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Cultura Pop

Alice Cooper na TV em 1969

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Silenciosamente, alguém fez o favor de jogar no YouTube duas aparições de Alice Cooper no programa Hy Lit Show, da WKBS-TV da Filadélfia, em 1969. Na época, a banda lançava o mal resolvidíssimo disco de estreia Pretties for you, pelo selo de Frank Zappa, Straight. As músicas escolhidas para o programa eram o primeiro single, Reflected, e Levity ball.

Se você estranhou o termo “banda” aí em cima, na época Alice Cooper era a chamada Alice Cooper Band, com o vocalista ganhando o mesmo nome do grupo. E mais o núcleo duro de Glen Buxton, Michael Bruce (ambos guitarras), Dennis Dunaway (baixo) e Neal Smith (bateria). Se você estava com hits como School’s out e No more mr. Nice Guy na cabeça e estranhou quando foi ouvir as músicas acima, na época Alice Cooper soava como um bizarro mix de Syd Barrett e Black Sabbath. E atraiu Zappa justamente pela estranheza.

“As pessoas que ainda não nos viram estão chocadas porque acham que Alice Cooper deve ser uma mulher que canta folk. Eles não esperam o todo. E o todo é um produto direto da televisão e dos filmes e da América, porque é a base da América. É aí que o coração deles é do sexo, e da violência da TV, e do cinema, e essa foi a nossa influência. Não fomos criados sob uma influência blues. Nós fomos criados sob uma influência eletrônica (…). A televisão tem sido a principal influência para esta geração, e é por causa disso que tudo isso está acontecendo. Você apenas deixa seu ego mais baixo, e então assume todos esses aspectos da sociedade – a cidade com poluição sonora, as pessoas gritando umas com as outras, e a violência e o caos da cidade em tudo. Coloque isso no palco com música, e é o que é”, tentava explicar Alice Cooper sobre seu trabalho num papo com a revista Poppin‘ em 1969.

Alice Cooper na TV em 1969 com Reflected e Levity Ball

Reflected não fez muito sucesso nem ajudou Pretties for you a se tornar um clássico. O disco não foi bem recebido pela crítica e foi ignorado. Testemunhas dizem que o disco foi gravado durante ensaios da banda, e o próprio Alice admitiu que o som do LP não chegava nem perto do que era a banda ao vivo. Pretties inicialmente seria produzido apenas por Frank, mas a própria banda admitiu que teve galhos conceituais com ele. “Ele não tem o feeling que queríamos. Nada contra ele, mas a gente estava em outra viagem”, disse.

E, ah, mesmo que Reflected não tenha feito sucesso, a música foi adaptada em 1972 e virou (esse sim um grande hit) Elected.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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