Cultura Pop
Blonde On Blonde e a versão disco de Whole lotta love, do Led Zeppelin


A ideia do Blonde On Blonde, dupla de modelos louras surgida nos anos 1970, não era fazer uma homenagem ao disco de mesmo nome lançado por Bob Dylan em 1966. Nas capas dos discos delas já dava pra notar que o lance ali era apelar para os, digamos, instintos mais primitivos dos futuros compradores dos discos delas. Nina Carter e Jilly Johnson, as duas garotas do Blonde On Blonde, eram modelos que tinham aparecido na seção de garotas da “página três” do diário britânico The Sun – era como uma “gata da hora” do jornal Meia Hora, do Rio, só que com fator de viralização e movimentação que equivalia ao de uma pequena celebridade. A mania com a “página 3” durou até 2015, quando o jornal atendeu aos apelos de várias leitoras (que viam naquilo uma enorme exploração do sexo feminino) e derrubou a seção.

Para se ter uma ideia de como a página 3 do The Sun produzia figuras pop, saíram de lá artistas como Samantha Fox (Lemmy Kilmister, do Motörhead, viu a foto dela por lá e ficou tão obcecado que a convidou para gravar algo com ele) e Geri Halliwell, das Spice Girls. Nina e Jilly já não eram ilustres desconhecidas quando apareceram por lá. Eram modelos e já haviam posado até para capas de discos das séries Hot hits e Top of the pops, do selo Music For Pleasure – do qual já falamos aqui. Numa malandragem que daria frutos no Brasil, essa gravadora contratava músicos de estúdio para produzir covers de canções de sucesso, e enchia as capas de modelos, que apareciam em poses sensuais, ou praticando esportes. Olha Jilly (E) e Nina (D) aí em cima.
A Reprobate Magazine lembra que as duas não fizeram exatamente sucesso. Conseguiram uma aparição num thriller britânico chamado The golden lady, arrumaram fãs no Japão (“temos homens japoneses vindo até nós e implorando para serem nossos escravos!”, disse Jilly ao Evening News em 1978), gravaram algumas coisas e só. Foi pouco para marcar época na disco music, que já fazia bastante sucesso na época, e cujo mercado estava dominado por artistas americanos e italianos. A grande surpresa foi que, numa época em que o Led Zeppelin estava sumido do mercado (com Jimmy Page chumbado de heroína e Robert Plant recuperando-se da morte do filho Karac), uma das raras gravações da dupla a fazer algum barulho foi uma infame versão disco de Whole lotta love, hit do Led.
Olha elas aí no The golden lady, ao lado do grupo de dança britânico Hot Gossip.
Os anos 1980 não sorriram, pelo menos não musicalmente, para o Blonde On Blonde. As duas se separaram. Nina se casou em 1984 com ninguém menos que Rick Wakeman. Rolaram filhos, um divórcio e hoje ela é coach de imagem. Jilly virou escritora e hoje é avó.
Esse aí foi outro single das meninas, Subway.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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