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Amyl and the Sniffers vira banda de saloon em novo álbum e filme ao vivo

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Amyl And The Sniffers (Foto: Divulgação)

RESUMO: Amyl and the Sniffers anuncia Truth or consequence, álbum ao vivo e filme-concerto que reinventam o repertório da banda com influências de country e honky-tonk, além de músicas inéditas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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É mole? Amyl and the Sniffers resolveu trocar o caos do punk por um clima de saloon. A banda australiana anunciou Truth or consequence, projeto que reúne um álbum ao vivo e um filme-concerto em que revisita seu repertório com arranjos inspirados no country e no honky-tonk.

A apresentação foi gravada em 28 de abril de 2025 no restaurante El Coyote, em Los Angeles, diante de uma plateia pequena que, aos poucos, foi entrando no clima. Além de versões repaginadas de músicas da própria banda, o repertório traz duas faixas inéditas e uma releitura de Lights on the hill, clássico do cantor country australiano Slim Dusty.

Quem dirigiu o filme foi John Angus Stewart, colaborador de longa data do grupo e responsável por clipes como Hertz, Guided by angels e U should not be doing that. Stewart também assinou outros registros ao vivo da banda, entre eles Live at Forum Theatre (2022) e Live at Ally Pally, lançado no fim do ano passado e gravado no maior show da carreira do quarteto até hoje, no Alexandra Palace, em Londres.

O filme Truth or consequence começa a ser exibido em cinemas selecionados ao redor do mundo no dia 27 de agosto, enquanto o álbum ao vivo chega às plataformas e às lojas em 4 de setembro, pela Virgin.

Tem mais novidades recentes da banda. Amyl and the Sniffers anunciaram em fevereiro as reedições no formato vinil de seus dois primeiros EPs, Giddy up (2016) e Big attraction (2017). As novas edições trazem fotos do primeiro ensaio promocional da banda, imagens dos primeiros anos de estrada e um texto inédito da vocalista Amy Taylor relembrando o início da trajetória do grupo.

Os dois EPs foram gravados de forma totalmente independente na casa onde os integrantes moravam, em Balaclava, subúrbio de Melbourne. Fora da banda, Amy Taylor também esteve envolvida recentemente na trilha sonora de Peaky blinders: The immortal man, contribuindo com a música inédita Nobody’s son.

E se você tava curioso / curiosa pelo trailer do tal lance “country”, tá aí.

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Pedro Mello transforma separação em valsa a duas vozes com Jessica Assis

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Pedro Mello - Foto: Luiza Bohrer / Divulgação

RESUMO: Em Lembrança, Pedro Mello e Jessica Assis contam os dois lados de uma separação numa valsa pop-rock. A faixa antecipa o álbum de estreia do cantor, em 2027.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Luiza Bohrer / Divulgação

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Quando um relacionamento acaba, nem sempre as duas pessoas concordam sobre o que aconteceu. É disso que fala Lembrança, novo single do cantor e compositor carioca Pedro Mello, que chamou Jessica Assis para dividir os vocais. Lançada em 17 de setembro, a música é a primeira prévia de seu álbum de estreia, previsto para janeiro de 2027.

Pedro escreveu a faixa depois de uma separação. No começo, a ideia era cantar tudo sozinho, mas ele achou que faltava alguém para contar o outro lado da história. “A gente estava falando sobre uma história contada por duas pessoas. Então fazia sentido trazer uma outra voz para demarcar bem essa interseção”, explica.

Jessica entrou na música depois que Pedro a ouviu cantar num encontro de artistas independentes. A voz mais suave dela faz um contraste com o registro grave do cantor.

Outra ideia foi tratar o relacionamento como uma dança. Daí o ritmo de valsa, misturado com guitarras, sintetizadores e uma pegada pop-rock dos anos 2000.

“Eu queria trazer a ideia de que se relacionar com alguém é dançar com essa pessoa, tentar se encontrar no meio de uma dança. E queria trazer a imagem de que foi uma dança que não deu certo, de que, em algum momento, você se desencontra com o outro”, conta.

O disco de estreia de Pedro vai passar por diferentes momentos de uma relação, incluindo amores à distância e separações. Lembrança é a única faixa em que a outra pessoa também aparece para contar sua versão.

