, não havia redes sociais, recebíamos nossas notícias nos jornais e na televisão e, embora as pessoas tivessem consciência política, ainda não havia uma cultura acordada. Era uma época mais simples de várias maneiras, mesmo que nada fosse realmente simples.
Hoje em dia optamos por não tocar mais N* nos shows, os tempos mudam e não vemos sentido em não mudar com eles também. O que nos daria o direito de continuar tocando a música quando o resto do mundo está se adaptando, não usando a palavra e está em muitos aspectos mais consciente do que costumava ser? Certamente é uma discussão complicada, pode-se argumentar que palavras são apenas palavras e que a música é de fato antirracista, mas a discussão é mais complexa do que isso, portanto temos que aceitar os fatos, sermos humildes e respeitarmos. Não temos vergonha disso e nenhuma desculpa precisa ser feita no que me diz respeito, sabemos o que defendemos. Mas sentimos que a música não se encaixa bem no clima de hoje e, para ser honesto, sempre foi uma aposta arriscada.
Temos sete discos lançados, então realmente não é um problema para nós. Estamos orgulhosos da música, mas há hora e lugar para tudo, e agora não é o lugar nem a hora! Quanto a The faggot in you, bem, nunca tivemos problemas com essa música e a letra não é tão carregada quanto N*. Poderíamos ter gravado essas músicas hoje, com certeza, mas elas teriam sido recebidas de maneira muito diferente e teria sido muito mais problemático, provavelmente, embora a intenção claramente não fosse essa!
Por falar na música N*, tem um vídeo no Youtube onde um rapaz afro-americano ouve a canção e no final se diz ofendido porque “garotos brancos estão tentando dizer aos negros o que eles devem achar certo ou errado”. Qual é a sua opinião sobre isso?
Você está falando sobre Vin e Sori. Eu vi o vídeo e achei que tocou em vários pontos realmente pertinentes, temos que respeitar o fato de que não viemos de um histórico que nos dá o direito de decidir o que é certo ou errado quando se trata desse tópico, mesmo que tenhamos liberdade de expressão para tal. Na verdade, eu os respondi, escrevi um comentário lá para eles. Acho que provavelmente é mais fácil se eu copiar aqui o que escrevi para eles, fique à vontade pra compartilhar (veja no fim do texto)
Mesmo fazendo shows, você não lançam disco novo desde 2007. Por quê? Há alguma chance de ouvir novas músicas em breve?
Bem, nós lançamos singles em 2018, 2019 e 2022, então música nova já rolou. No momento temos algumas novas músicas sendo feitas, mas lançar um LP não está nos nossos planos. Isso não quer dizer que nunca haverá um, mas recomendo às pessoas que não fiquem ansiosas por isso. Antigamente, a música era nosso trabalho em tempo integral e mesmo assim às vezes era difícil encontrar tempo e inspiração para fazer um álbum, hoje em dia vários de nós temos outros empregos em tempo integral, e alguns de nós moramos em outras cidades e países, o que torna tudo ainda mais difícil.
E outra, fazer um álbum hoje em dia não é o mesmo que costumava ser, é uma forma antiquada de consumir música com a qual nem todos se identificam mais. Além disso, não fazemos mais parte do jogo de negócios da música e, portanto, não precisamos seguir as velhas regras. Sempre que tivermos uma música que acharmos boa o suficiente, nós a lançaremos, simples assim.
O que você sabe sobre música brasileira (Sepultura não conta!)?
Não muito, exceto pela típica música instrumental, como a salsa, a bossa nova, a batucada do samba no carnaval e coisas assim. O problema é que, para mim, as letras são uma GRANDE parte da experiência que é ouvir uma música, então, quando não consigo entender o que está sendo dito, perco o interesse rapidamente na maioria das vezes. Ah, e sim, eu amo o Sepultura!
Zak, ouvi dizer que agora, quando não está em turnê, você trabalha em uma escola. Como conciliar coisas tão diferentes?
São apenas dois trabalhos diferentes em duas realidades diferentes, qual eu gosto mais? Música, é claro, mas ter os dois me faz apreciá-lo ainda mais. 30 anos depois, ainda tenho a sorte de bancar o rockstar de vez em quando, o que é um luxo que a maioria das pessoas não tem em suas vidas profissionais. Sim, às vezes eu posso estar cansado depois de um longo fim de semana fazendo shows e pode ser difícil de repente levantar às 06:50 de uma segunda-feira e pegar o metrô para trabalhar das 9 às 5, mas vale TOTALMENTE o sacrifício. Até hoje, tocar no palco com Clawfinger é o maior prazer que já experimentei e não mudaria isso por nada no mundo. E agora é mais divertido do que nunca!
