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Tianastácia celebra 30 anos com audiovisual e versão acústica de “O sol”

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Tianastácia (Foto: Bia Gontijo / Divulgação)

RESUMO: Tianastácia celebra 30 anos com uma nova versão acústica de O sol, clássico da banda mineira inspirado na luta contra a síndrome do pânico, antecipando o audiovisual 30 anos ao vivo no Palácio das Artes.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Bia Gontijo / Divulgação

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O Tianastácia não pode reclamar do alcance de sua música. O sol, um dos maiores hits da banda mineira, foi gravado por Jota Quest, Milton Nascimento e até pela dupla César Menotti & Fabiano. E a faixa volta em novo formato, numa época de celebração. Em nova fase e comemorando três décadas de existência, a banda regrava a música com arranjo acústico, incluindo cordas.

A nova O sol é o primeiro single liberado do audiovisual 30 Anos ao Vivo no Palácio das Artes, previsto para o segundo semestre – já dá pra ver o clipe no canal do grupo no YouTube. A faixa, aliás, tem uma história bem pessoal, vivida por Antônio Júlio Nastácia, guitarrista, fundador e atual vocalista da banda. Ele fez a música como uma forma de cura e “remédio” para sua mãe, que enfrentava a síndrome do pânico em uma época em que o tema ainda era um tabu. A ideia era que versos como “ei, dor, eu não discuto mais, você não me leva a nada” representassem a superação.

Com carreira iniciada em 1992, o Tianastácia tem na formação hoje os fundadores Beto Nastácia (baixo) e Antônio Júlio (guitarra e vocais), além de Bruno Egler (guitarra) e Amanda Barbosa (bateria). Para a banda, o audiovisual vai ser o fim de um ciclo, como eles próprios afirmam – e deve vir um novo disco autoral em breve.

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A mosca pousou: ouça “The fly”, a primeira inédita solo de Tom Waits desde 2011

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A mosca pousou: ouça "The fly", a primeira inédita solo de Tom Waits desde 2011

RESUMO: Tom Waits lança The fly, sua primeira faixa solo inédita em quase 15 anos: um monólogo falado, sombrio e bem-humorado que antecede um single beneficente com o Massive Attack e marca sua volta às gravações.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Saiu finalmente inteira nas plataformas The fly, a nova faixa de Tom Waits — a primeira faixa solo inédita do cantor em quase 15 anos. Totalmente falada, ela chega depois de ter sido anunciada como lado B do single beneficente Boots on the ground, parceria de Waits com o Massive Attack lançada no início do ano.

Em abril, Waits liberou um teaser da faixa no Instagram, Quem ouviu aquele teaser já tinha uma boa ideia do que vinha por aí. The fly aposta no humor ácido, no sarcasmo e nas imagens grotescas que sempre fizeram parte do universo de Waits. O narrador dedica seus versos a uma mosca, transformando o inseto em personagem de um monólogo repleto de ironias sobre a condição humana.

Entre os trechos que ele liberou na época, havia versos como “ninguém teve uma vida mais estranha que a sua / você conhece a fome, você conhece a guerra, você conhece o perigo / você foi retirado das calças do Presidente pela coxa / você viveu um dia com o olho de um peixe morto”.

Além de “eu sei que você provavelmente tinha família na manjedoura / baratas, ratos, mosquitos, pulgas, moscas, ninguém vai chorar quando você morrer / se contorça e gagueje, esfregue e ria, e faça aquela dança que sua mãe esquisita coreografou”.

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E de “como dois violinos preguiçosos entrelaçados numa sirene baixa e espasmódica para nos alertar sobre nada / e você só recebe o nome por sua capacidade de fazer isso”, declama ele, soltando lá pelas tantas um “e ninguém vai chorar quando você morrer”.

Não é exatamente um terreno novo para o cantor. Faixas como What’s he building in there? já mostravam seu gosto por narrativas faladas e personagens estranhos, mas The fly leva essa veia ao extremo, funcionando quase como um pequeno conto acompanhado apenas pela interpretação rouca e teatral de Waits.

A fai9xa foi escrita em parceria com Kathleen Brennan, esposa e colaboradora de longa data do artista, e ganhou um lyric video animado por Casey Waits, filho do casal. Ao anunciar o lançamento, o cantor resumiu o espírito da faixa: “Hoje, como em todos os ontens da humanidade, há a garantia de que esse tipo de música nunca sairá de moda. A loucura dos fracassos humanos é um banquete para as moscas”.

