Cultura Pop
“All along the watchtower”, na versão de Jimi Hendrix, no Stylophone

O Stylophone, sintetizador “de bolso” lançado por uma companhia britânica de cinema e áudio chamada Dubreq – e desenvolvido por um sujeito chamado Brian Jarvis – à primeira vista parecia mais um instrumento exótico do que qualquer outra coisa. Ok, era isso mesmo, tanto que um dos maiores entusiastas do instrumento foi o humorista australiano (hoje aposentado à força após ter sido comprovado que abusou sexualmente de adolescentes) Rolf Harris, que gravou até os discos que vinham como demonstração em alguns modelos do aparelho.
A ideia era que o instrumento, lançado em 1967, fosse mais uma brincadeira. Afinal, era só um teclado de vinte notas em chapa metálica, que era acionado por uma caneta de metal, e produzia uma onda sonora simples, que lembrava mais um primo pobre do órgão utilizado por Ray Manzarek nos Doors. De qualquer jeito a zoação ficou séria quando David Bowie fez sucesso pra burro com Space oddity, em 1970, na qual tocava o instrumento.
Havia uma lenda que Bowie ganhara o instrumento do amigo Marc Bolan, do T. Rex. Nesse papo aqui, Tony Visconti, produtor de Bowie, revela que ele e Bolan sequer estavam próximos nesse período, e que Kenneth Pitt, empresário de Bowie, havia recebido um instrumento de brinde, que passou para seu contratado. De qualquer jeito, rolou até mesmo uma propaganda do Stylophone aproveitando o sucesso de Space oddity, já que o instrumento aparecia logo na abertura.

Não foram os únicos usos do Stylophone nessa época, por parte de artistas conhecidos do universo pop-rock. Os Small Faces colocaram um solo do instrumento num lado-B de single, Donkey rides, a penny, a glass, em 1968. A Wikipedia diz que John Lennon tocou o Stylophone num ensaio de Old brown shoe, música de George Harrison gravada pelos Beatles (por sinal também como lado-B de compacto) em 1969.
Mas esse post é só para avisar que alguém releu All along the watchtower, de Bob Dylan – mas no arranjo popularizado pelo Jimi Hendrix Experience – inteirinha no Stylophone. Aliás foram vários Stylophones, incluindo um modelo recente para fazer os barulhos da bateria.
O canal que releu, maromaro1337, é especialista em fazer versões de músicas no Stylophone. Já fizeram de Paranoid, do Black Sabbath, e até da música do “meme dos caixões”. Não deixe de ver isso.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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