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Cultura Pop

Dez discos para você conhecer Allan Holdsworth

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Dez discos para você conhecer Allan Holdsworth

Citado como influência de um número enorme de guitarristas (do brasileiro Kiko Loureiro a nomes como Tom Morello, Frank Zappa, Alex Lifeson e Eddie Van Halen), o britânico Allan Holdsworth morreu aos 70 anos no sábado (15). Seu trabalho costuma ser citado como exemplo de jazz fusion, muito embora ele seja originalmente um cara do rock progressivo. Se você NUNCA ouviu falar de Allan – costumeiramente considerado um guitarrista imprevisível e dinâmico, de audição indispensável para futuros músicos – tá aí uma lista de oito discos para começar a cair dentro.

“‘IGGINBOTTOM’S WRENCH” – ‘IGGINBOTTOM (1969). Estreia discográfica de Allan, num grupo que ficou tão obscuro com o passar dos tempos, que esse disco já foi até reeditado como “Allan Holdsworth & friends”. Boa parte do repertório foi composto apenas por Allan (que fazia vocais), mas tem uma versão de “California dreamin'”, de The Mamas & The Papas.

“BELLADONNA” – IAN CARR (1972). Músico, professor, jornalista de jazz e bem mais velho que qualquer roqueiro dos anos 1960 e 1970 (nasceu em 1933), Ian Carr fundou a banda jazz-progressiva Nucleus em 1969, que teve várias mudanças de formação – músicos como Chris Spedding passaram por lá. Depois passou a alternar discos do Nucleus, do “Ian Carr & Nucleus” e solo. “Belladonna” foi um dos álbuns lançados nessa fase, e tem Holdsworth na guitarra.

“TEMPEST” – TEMPEST (1973). Esse grupo britânico tinha uma característica insólita: seus únicos músicos fixos eram o baixista (Mark Clarke) e o baterista (Jon Hiseman). No primeiro disco, epônimo (1973). Holdsworth cuidava das seis cordas e assinava músicas com os dois. Durou pouco tempo lá: em “Living in fear” (1974), segundo e último disco, o guitarrista era Ollie Halsall,ex-Patto.

https://www.youtube.com/watch?v=jkR1kpqdVhM

“BUNDLES” – SOFT MACHINE (1975). O tecladista original do grupo, Mike Ratledge, recrutou músicos ligados à banda Nucleus. Holdsworth foi junto, tornou-se o primeiro guitarrista da banda em sete anos, e gravou com o Soft Machine esse grande disco, mergulho radical no jazz-rock, com belas composições. Pare tudo e ouça agora.

“VELVET DARKNESS” – ALLAN HOLDSWORTH (1976). O primeiro disco solo de Allan não era exatamente um LP solo: ele acusou a gravadora CTI de pegar fitas de um ensaio dele com outros músicos (o superpianista Allan Pasqua, o superbaixista Alphonso Johnson e o superbaterista Narada Michael Walden) e lançá-lo sem sua autorização.

https://www.youtube.com/watch?v=fdPmwGYBUmg

 

“ENIGMATIC JOURNEY” – JEAN-LUC PONTY (1977). O guitarrista também andou pela banda do violinista francês Ponty e gravou com ele esse disco, lançado há quarenta anos.

https://www.youtube.com/watch?v=Km5XXO_VnTw

“FEELS GOOD TO ME” – BRUFORD (1978). Holdsworth gravou dois discos com a banda-carreira solo do ex-baterista do Yes e do King Crimson, Bill Bruford. O primeiro foi esse.

“U.K.” – U.K. (1978). Super-ultra-uber-maxi grupo progressivo, que tinha Holdsworth (guitarra), Eddie Jobson (guitarra e violino, ex-Curved Air, Jethro Tull e Roxy Music), John Wetton (baixo, ex-King Crimson, Uriah Heep, Roxy Music) e Bruford (bateria).

“IF THIS BASS COULD ONLY TALK” – STANLEY CLARKE (1988). Em “Stories to tell”, desse disco, o baixista de jazz convidou dois roqueiros: Holdsworth e Stewart Copeland (The Police, bateria). Olha o resultado aí.


“FLAT TIRE: MUSIC FOR A NON-EXISTENT MOVIE” – ALLAN HOLDSWORTH (2001): No seu disco de estúdio mais recente, Allan concentra-se na SynthAxe, mistura de guitarra e sintetizador (que tem o formato bizarro de um machado, daí o “axe”) desenvolvida nos anos 1980.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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