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Cultura Pop

No tempo em que Dave Walker cantava no Black Sabbath

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No tempo em que Dave Walker cantava no Black Sabbath

O cantor britânico Dave Walker, 76 anos, está desde 2020 integrando uma versão renovada do Humble Pie, aquela banda que revelou talentos como o de Peter Frampton. Também já esteve à frente de bandas como Fleetwood Mac, Savoy Brown e Idle Race. Mas até o fim da vida, ele vai ser perguntado o tempo todo por seu período extremamente breve à frente do… Black Sabbath.

Dave chegou a ser cantor da banda pelo período econômico de cinco meses (!), numa época em que as doideiras internas e o estilo avacalhado de gestão do grupo tiraram Ozzy Osbourne – cada vez mais alucinado – do vocal do Sabbath. Antes, Walker havia tido passagens curtas por diversas bandas. No caso do Fleetwood, foi tirado antes do disco Mystery to me (1973) porque os integrantes havia chegado à conclusão tardia de que Walker, apesar de ter mandado bem no disco Penguin (1973, uma das vendagens mais expressivas do grupo nessa fase), não combinava com o estilo do Fleetwood. Pouco antes de entrar pro Sabbath, esteve nos vocais do pouco conhecido Mistress, que não foi para a frente.

No Sabbath, Walker não teve tempo de fazer muita coisa. Ele começou a trabalhar nas letras do que seria Never say die, oitavo disco do grupo, lançado em 1978. Chegou a se apresentar com a banda no programa da BBC Midlands Look! Hear!, cantando a letra que havia escrito para Junior’s eyes,  uma das faixas que sairiam no disco. Quem viu a tal apresentação, viu – as imagens de Walker à frente do Sabbath nunca foram parar no YouTube. Tem um áudio lá. Eles também tocaram uma versão de War pigs nessa data.

A passagem de Dave Walker pela banda foi tão breve que o músico não deixou muita coisa para trás. Ozzy, ao voltar, recusou-se a cantar qualquer material feito durante sua ausência, e mudou a letra de Junior’s eyes – que passou a falar da morte do seu pai. Tony Iommi, guitarrista do Sabbath, confirmou em algumas entrevistas que o material de Never say die foi todo escrito para Walker, mas que tudo mudou quando Ozzy retornou à banda.

“Dois dias antes de finalmente estarmos prontos para gravar novamente, Ozzy decidiu voltar. E ele não cantaria nenhuma música que fizemos sem ele! Bill (Ward, baterista) teve que cantar em uma música (Swinging the chain) porque Ozzy se recusava”, afirmou à Guitar Player em 1992. À Ultimate Classic Rock, Iommi disse que “Ozzy não estava em condições e acho que ele perdeu o interesse. Havia mais drogas e mais bebidas – para todos, não era só Ozzy, mas Ozzy foi o mais impactado”, afirmou. Também disse que nunca pensou em resgatar o material da BBC porque “não seria justo com Ozzy”, e que não há mais nada gravado com Walker. “Fizemos uma apresentação em um programa e apenas alguns ensaios. Foi apenas isso. Então, Ozzy retornou”, contou.

Já Dave Walker falou sobre o assunto em algumas entrevistas. Em 2008 chegou a afirmar que já conhecia Iommi de Birmingham, terra natal da banda, e que conseguiu a vaga de cantor no Savoy Brown por causa de uma ajuda do guitarrista. Diz que não sabia nem que Geezer Butler, o baixista, era o principal letrista da banda, e que ele estava sendo o único a fazer as letras. Sua saída da banda, segundo Walker, deu-se de maneira bem pouco respeitosa: foi ensaiar, pegou a banda indo a um pub para uma reunião, esperou pela volta deles e… “Quando voltaram, Bill Ward falou pela banda e disse: ‘Ainda estamos aqui e você não’. Foi isso”, contou. “Nem sei se usaram linhas vocais minhas, nunca ouvi o disco”, contou.

Se você nunca ouviu, Never say die é esse disco aí, tido como “confuso” por muita gente.

Mais Black Sabbath no POP FANTASMA aqui.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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