Cultura Pop
Lembra quando Sonic Youth (foto) e The Fall tocaram Beatles?

“Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, o clássico dos Beatles que chega aos 50 anos em 2017, já teve outras comemorações bombadas de aniversário – e ao som de uma galera bem variada. Em 1988, quando o disco fez 21 anos, quem entrou na festa foi o New Musical Express, que resolveu bancar o disco “Sgt. Pepper knew my father”, só com bandas novas e clássicas do indie rock relendo as treze músicas do LP original dos Beatles na ordem em que elas saíram no álbum. O disco foi feito para arrecadar fundos para a Childline, serviço britânico de aconselhamento para crianças e adolescentes. Olha a capa aí.

Nenhuma banda se animou – estranho – em incluir no álbum versões do single que serviu de batedor para o disco, “Strawberry fields forever”/”Penny Lane”. Agora, se você quer uma releitura realmente demolidora dos Beatles, sugerimos começar pela última faixa do disco: nada menos que o The Fall, monolito do pós-punk britânico, recordando “A day in the life” numa versão até que bastante fiel ao original. Ok, fiel à moda The Fall.

Isso aí é a banda escocesa Wet Wet Wet regravando “With a little help from my friends”. Acabou virando hit deles e single de divulgação do LP.
Billy Bragg enche-se de coragem e, mesmo com voz hesitante, canta “She’s leaving home” ao lado da pianista e cantora Cara Tivey. Foi a outra canção do single de “With a little help from my friends”, do Wet Wet Wet (que chegou às lojas com lado A duplo).
O personagem cômico inglês Frank Sidebottom (interpretado pelo comediante Chris Sievey) enche “Being for the benefit of Mr Kite” de sintetizadores e põe trechos de “Twist and shout”. Tem quem goste, até porque Sievey era bastante querido na Inglaterra. Ele morreu em 2010.
Olha só quem põe ruídos e mais ruídos na meditativa “Within’ you, without you”, única composição de George Harrison em “Sgt. Pepper’s”: o Sonic Youth! Em 2007, o grupo lembrou-se dessa versão e a colocou no relançamento de luxo de “Daydream nation”, disco deles de 1988.
Isso aí é um duo escocês chamado Hue and Cry, mais conhecido pelo hit “Labour of love”, tocando “Fixing a hole”. Ficou legalzinho. Tambem tá no disco.
Para fetichistas do vinil: um sujeito gravou um vídeo mostrando seu LP “Sgt Pepper knew my father” e um trechinho da versão malucona da banda indie Wedding Present (com participação da cantora Amelia Fletcher) de “Getting better”.
Olha a música inteira aí.
O disco ainda tinha o grupo de hip hop Three Wize Men relendo as duas versões da faixa-título, The Christians com “Lucy in the sky with diamonds”, Michelle Shocked com “Lovely Rita” e The Triffids com “Good morning, good morning”. Fuçando com calma, dá pra baixar tudo.
Foto: Anders Jensen-Urstad/Wikimedia Commons
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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