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Glue Trip anuncia tour por sete países e põe disco bem psicodélico na agulha para setembro

RESUMO: O Glue Trip põe na agulha Anemoia, quarto álbum da banda paraibana (previsto para setembro), e parte para uma turnê europeia de 14 datas em meio ao lançamento, levando sua psicodelia para sete países.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Samuel Esteves / Divulgação
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“Somos uma banda de música psicodélica e esse DNA está no centro de Anemoia. Viajar pela quarta vez pela Europa levando esse disco vai ser incrível. O público vai poder ter um gostinho do que vai vir por aí antes de todo mundo”.
É assim que o guitarrista e cantor Lucas Moura apresenta Anemoia, quarto álbum do Glue Trip, previsto para setembro. Quatro anos depois do disco Nada tropical (2022), a banda paraibana volta com um disco que, segundo o músico, mostra uma evolução na sonoridade do grupo.
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Formado em João Pessoa, o Glue Trip acabou se tornando uma das bandas brasileiras com maior circulação internacional dentro da música psicodélica. Já passou por diferentes países da Europa e da América Latina, incluindo apresentações esgotadas em Londres e Paris. Mesmo com a vida cada vez mais voltada para fora do Brasil, o grupo mantém no palco referências à Paraíba e à origem da banda.
A estreia do novo repertório acontece praticamente ao mesmo tempo em que o disco começa a ganhar o mundo. No dia 16 de setembro, o Glue Trip lança Psychedelic friend, primeiro single de Anemoia, e inicia uma turnê europeia de 14 datas.
O giro passa por Espanha, Portugal, França, Suíça, Holanda, Alemanha e República Tcheca até 6 de outubro. Lucas Moura, Pedro Lacerda (bateria), João Boaventura (teclas) e Thiago Leal (baixo) formam a atual escalação da banda.
A expectativa de Moura é que o público europeu tenha acesso às músicas novas antes mesmo do lançamento completo do álbum. “Vamos continuar tocando alguns clássicos dos outros discos, mas o setlist vai ganhar um toque especial com as músicas do novo álbum”, diz.
O músico também fala em um recomeço para a banda. “A empolgação é a mesma de lançar um disco pela primeira vez na vida. Não víamos a hora de colocar música nova no mundo e rodar com um show completamente novo. Toda vez que lançamos um disco, é um novo recomeço, e com esse, sentimos que estamos mais conectados do que nunca como banda. Nos últimos quatro anos, desde o Nada tropical, nossa sonoridade amadureceu profundamente — uma evolução que tanto o público brasileiro quanto o internacional vai perceber logo de cara”, conta.
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Pós-punk, shoegaze e parede de som: conheça “Diabo”, som novo do Jardim Depressa

RESUMO: Jardim Depressa volta ao pós-punk e ao shoegaze em Diabo, single lo-fi, ágil, melancólico e com uma parede de guitarras que parece ter vindo dos anos 1980.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Com um EP já lançado e outro a caminho, a banda paulista Jardim Depressa adianta os trabalhos com a música Diabo. Dessa vez, o grupo volta mais próximo do pós-punk e do shoegaze, com alguma tensão sonora (também, uma música com um nome desses…) e ótimas guitarras.
Luís Petrachin, Danilo Bento, Tuba e Raphael Vale, o quarteto que forma o Jardim Depressa, volta e meia vê sua música fazendo parte de playlists como rock triste brasileiro, coisas do tipo. Faz sentido: a musicalidade de Diabo é ágil, melancólica e tensa, com uma gravação meio lo-fi (você pode achar que se trata de uma banda dos anos 1980) e uma parede simples de guitarra que encobre os vocais.
Pra quem é fã antigo de shoegaze, uma info bacana: tem detalhes em Diabo que fazem lembrar bandas como Kitchens Of Distinction, e House Of Love. Uma boa sonzeira, pronta para ser descoberta.
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Paulo Tatit, do Palavra Cantada, encara o caos adulto em novo single

