Cultura Pop
Dan and Dale: Sun Ra encontra Batman e Robin

Em 1966, o seriado Batman virou uma coqueluche. Pegou mais que praga de piolho em creche. Todas as crianças passaram a acompanhar na ABC as aventuras do homem-morcego e do menino prodígio Robin. Uma empresa de brinquedos chamada Tifton, lá de Newark, Nova Jersey, estava bastante atenta a isso. Tão atenta que chamou o produtor Tom Wilson, que trabalhou na Columbia e cuidou de discos de Bob Dylan e Simon & Garfunkel. E encomendou a ele um disco com os personagens Batman e Robin.

Evidentemente o disco não era “oficial” do programa. Só usava os personagens, e tinha músicas com nomes como The Penguin chase, Robin’s theme, Batmobile wheels, Flight of the Batman e The bat cave. O álbum era creditado a The Sensational Guitars of Dan and Dale. O nome do LP era só Batman and Robin. O que na época não ficou claro para ninguém foi que Dan e Dale era um pseudônimo pelos quais atendiam ninguém menos que o jazzista experimental Sun Ra (1914-1993), alguns integrantes de sua Arkestra e membros do Blues Project de Al Kooper. Incrivelmente, o nome do guitarrista do disco – enfim, o astro principal das “guitarras sensacionais” – não era sequer creditado.

Sun era mais conhecido pelo seu jazz ligado a temas do espaço sideral e de extraterrestres. Mas aqui usou sua experiência para compor jazz-surf de super-herói. Vinha sendo produzido por Wilson desde os anos 1950 e acabou convidado por ele para fazer o disco. Detalhe: boa parte do LP (que era quase 100% instrumental) tinha riffs reciclados de temas de música clássica (!). Trechos da Quinta Sinfonia de Tchaikovsky ou do Tema de amor de Romeu e Julieta podiam ser ouvidos aqui e ali. A ideia inacreditável surgiu porque Wilson queria diminuir o fee de direitos autorais ao mínimo. E viu como solução usar apenas temas que haviam caído em domínio público. Ainda assim, o LP trazia até o tema de Batman recriado com coral e metais.
Batman and Robin foi reeditado em CD há alguns anos e está até no Spotify. Confere aí.
Via Blog da WFMU e Pitchblack Brigade
Foto capa do disco: Discogs
Foto Sun Ra: Pandelis Karayorgis/Wikipedia
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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