O tal single com Boots on the ground e The fly chega em 4 de setembro e terá toda a renda destinada a organizações de defesa dos direitos civis e de apoio a comunidades vulneráveis. O lançamento também marca uma fase mais ativa de Waits, que neste ano também contribuiu para uma coletânea em homenagem a Shane McGowan, do The Pogues, e ainda participa do elenco de Wild horse nine, novo filme de Martin McDonagh, previsto para novembro.

E olha o clipe de The fly aí.

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Toda a delicadeza do Mojave 3 volta às lojas em relançamentos da 4AD

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Toda a delicadeza do Mojave 3 volta às lojas em relançamentos da 4AD

RESUMO: A 4AD relançou os cinco álbuns de estúdio do Mojave 3 com remasterização dos Abbey Road, novas edições em vinil, CD e streaming, revisitando toda a trajetória da banda formada por ex-integrantes do Slowdive.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Os fãs do Mojave 3 ganharam um bom motivo para comemorar. A 4AD relançou toda a discografia de estúdio da banda britânica, com os cinco álbuns remasterizados nos estúdios Abbey Road e disponíveis em novas edições em vinil, CD e plataformas digitais.

O pacote reúne Ask me tomorrow (1995, relançado trazendo capa nova com fotos do britânico Colin Gray), Out of tune (1998), Excuses for travellers (2000), Spoon and rafter (2003) e Puzzles like you (2006). Além das edições individuais, a gravadora fez uma caixa especial para colecionadores com os cinco LPs em vinil transparente e um pôster exclusivo de 20 x 25 cm (a essa altura reze para achaar alguma por aí, mas diz a lenda que dá pra comprar no site da gravadora)

Formado em 1995 por Neil Halstead e Rachel Goswell logo após o fim da primeira fase do Slowdive, ao lado do baterista Ian McCutcheon, o Mojave 3 seguiu um caminho bem diferente do shoegaze que consagrou seus fundadores. As guitarras cobertas de efeitos deram lugar a canções acústicas, folk e country, marcadas por arranjos delicados e um clima intimista que transformou a banda em um dos nomes mais bacanas do catálogo da 4AD.

A série de relançamentos percorre toda essa evolução. Da estreia melancólica de Ask me tomorrow ao indie pop ensolarado de Puzzles like you, passando pelo folk cada vez mais sofisticado de Out of tune, pelas paisagens sonoras de Excuses for travellers e pelas experimentações de Spoon and rafter, a coleção revisita uma das mudanças de rumo mais legais do rock alternativo noventista. E para marcar a novidade, o Mojave 3 também inaugurou uma página oficial no Bandcamp.

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Yu Musick celebra a transformação no single “Des-rat”

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Yu Musick (Foto: Divulgação)

RESUMO: Yu Musick lança Des-rat, último single antes do álbum Gracia masiva, unindo Rodrigo Lima (Dead Fish) e Dani Buarque (The Mönic) em uma mistura de eletrônico, rap e pop experimental sobre transformação e identidade.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Yu Musick deu mais uma amostra de Gracia masiva, seu novo álbum, que será lançado ainda em agosto. O single da vez é Des-rat, faixa que marca uma virada na narrativa do disco e traz dois convidados de peso: Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, e Dani Buarque, guitarrista e cantora do The Mönic.

Mas quem espera ouvir Rodrigo em território conhecido pode se surpreender. Em vez de explorar o hardcore que marcou sua trajetória, Yu Musick coloca o cantor em um contexto completamente diferente, misturando música eletrônica, pop alternativo e rap experimental.

Segundo o conceito do álbum, Des-rat representa o momento em que o personagem central deixa para trás a culpa, as perdas e as incertezas para entender que a transformação faz parte do próprio caminho. A música parte da ideia de que insistir em encontrar uma identidade fixa pode impedir alguém de descobrir novas possibilidades.

Yu Musick é o projeto de Yuri Moraes, músico, podcaster, roteirista e quadrinista. Em seu trabalho autoral, ele combina referências que vão de Gorillaz, Daft Punk e Frank Ocean a Kanye West, Childish Gambino e Death Grips, construindo um universo sonoro que mistura diferentes linguagens sem se prender a um gênero específico.

O Yu Musick já vinha lançando singles como High, Flawless e Calmaria 2. E já tem um álbum na discografia, Hyena, de 2023. Des-rat, por sua vez, é um lançamento da ForMusic Records e fecha a sequência de singles que antecedem a chegada de Gracia masiva.

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