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Cultura Pop

Dez fatos sobre “Good riddance (Time of your life)”, do Green Day

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Dez fatos sobre Good riddance, do Green Day

Quinto disco do Green Day, lançado em 14 de outubro de 1997, Nimrod vai ganhar uma edição especial em vinil amarelo (!) para marcar seu vigésimo aniversário. O disco sai dia 13 de outubro e já é possível reservá-lo na pré-venda. Para quem conhece a carreira da banda norte-americana (que vem aí, para shows no Brasil), a grande chave para entender Nimrod é “é o disco de Good riddance (Time of your life)“, um dos maiores hits do grupo e uma das músicas mais diferentonas do GD. Longe do punk pop de discos anteriores, Good riddance era um tema melancólico de violão e cordas, que arrebanhou fãs, fez Nimrod vender mais de 80 mil cópias na primeira semana de lançamento e se manteve em boas colocações nas paradas (hoje, é a quarta música mais ouvida da banda no Spotify).

Enquanto você decide aí se vale comprar o vinil ou não, recorde aí dez fatos sobre Good riddance.

DIFERENTONA Good riddance (Time of yout life) pode ter sido a coisa mais diferente que o Green Day tinha gravado até então, mas a música não foi composta para Nimrod. Foi composta em 1990 e chegou a ser mostrada para a banda na época de Dookie (1994), mas ninguém se animou porque ela era realmente o contrário do tom punk do disco. “Nem pensei nela como tendo sido feita para um disco ou algo assim”, conta o vocalista Billie Joe Armstrong.

NINGUÉM LIGOU Antes de ela ser finalmente lançada em Nimrod e em single, ela havia tido um primeiro lançamento, ao qual ninguém prestou atenção. Saiu em julho de 1996 em versão demo no single alemão de Brain stew/Jaded, um dos hits do disco Insomniac (1996). A versão era curtinha e durava dois minutos.

CORDAS Quando estavam fazendo Nimrod, Billie tirou a música da gaveta e decidiu usá-la. Foi do produtor Rob Cavallo a ideia de usar cordas em Good riddance. “Eu sabia que era um hit assim que ouvi a música”, contou o produtor. Não por acaso, o que mais tem no YouTube é gente fazendo cover do arranjo de cordas, ou versões orquestradas.

FIM DA LINHA A letra contemplativa e a música melancólica de Good riddance já colocaram a música numa cena triste da série ER, no momento em que um paciente morre de câncer – Billie Joe soube que a série ia para o ar com sua música, nesta cena, mas diz não ter assistido “de propósito”. Também encerrou o episódio final de Seinfeld.

PÉ NA BUNDA Good riddance, lembrou Billie Joe certa vez, foi feita para uma ex-namorada que se mudou para o Equador. Nada da imagem de auto-ajuda e de “aproveite a sua vida!” que é mole de imaginar ao ouvir a canção. “Na música, eu tentei ser maduro em relação à sua partida, apesar de eu estar completamente destroçado. Pus o nome de Good riddance (expressão que pode ser usada como “já vai tarde” ou até mesmo “finalmente!”) só para expressar minha raiva”.

BUÁÁÁ Num papo com o National Public Radio, Billie Joe lembrou que o perfil de público do Green Day mudou bastante por causa da música. Muita gente ia lá para, digamos, chorar e se emocionar com o sucesso, bem diferente da turma que fazia roda de pogo em Basket case. “Eu acho que muitas pessoas saíam dos nossos shows com as emoções que você teria ao assistir uma performance em que a plateia realmente se sente envolvida. É algo que não tem a ver com o cantor nem com a banda”, afirmou.

TACA TOMATE Num papo com a Spin, Bille Joe lembrou que estava morrendo de medo de tocar a música ao vivo pela primeira vez. Tomou coragem para soltar a voz num show da banda em Nova Jersey, mas precisou encher a cara antes. “Morri de medo de alguém me tacar um tomate na cara”, contou. Por sinal, tem um vídeo de Billie cantando a música após tomar umas doses a mais – e foi justamente no réveillon de 1997.

A ERA DO CD Falando de Nimrod, o disco: Good riddance foi o segundo single do álbum. O primeiro foi Hitchin a ride, que teve a desagradável missão de mostrar que o Green Day ainda poderia render hits, após um disco tido como meia-boca por muitos fãs (Insomniac). Durante as gravações, o grupo vivia sobre estresse intenso e todo mundo bebia bastante. O baixista Mike Dirnt lembra de noites em que circulou pelos corredores do hotel Sunset Marquis, em West Hollywood, onde a banda estava hospedada, “batendo nas portas dos outros hóspedes, sem roupa”.

QUEM TEM A VIOLA Quer ver o violão em que Billie Joe gravou Good riddance? O próprio produtor do disco, Rob Cavallo, mostra para você no vídeo abaixo. O mesmo violão também foi utilizado em dois outros hits chorosos dos anos 1990, Uninvited, de Alanis Morrisette, e Iris, do Goo Goo Dolls. Cavallo tenta tocar a intro da música, depois manda bala em outra parte, mas admite: “Não sei tocar a música tão bem assim”.

FUNERAL ACÚSTICO A Rolling Stone já citou Good riddance como “uma das 20 melhores músicas para formaturas dos últimos 20 anos” (entre 1995 e 2015). Não só isso. Good riddance, já lembrou Billie Joe em entrevistas, já foi executada até em funerais (!).

https://www.youtube.com/watch?v=SIe6EfFyh8c

E se você nunca ouviu Nimrod, pega aí.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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