Pedro começou a cantar ainda criança, acompanhando os pais em ensaios de coral, e passou pelo teatro musical antes de investir nas próprias músicas. Em 2023, lançou Como deveria ser, seu primeiro trabalho autoral.

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Agenda: Ploho traz o pós-punk da Sibéria para seis cidades brasileiras

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Ploho (Foto: Divulgação)

O pós-punk russo anda fazendo sucesso fora da Rússia já faz algum tempo. E não é só por causa do Molchat Doma, banda da Bielorrússia que virou uma espécie de fenômeno do gênero. O Ploho, formado em Novosibirsk, na Sibéria, em 2013, também tem uma boa história para contar. E chega ao Brasil para seis shows, começando nesta segunda (2), em São Paulo, e terminando no domingo (8), em Belém.

Liderado pelo vocalista Victor Uzhakov, o grupo faz um som que o deixa parecido com um clássico do pós-punk, com direito a guitarra econômica, sintetizadores e voz grave. Joy Division é uma comparação fácil, mas o Kino, banda fundamental do rock soviético, tem um peso enorme na formação do Ploho.

O grupo vem dando passos decisivos para se tornar mais conhecido fora do Leste Europeu. Em 2018, seu disco Kuda ptitsy uletayut umirat (“onde os pássaros voam para morrer”) esteve na lista de 25 melhores discos do ano da rádio estadunidense XRAY.fm. Em junho de 2020,a banda assinou com a gravadora canadense Artoffact Records, e em fevereiro de 2021, lançaram o primeiro disco pelo selo, Fantomniye chuvstva (“sentimentos fantasma”). Em março de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, estabeleceram-se na Sérvia.

O Ploho vem para o Brasil cumprir uma agenda curta, mas intensa: além de SP (no Madame Club) e Belém (Studio Pub), passam por Curitiba (no Basement Cultural, dia 4), Florianópolis (Desgosto Bar, dia 5), Porto Alegre (Gravador Pub, dia 6) e Rio (Garage Grindhouse, dia 7). Vai ser uma turnê em que o pós-punk do Leste Europeu vai se encontrar cm a resistente cena dos espaços alternativos.

SERVIÇO:
02/11 — São Paulo: Madame Club
04/11 — Curitiba: Basement Cultural
05/11 — Florianópolis: Desgosto Bar
06/11 — Porto Alegre: Gravador Pub
07/11 — Rio de Janeiro: Garage Grindhouse
08/11 — Belém: Studio Pub

Ingressos e horários aqui.

Foto: Divulgação

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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

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Vinícius de Oliveira resgata o brega e o samba-canção em estreia solo

RESUMO: O músico paulista Vinícius de Oliveira estreia com A gente desiste e esquece, canção de dor de cotovelo que resgata o samba-canção, o bolero e o brega.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Fãs de brega, samba-canção e outros estilos musicais dedicados à tristeza amorosa, ponham um sorriso no rosto porque tem coisa nova aí. O contrabaixista, compositor e pesquisador Vinícius de Oliveira, de Jaboticabal (SP), estreia solo com o single A gente desiste e esquece, single que parece ter saído de alguma coleção de discos dos anos 1950, 1960 ou 1970. E que poderia muito bem fazer parte do repertório de algum cantor da Jovem Guarda ou do brega setentista.

“Assumo meu nome e sobrenome como nome artístico pra trabalhar no âmbito do cancioneiro popular brasileiro, sambas-canções, boleros, bregas…”, explica Vinícius, que também lançou um clipe para a faixa.

A gente desiste e esquece tem bastante daquela onda de samba-canção regional que aparece na obra de Sérgio Sampaio. A letra é uma pequena preciosidade de dor de cotovelo, com direito a declarações apaixonadas e acusações nada discretas: “você é mais do que dissimulada / eu fiz de você minha amada / você pisa em meu coração”.

O arranjo começa com cordas e sopros que remetem ao samba-canção antigo, daquela música popular brasileira de antes da própria sigla MPB ganhar força. Lá pela metade, a faixa assume um clima de bolero, com órgão e percussão, sem perder o jeito de canção feita para quem anda lambendo o chão por amor.

É uma música nova que não esconde sua paixão por sonoridades de outras épocas — e que encontra bastante coisa para dizer usando o velho vocabulário das desilusões amorosas.

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