Cultura Pop
David Bowie revelando tudo sobre Ziggy Stardust na pressão

No começo de 1972 (dependendo de pra quem você perguntar, foi em fevereiro ou março), David Bowie fez algo que vários assessores de imprensa não recomendam que seja feito. Em plena agenda de divulgação do disco Hunky dory, que saíra em dezembro, abriu o verbo para um radialista americano e soltou tudo o que dava pra soltar sobre um disco que ainda estava sendo feito e só sairia em alguns meses: The rise and fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars, que fez 50 anos nesta quinta (16).
O entrevistador, cujo nome não fazemos ideia (e que aparentemente ninguém faz), parece ser uma pessoa bastante informada a respeito de como andava o disco vindouro de Bowie. Tanto que ele fez umas perguntinhas bem diretas que o cantor não se sentiu muito à vontade para responder, mas foi levando. Bowie chega a perguntar a ele como ele ficou sabendo que o disco poderia ter uma versão nova de Holy holy, e uma releitura de Round and round, de Chuck Berry (“tenho uma boa fonte de informação”, diz o repórter).
No papo, surgem historietas sobre músicas de Hunky dory e Ziggy Stardust que nem entraram nos discos. O repórter chega a falar pra Bowie que Ziggy “é o disco que está sendo lançado”, e Bowie afirma que o disco “é uma história que não acontece” (de fato era o que rolaria, Ziggy tem fragmentos de uma história). O cantor também faz referência a He’s a goldmine, canção que depois viraria Velvet goldmine, se tornaria um lado B dele, e foi descartada do disco porque os versos “provavelmente são um pouco provocativos no momento”.
“Você poderia explicar um pouco mais a fundo sobre o álbum que está sendo lançado: Ziggy? Vou me esforçar muito. É um pouco difícil. Originalmente começou como um álbum conceitual, mas meio que se desfez, porque encontrei outras músicas que queria colocar no álbum que não se encaixariam na história de Ziggy, então no momento está um pouco fraturado e um pouco fragmentado…”
“O que você tem nesse álbum é uma história que, na verdade, não acontece. São apenas algumas pequenas cenas da vida de uma banda, chamada Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, que poderia ser a última banda na Terra. Pode ser os últimos cinco anos do mundo, não tenho certeza, porque escrevi de tal maneira que perdi os números no álbum na ordem em que surgiram e depende de em qual estado você ouve”.
“Eu tive vários significados, mas sempre tenho, depois de escrever um álbum. Minhas interpretações dos números daquele álbum são totalmente diferentes depois de quando eu as escrevi. Eu aprendo muito com meus próprios álbuns sobre mim”.
“Round and round teria sido o tipo perfeito de número que Ziggy teria feito no palco, mas acho que provavelmente o que aconteceu é que uma jam que tocamos para Round and round apenas pelos velhos tempos, no estúdio e o entusiasmo da jam provavelmente diminuiu depois que ouvimos a faixa algumas vezes. Substituímos por uma coisa chamada Starman“.
Um tempo atrás a Far Out publicou toda a transcrição do papo, em inglês. O áudio, sem legendas, tá aí. Usa aí pra treinar o inglês.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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