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Desenho animado

“Dinosaur”, uma animação desenhada e narrada por um garoto de 4 anos

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O ilustrador e animador Allen Mezquida pegou vários desenhos de seu filho Nathan, de 4 anos, e criou o desenho Dinosaur, cuja história é narrada pelo próprio garoto – e traz muitos fatos sobre os dinossauros. “Eu estava tão inspirado pelos desenhos dele, que tive a ideia de animá-los. Nathan passa horas desenhando todos os dias, principalmente dinossauros. Ele também adora assistir documentários da BBC sobre eles (…). Nathan era muito claro sobre a história que ele queria, e queria que fosse muito real, nunca algo com cara de cartum”, contou o pai.

Olha que fofo (via Laughing Squid).

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cinema

Um canal de vídeos mostra como foi que Roger Rabbit uniu desenho e vida real

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Um canal de vídeos mostra como foi que Roger Rabbit uniu desenho e vida real

Daqui a bem pouco tempo, Uma cilada para Roger Rabbit (1988) vai fazer 35 anos – e como o tempo voa, logo logo faz 40. O filme de Robert Zemeckis inovou por misturar desenho animado e realidade, e deixou todo mundo intrigado não apenas pelo filme, mas também pelas suas imagens de making of, já que não havia quem não quisesse saber como aquilo foi feito.

Quem ficou de olho nas imagens de bastidores (o Cinemania, da Manchete, e o Fantástico exibiram muita coisa) viu que a produção usou máquinas para mexer os objetos “movidos” pelos desenhos animados (sim, porque ninguém abriu mão de usar objetos de verdade). E que os personagens humanos de Roger Rabbit precisavam fazer força para fingir que “contracenavam” com os desenhos animados, principalmente nas cenas de ação – que eram inúmeras.

O canal kaptainkristian localizou três regras importantes na animação de Uma cilada para Roger Rabbit, e que tornaram o filme um prodígio, feito numa época em que nem havia tecnologia suficiente para unir tão bem assim desenho e realidade. Dica: o uso de luzes e sombras contou bastante para ajudar o filme a se tornar o que é.

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Cultura Pop

David Bowie em desenho animado, falando sobre Ziggy Stardust

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David Bowie em desenho animado, falando sobre Ziggy Stardust

Em 1998, David Bowie bateu um papo com o executivo musical Joe Smith para seu livro Off the record: Uma história oral da música popular, e explicou que passou por momentos de inadequação na vida, e que nunca se sentiu “como um cantor de rock, uma estrela do rock ou qualquer coisa do tipo”. Mas que, olhando para o primeiro período de sucesso de sua carreira, lá por 1972, não havia jeito: ele era mesmo um rock star, com direito a estilo de vida cheio de excessos, adulações e gente conhecida querendo chegar perto – fora os fãs. “Eu não poderia ser mais próximo de um rock star”, recordou.

O tal papo, que acabou girando mesmo em torno da era de Ziggy Stardust, ganhou uma versão animada (!) no canal Blank On Blank. Na conversa, Bowie contou que via seu principal personagem como uma espécie de cartoon, “metade rock de ficção científica, metade um personagem de teatro japonês”, contou. Também disse que justamente por causa desse lado de cartoon, Ziggy não poderia durar a vida inteira e estava programado para um ou dois discos e só. Detalhe que Bowie, no papo com Joe Smith, disse que não se considera um grande cantor. “Não sou um grande cantor, mas consigo interpretar uma canção, o que eu não vejo como sendo a mesma coisa que cantar”, afirma.

Detalhe: Bowie também disse que na hora de compor, acha mais difícil escrever canções para si mesmo do que para Mott The Hoople ou Iggy Pop. Daí fica mais fácil criar “artistas” (como Ziggy) e escrever canções para eles. “É mais fácil me distanciar dos personagens e compor para eles”, diz Bowie, rindo (Smith diz brincando que há uma categoria psicológica para isso).

Tá aí o papo.

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Desenho animado

Surrealismo e psicodelia (mas sem LSD) em desenho animado

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O francês Émile Cohl (1857-1938) fazia parte de um movimento artístico bem pouco divulgado em seu país, o Les Arts Incohérents. Essa turma, que trabalhou lado a lado a partir de 1882adiantou muita coisa de movimentos de vanguarda, mas durou pouco mais de dez anos. Cohl era animador, caricaturista, e pôs muitos dos fundamentos dos Incoerentes em um desenho animado seu de 1910, The hasher’s delirium.

Alguém jogou esse filme no YouTube. Ele começa com uma parte encenada e depois vira desenho, com um sujeito bêbado que dorme num bar e, durante um sonho, observa várias imagens desconexas aparecendo. E depois começa a interagir com elas – ou a ser sugado por elas. “Quando assisti pela primeira vez esta curta animação, acreditei que era uma peça de propaganda contra os perigos do vinho e do absinto”, escreveram aqui.

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