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Cultura Pop

David Bowie e Marc Bolan: parabéns por você existir, amigo

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David Bowie e Marc Bolan: parabéns por você existir, amigo

No comecinho da carreira, David Bowie e Marc Bolan (T. Rex) eram amigos que tinham uma rivalidade saudável. Sendo que Bolan, tido como um “rei dos mods”, ex-modelo, vocalista do Tyranossaurus Rex (banda que deu origem ao T. Rex) e protegido do DJ inglês John Peel, chegava bem na frente do futuro camaleão do rock. Bowie ainda era um cantor iniciante, que acumulava fracassos, trocava de banda uma após outra e, até o fim dos anos 1960, não tinha conseguido muita coisa.

Bowie e Bolan haviam se conhecido em 1965 por intermédio de um agente cujo escritório haviam concordado em pintar em troca de grana. Em 1968 foram “reapresentados” um ao outro pelo produtor Tony Visconti. Tony produzira o último single de Bowie por sua primeira gravadora, a Deran (London bye ta-ta). E estava, por aqueles tempos, produzindo o primeiro álbum do Tyranossaurus Rex, My people were fair and had sky in their hair… but now they’re content to wear stars on their brows. Por acaso, com capa desenhada por George Underwood, amigo de adolescência de Bowie.

É aí que entra a estranha relação de amizade de Bowie e Bolan, já que na primeira turnê de sua banda. Marc encasquetou que David deveria abrir o show do Tyranossaurus Rex em Londres, em junho de 1968. Mais: meteu na cabeça que Bowie, ex-aluno de Lindsey Kemp, deveria fazer um número de mímica. A plateia de Bolan assistiu a Bowie fazendo uma número que representava a invasão do Tibete pela China.

Marc Bolan só não avisou ao amigo que a turma que assistia ao show naquela noite era predominantemente esquerdista, e simpática ao líder comunista chinês Mao Tsé-Tung (Bowie lembrou anos depois que vários espectadores ergueram cópias do Livro vermelho de Mao, horrorizados com o espetáculo). O resultado foi vaia do começo ao fim. “Nas coxias, Bolan não pôde fazer nada para ajudar e ainda riu”, escreveu Simon Goddard em Ziggyology: A brief history of Ziggy Stardust.

A amizade de Bowie e Bolan teve altos e baixos (muitos altos e baixos, diga-se). Até que em certo momento, com o cantor de Ziggy Stardust lá na frente e o de Get it on (Bang a gong) em decadência, os dois eram estranhos um para o outro. Retomaram os contatos com o tempo e, em 1977, pouco antes da morte de Bolan num acidente de automóvel, Bowie participou do programa de TV do companheiro. Você até já leu sobre isso aqui.

Via Mental Floss.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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