Quais foram as coisas mais engraçadas e loucas que aconteceram durante todo esse tempo em turnê?
Nos 30 anos que tivemos até agora, houve tantas que é difícil até tentar escolher uma situação específica. Mas lembro que certa vez tocamos em um clube nos arredores de Venice e brigamos feio pouco antes do show, o que foi uma péssima ideia; todos nós subimos no palco com raiva e frustrados. Eu pulei o mais forte que pude para tentar quebrar o chão do palco e de repente consegui quebrá-lo e fiquei só com a cabeça aparecendo. Nesse ínterim, nosso guitarrista Bård matou uma garrafa de uísque e ficou completamente bêbado. Os outros integrantes ficaram tão constrangidos que destruíram os instrumentos e saíram do palco. O que aprendemos? Nunca ter discussões antes da hora do show!
Na sua opinião, quanta força tem a música? Até que ponto ela é capaz de mudar a vida das pessoas ou da sociedade?
A música tem um poder incrível, muito além do que nós às vezes percebemos. Se você olhar além da programação sem cerébro das rádios com as quais somos constantemente alimentados à força, há muita música poderosa e muito o que pensar, independentemente do tipo de música que você possa gostar. A música tem a capacidade de mudar a forma como as pessoas pensam, a capacidade de nos fazer chorar, rir e nos emocionar profundamente. Acho que somos particularmente receptivos na adolescência e no início dos 20 anos. Sim, no final das contas, nós, como indivíduos, temos que tomar as decisões que mudam a vida, mas definitivamente acho que a música pode ser o catalisador que nos leva a fazer essas mudanças.
Deixe uma mensagem final para todos os fãs brasileiros.
Não sou muito bom com mensagens motivacionais, portanto direi apenas que sou grato por todos os fãs que temos ao redor do mundo e por ainda estarmos aí tocando música 30 anos após o lançamento do nosso álbum de estreia, então obrigado a todos por esse suporte, vocês são legais pra caralho! Continuem sendo boas pessoas e sendo vocês mesmos, muito amor e respeito de todos nós do Clawfinger!
E essa é a resposta de Zak Tell para os autores daquele vídeo que você leu lá em cima
Só vim aqui para dar um alô e agradecer. Obrigado Vin e Sori por tentar entender de onde viemos, em vez de apenas nos criticar por causa do título das músicas, isso teria sido muito mais fácil. Escrevi a letra há 30 anos, quando era um jovem prestes a completar 21 anos. É uma droga, fui ingênuo e tentei morder mais do que podia mastigar, mas foi honesto e de coração, minha intenção nunca foi ser provocativo apenas para causar rebuliço ou ferir os sentimentos de alguém. Na verdade, eu concordo com você em relação ao primeiro verso, mesmo sabendo que em minha mente eu estava, mais do que qualquer coisa, fazendo um questionamento.
Soou maniqueísta e parece que estou tentando fazer uma declaração sobre algo sobre o qual não sei quase nada. Tentar encaixar um tópico tão complicado no formato de uma música de três minutos e meio é uma tarefa quase impossível para começar e eu me lembro de estar preocupado, pois reduzimos a faixa e removemos algumas linhas, tornando a letra um pouco menos clara em alguns lugares. De qualquer forma, é claro que nunca vou conseguir entender a complexidade da questão sendo um sueco rosado, mas, novamente, nunca afirmei que entendi de fato. Eu abordei o assunto de um ponto de vista pessoal, muito baseado no meu amor pelo movimento hip-hop, a era de ouro do rap e do Public Enemy em particular, a surra de Rodney King sendo o fator de ignição para a existência do letra em questão, essa merda honestamente me fez chorar.
Eu não sei se teria escrito da mesma maneira hoje, provavelmente não, então estou meio feliz por ter escrito naquela época. É estranho, foi infeliz, mas foi um pensamento honesto, ingênuo e sem filtro de um jovem que não sabia muito, mas tinha muito a dizer. Ainda tocamos a música, sim, porque não moramos nos EUA, nossos fãs sabem quem somos e a maioria deles nos segue desde o início dos anos 90; se estivéssemos tocando para novos ouvidos e fora do contexto, imagino que o reação seria muito diferente. Quanto a todos os comentários sobre sermos ‘politicamente corretos’ e ‘de esquerda’, bem, essas são suas palavras, mas se se preocupar com as pessoas e querer mudança e igualdade para todos faz de você um comunista, então acho que sou um, mesmo que seja apenas um nome. Nunca usei para mim. Por último, mas não menos importante, para todos os ‘odiadores’: se você não gosta da nossa música, você realmente não precisa ouvi-la; há muita música por aí, então vá e encontre a que te apetece, boa sorte!”
