Cultura Pop
Quando Eddie Murphy ficou puto da vida com Tom Petty

Quando você pensa em videoclipe nos anos 1980, o que vem à mente? Michael Jackson, Madonna? Você pode não lembrar, mas Tom Petty foi um grande astro da era de ouro dos clipes. Os vídeos do cantor tinham storytellings perfeitos para canções que já eram excelentes. Por consequência, ficaram mais valorizadas ainda ao serem levadas para a telinha.
Quando Tom Petty lançava um disco, havia sim expectativa para clipes excelentes. Todavia, nem Tom nem sua banda curtiiam muito ficar dando uma de atores. O cantor e guitarrista, em particular, achasse um pé no saco encarar horas e horas de gravação. Por sinal, numa época em que clipes demandavam dias e dias, várias locações, trupes de atores e uma equipe enorme para produzir três minutos de vídeo.
Em 18 de abril de 1987, Tom Petty lançou mais um single que rendeu clipe, o de Jammin’ me, lançada no disco Let me up (I’ve had enough). A música era uma parceria de Petty, Bob Dylan e de Mike Campbell, guitarrista dos Heartbreakers, que fez a melodia e a entregou ao vocalista para que terminasse a canção. Petty e Dylan, reunidos em Los Angeles, acabaram fazendo uma letra sobre como era, nos anos 1980, ser inundado de informação ao ligar a TV.
“Dylan falou a respeito da sobrecarga de mídia e de ser atingido com tantas coisas ao mesmo tempo”, explicou o roqueiro. “E os tempos estavam mudando. Não havia mais quatro canais de TV. Estava mudando e essa era a essência, acho, do que ele estava escrevendo”.
Olha aí o clipe da música, que marcou época por trazer Tom e seus chapas em meio ao tal bombardeio de informação da letra, com uma telinha por trás (o Fantástico lançou essa música por aqui).
Na letra, Tom e Dylan falaram de temas que apareciam nos jornais e revistas da época – coisas como a situação no Oriente Médio e “as maçãs nos olhos de Steve Jobs” (referência à Apple, enfim). Por sinal, numa época em que falar dos outros dava muito menos falatório do que hoje em dia, os dois acabaram incluindo um verso que deixou muita gente puta: “Pegue Vanessa Redgrave/Pegue Joe Piscopo/Pegue Eddie Murphy/Dê a todos um lugar para ir”.
Petty disse que só citou o trio de atores porque eram, digamos, gente da mídia. Por sinal, Eddie já tinha virado um dos rostos mais conhecidos dos anos 1980. No entanto, pegou mal, pelo menos para Murphy. Isso porque o cantor se recorda de Eddie aparecendo na TV falando coisas como “foda-se Tom Petty”, bastante irritado com sua inclusão na letra.
“Fico um pouco embaraçado porque me lembro de ver Eddie Murphy, na TV, realmente chateado com isso. Eu não tinha nada contra Eddie Murphy, ou Vanessa Redgrave”, contou. Seja como for, deu certo: Jammin’ me chegou no topo das paradas e marcou época para fãs da banda.
Ah, sim, Joe Piscopo era o partner de Eddie Murphy no Saturday Night Live, se você não lembra.
Com infos do livro Tom Petty: Essays on the life and work
Veja também no POP FANTASMA:
– De emocionar: veja Tom Petty em show da BBC em 1978
– Relembrando aquela vez que Dave Grohl tocou com Tom Petty
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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