RESUMO: Paulo Tatit, conhecido pelo Palavra Cantada, troca o universo infantil pelo caos do mundo adulto em Senso de realidade, single sobre excesso de informação e absurdo cotidiano.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Paulo Tatit passou os últimos 32 anos ajudando crianças a cantar sobre bichos, brincadeiras, palavras e outras coisas que fazem sentido no universo infantil. Agora resolveu olhar para o mundo dos adultos — e, aparentemente, não gostou muito do que viu.
Conhecido pelo trabalho no Palavra Cantada, projeto que mantém há mais de três décadas ao lado de Sandra Peres, Tatit acaba de lançar Senso de realidade, um single que troca o universo infantil por banqueiros, congressistas, ricaços, tia do WhatsApp, crianças e adolescentes. Basicamente, ninguém escapa.
A ideia surgiu enquanto ele tocava violão e começou a pensar na maneira como estamos lidando com o excesso de informação. “Estamos vivendo um momento muito peculiar na nossa civilização. A velocidade da informação faz com que a gente não pare para processar algumas notícias. E, às vezes, parece que normalizamos acontecimentos surreais desses tempos, como se estivéssemos perdendo o senso de realidade”, explica.
O resultado é uma música que trata desse absurdo sem fazer um discurso solene sobre ele. Tatit prefere usar rimas, humor, ritmo e interpretação para montar uma espécie de catálogo dos personagens que aparecem diariamente no noticiário. A graça está justamente em colocar todo mundo no mesmo barco: dos poderosos às pessoas comuns, todos parecem estar um pouco perdidos na realidade.
E há uma certa lógica em Tatit escolher a música para falar disso. Afinal, depois de passar décadas escrevendo canções para apresentar o mundo às crianças, talvez fosse hora de alguém explicar o mundo aos adultos — ou, pelo menos, tentar descobrir o que diabos está acontecendo com ele.
Tatit também produziu a faixa e toca baixo, violão, guitarra e teclados. Karol Preta ficou na bateria, Paulo Garfunkel toca flauta e Lin Torres participa nos vocais. Senso de realidade foi gravada e mixada no YB Studio por Diego Techera.
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Kauan Calazans e DOCONTRA: punk e skacore em “De cabeça no planeta”

RESUMO: Kauan Calazans se une ao projeto DOCONTRA, do músico e produtor Koe Willy, e junta punk, hardcore e ska no single De cabeça no planeta.
Texto: Ricardo Schott – Foto:
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Kauan Calazans revisita uma de suas primeiras influências em De cabeça no planeta, novo single gravado em parceria com o projeto DOCONTRA, do músico e produtor Koe Willy. A faixa já está nas plataformas e aproxima o compositor de um universo que marcou sua formação: o punk, o hardcore e o ska.
Embora hoje transite por diferentes caminhos da música brasileira, da psicodelia ao rock, Kauan começou sua trajetória ligado justamente à cena alternativa. O convite de Koe Willy acabou servindo como ponto de partida para esse retorno às origens.
O resultado é um ska de pegada carioca, com guitarras em destaque e uma levada que remete tanto ao punk quanto ao reggae. A letra acompanha esse clima, retratando encontros, ruas e situações do cotidiano sem perder o senso de urgência típico do gênero.
A parceria também faz sentido dentro da proposta do DOCONTRA, projeto que mistura ska, reggae, punk rock e outras referências para construir canções diretas e movidas por energia. Em De cabeça no planeta, essas duas trajetórias se cruzam de forma natural, aproximando a experiência de Kauan da abordagem mais crua e imediata de Koe Willy.
A capa do single acompanha esse espírito, mostrando uma figura mergulhando em um cenário urbano tomado por prédios, fios e cores fortes — uma imagem que, para Kauan, traduz bem o movimento da música e seu diálogo entre passado e presente.
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