(Convém ressaltar que na época que os respondi, a banda ainda não havia optado por deixar de tocar a música!)
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Urgente!: Quatro apostas nossas pro Grammy 2026

A 68ª edição do Grammy Awards vai rolar neste domingo (1º) em Los Angeles, com transmissão pela TNT e pela HBO Max, a partir das 21h30 – a apresentadora Carol Ribeiro vai acompanhar tapete vermelho. O comediante Trevor Noah ocupa mais uma vez o cargo de mestre de cerimônias. A lista inteira de indicados você já acompanha em vários sites por aí – tem até Caetano Veloso e Maria Bethânia concorrendo na categoria Melhor álbum de música global por causa de Caetano e Bethânia ao vivo, registro da turnê dos irmãos. Os dois são os únicos brasileiros da lista, aliás.
E seguem aí quatro apostas nossas para a premiação (esse texto não tem patrocínio de nenhuma bet e aconselhamos você a não apostar dinheiro em premiação nenhuma).
Álbum do ano: Chromakopia, Tyler The Creator. Lançado em 2024, e não em 2025, Chromakopia é mais um divisor na carreira de um artista cuja discografia só tem divisores. O álbum vai além do hip hop e cai pra cima de r&b, jazz, rock, psicodelias e maluquices – algo que Tyler já vinha fazendo em discos anteriores, mas que aqui ganha outro foco. Como costuma acontecer na discografia de Tyler, é pra ouvir prestando atenção nas letras, já que, partindo de histórias de sua infância e adolescência, o cantor dialoga com sua mãe, com antigos amores, com velhas versões de si próprio, e com vários lados diferentes de sua versão atual.
Quem mais concorre: Bad Bunny, Debí tiras más fotos. Justin Bieber, Swag. Sabrina Carpenter, Man’s beat friend. Clipse, Pusha T & Malice, Let God sort em out. Lady Gaga, Mayhem. Kendrick Lamar, GNX. Leon Thomas, Mutt.
Quem deve ganhar: Bad Bunny, ou Sabrina Carpenter. Recentemente, a academia botou todos os votantes do Grammy Latino para votar junto com eles, o que talvez ajude Bad Bunny.
Canção do ano: Abracadabra, Lady Gaga. Mayhem, seu disco de 2025, foi prometido desde o início como um retorno à fase “grêmio recreativo” de Gaga. E sim, ele entrega o que promete: Gaga revisita sua era inicial, piscando para os fãs das antigas, trazendo clima de sortilégio no refrão do single Abracadabra (que remete ao começo do icônico hit Bad romance), e mergulhando de cabeça em synthpop, house music, boogie, ítalo-disco, pós-disco, rock, punk (por que não?) e outros estilos.
Quem mais concorre: Doechii, Anxiety. Rosé, Bruno Mars, Apt. Bad Bunny, DtMF. Guerreiras do K-Pop, Golden. Kendrick Lamar e SZA, Luther. Sabrina Carpenter, Manchild. Billie Eilish, Wildflower
Quem deve ganhar: Pode ser que Bad Bunny ganhe. Ou Kendrick, que tem o maior número de indicações de 2026.
Artista revelação do ano: Olivia Dean. Não resenhamos ainda o ótimo The art of loving, seu segundo disco – fica para uma das próximas semanas. A Variety aposta que ela será a vencedora por causa de sua turnê concorridíssima e cara que está a caminho, ainda que seu disco não tenha entrado na lista de melhores discos porque saiu tarde demais para isso. Como é um baita disco pop, é uma aposta bem especial para a gente.
Quem mais concorre: Katseye, The Marias, Addison Rae, Sombr, Leon Thomas, Alex Warren, Lola Young.
Quem deve ganhar: Talvez o histórico complicado de Lola Young comova os jurados, mas algo nos diz que Sombr, grande cantor a bordo de um disco mediano, I barely know her, tem um bom número de benzedores.
Álbum de rock: HAIM, com I quit, discão lançado em junho e que aparentemente, foi pouco lembrado ao longo do ano – mas cujo repertório pode conquistar muitos jurados. O que pode parecer uma versão musical da novela Quatro por quatro (no caso Três por três, enfim) na real é um disco bastante arrojado, rock de olho no pop e vice-versa. É também um disco que ensina que, às vezes, as histórias mais duras não terminam em vingança nem em perdão – terminam no entendimento de que esse mundo é cheio de gente sonsa mesmo.
Quem mais concorre: Deftones, com Private music. Linkin Park, com From zero. Turnstile, com Never enough. Yungblud, com Idols.
Quem deve ganhar: A tal info de que os votantes do Grammy Latino estão no corpo de jurados talvez ajude os Deftones. Ou o Linkin Park.
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Urgente!: Tom Morello faz show para vítimas da violência policial em Minneapolis nesta sexta (30)

Tom Morello, um dos nomes mais politizados do rock, anunciou um show beneficente em Minneapolis para apoiar famílias vítimas da violência de agentes federais. Batizado de A Concert of Solidarity & Resistance to Defend Minnesota!, o evento acontece nesta sexta (30), no histórico First Avenue, palco que já viu de tudo no rock americano – inclusive o show histórico do Hüsker Dü que deu origem a esta caixa que a gente resenhou aqui.
A ideia do show é arrecadar fundos para as famílias de Renee Good e Alex Pretti, ambos mortos em janeiro de 2026 durante ações do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) e da U.S. Customs and Border Protection. Morello, que não é de fazer rodeios, divulga o show chamando as ações dos agentes federais pelo nome: fascismo.
“Se parece com fascismo, soa como fascismo, age como fascismo, se veste como fascismo, fala como fascismo, mata como fascismo e mente como fascismo, meninos e meninas, é fascismo, porra”, escreveu Morello no Instagram. “Está aqui, está agora, está na minha cidade, está na sua cidade, e deve ser combatido, protestado, defendido, enfrentado, exposto, deposto, derrubado e expulso. Por você e por mim”.
Além de Morello, o palco vai receber Rise Against, Ike Reilly e o guitarrista de jazz fusion Al Di Meola, com direito a convidado surpresa prometido pela organização. Os ingressos custam US$ 25, e toda a renda vai direto para as famílias das vítimas.
Cinema
Urgente!: Show solo de Thom Yorke (Radiohead) na Austrália vira filme

É provável que os fãs do Radiohead estejam esperando BASTANTE por um filme de concerto do grupo – mas pelo menos vem por aí um filme de show de… Thom Yorke, líder da banda. A primeira tour solo do cantor vai ganhar o registro oficial Thom Yorke Live at Sydney Opera House, com os shows que ele fez em novembro de 2024 no Forecourt, pátio da Ópera de Sydney. Detalhe que os fãs não apenas do Radiohead como também de todos os projetos capitaneados por Thom podem esperar para se sentirem contemplados pelo filme. A direção é de Dave May.
Isso porque, segundo o comunicado de lançamento, Thom Yorke Live at Sydney Opera House “abrange todos os aspectos dos mais de trinta anos de carreira de Yorke como artista de gravação, desde uma versão acústica de tirar o fôlego de Let down (Radiohead), até faixas menos conhecidas favoritas dos fãs (como Rabbit in your headlights, do UNKLE) e seleções de seus aclamados álbuns solo com influências eletrônicas”. Ou seja: você confere lá todo o baú de recordações do cantor, que mergulhou também em canções de sua banda paralela Atoms For Peace e de seu projeto em dupla com Mark Pritchard (o disco Tall tales foi resenhado aqui pela gente).
Um outro detalhe que o release promete: mesmo que a casa de shows seja enorme, a sensação é a de assistir a um show bem intimista, tipo “uma noite com Thom Yorke”. “O filme tem ares de um vislumbre íntimo dos bastidores, permitindo testemunhar um mestre em ação. Yorke une as diversas vertentes de sua carreira com seu falsete arrebatador e presença de palco magnética. Para fãs de Radiohead, The Smile e tudo mais, esta é uma experiência cinematográfica imperdível”, dá uma enfeitada o tal texto.
Live at Sydney Opera House estreou no Playhouse da Ópera de Sydney no último dia 20 de janeiro. No dia 6 de março, uma sexta-feira, ele chega nos cinemas da Austrália. Vale aguardar? Confira aí Thom soltando a voz em Back in the game, dele e de Pritchard, e o trailer do filme (e sem esquecer que temos um podcast sobre o começo do Radiohead, que você ouve aqui).


































