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Oasis confirma Live ’27 com shows na Europa e Estados Unidos; Manchester terá 11 datas

A espera acabou: o Oasis anunciou nesta segunda (14) as primeiras datas da Live ’27, nova série de shows da banda para 2027. O grupo vai passar por Inglaterra, Escócia, Irlanda, Alemanha, Holanda, França, Espanha, Itália e Estados Unidos. E não haverá venda geral de ingressos: quem quiser tentar comprar uma entrada terá que fazer um registro no site oficial da banda até 17 de setembro.
O anúncio chega dois anos depois da Live ’25, a turnê que marcou a volta dos irmãos Gallagher aos palcos depois de mais de 15 anos separados. A reunião rapidamente ganhou proporções gigantescas e transformou a volta do Oasis em um dos maiores acontecimentos do rock dos últimos anos. Agora, a banda já está solta a continuação.
O Oasis vinha alimentando a expectativa nas últimas semanas com pequenos vídeos e pistas sobre os países que entrariam na rota. Na quinta-feira passada, a banda ainda repetiu um dos truques usados durante a turnê anterior: um espetáculo de drones nos arredores do Etihad Stadium, em Manchester, casa do Manchester City e time de coração de Liam e Noel Gallagher.
A mensagem exibida no céu anunciava que as datas seriam reveladas nesta segunda-feira, ao meio-dia no horário de Brasília. E foi o que aconteceu. Entre os planos estão novas passagens por grandes espaços britânicos. Knebworth aparece novamente na história (falamos que a banda poderia passar pela região). O Etihad Stadium já tem onze datas anunciadas.
Na semana passada chegou oficialmente aos cinemas o filme Oasis: Live ’25 – Don’t look back in anger, que acompanha a história da reunião e registra momentos da turnê de retorno. O material inclui imagens dos shows realizados em São Paulo, que também fizeram parte da gigantesca volta da banda.
Ainda não há datas anunciadas para o Brasil nesta primeira leva. Por enquanto, o recado do Oasis é outro: a reunião não foi apenas uma temporada de nostalgia. Dois anos depois de voltar aos palcos, a banda já está preparando mais uma rodada de shows.
E, considerando a quantidade de estádios envolvida, parece que ainda tem bastante gente querendo cantar Oasis!
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Stephen Morris fala sobre doença que o afastou do New Order: “É bastante séria”

RESUMO: Stephen Morris, baterista do New Order, prefere não dar o nome, mas diz ter se afastado da banda por causa de uma enfermidade “bastante séria” e que “não é algo para o qual alguém vá encontrar uma cura”.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Num papo recente com a Rolling Stone, Stephen Morris, baterista do New Order, abriu mais ou menos o jogo sobre os problemas de saúde que afastaram a ele e a esposa Gillian Gilbert dos shows da banda. Ele não falou o nome da doença, mas disse ser uma enfermidade “bastante séria”.
Stephen e a esposa recentemente tentaram ir a Nova York para conferir a exposição do baú do vocalista do Joy Division, Ian Curtis (a mostra Ian Curtis: Insight, da qual falamos aqui). Mas o baterista disse que a visita de dois dias “terminou em desastre”. “Não posso dizer que as coisas vão melhorar, porque não vão”, acrescentou.
Quando perguntado se espera voltar a tocar com a banda algum dia, Morris respondeu: “Não sei. Eu realmente não quero me alongar sobre o que é essa doença, mas é bem séria. Não é algo para o qual alguém vá encontrar uma cura”, disse. Morris também afirmou que pode, talvez, fazer shows perto de casa, já que continua próximo de Sumner, Phil Cunningham e Tom Chapman. “Eu realmente não consigo ficar sem fazer música”, disse. “Se fosse um show aqui perto, tenho certeza de que tudo daria certo”.
Stephen acabou falando também sobre seu ex-colega de banda Peter Hook, brigadíssimo com todo mundo do New Order – e que segue tocando material do NO e do Joy Division com o projeto The Light. Será que pode haver uma reconciliação? “Não sei. Dizem que a vida é muito curta”, respondeu Morris, que comentou também que, se o New Order gravasse novamente com Hook, a música provavelmente teria “uma longa introdução”. Morris também afirmou que Hook é “uma pessoa bastante raivosa” e disse achar que o baixista “não parecia feliz no New Order e não parece feliz tocando músicas do New Order”.
O New Order abre a tour sul-americana com dois shows em São Paulo nos dias 23 e 25 de novembro, antes de seguir para o Chile, Argentina, Peru e Colômbia. Stephen e Gillian ficam de fora – e sabe-se lá se irão conseguir ir à cerimônia de indução do Joy Division e do New Order ao Rock & Roll Hall of Fame, em 14 de novembro, em Los Angeles. As duas bandas serão homenageadas juntas, com Ian Curtis, Gilbert, Peter Hook , Morris e Bernard Sumner nomeados como membros da turma.
Uma novidade do JD que tá chegando aí é a caixa Eternal (Live), contendo praticamente tudo que existe de gravações da banda ao vivo. São 16 álbuns ao vivo completos, distribuídos em 14 CDs, além de dois DVDs (e você achando que o formato já tinha acabado…).
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ExoEsqueleto retoma carreira unindo ijexá, afrobeat e rock em “Ifé”

RESUMO: Após oito anos sem lançar material novo, a baiana ExoEsqueleto volta com Ifé, faixa inspirada na paternidade que mistura ijexá, afrobeat e rock e marca o primeiro clipe da banda.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Vitor Charotta / Divulgação
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A banda baiana ExoEsqueleto voltou a lançar material novo com Ifé, primeiro single do grupo desde 2018. A faixa também ganhou o primeiro videoclipe da carreira do quarteto, formado em Salvador por André Dias (guitarra e voz), Cadinho Almeida (baixo), Heverton Diodé (percussão) e Renato Almeida (bateria).
Composta em 2015 (tem até um vídeo gravado há nove anos, da banda tocando a faixa, no YouTube), Ifé foi inspirada na notícia de que Renato teria um filho. O nome Ifé vem do iorubá e significa amor. “A letra é como eu imagino ser a construção de um amor por um filho: começa com a preocupação com as mudanças que virão a seguir e termina com o amor consumado, a criança nascida, a vida acontecendo”, explica André Dias.
A música mistura ijexá, afrobeat e rock, combinação que já aparece na trajetória da banda. O registro foi produzido, mixado e masterizado por André T., que também participa da gravação nos teclados. Conhecido pelo trabalho com nomes como Pitty, Cascadura e Vivendo do Ócio, o produtor ajudou a organizar a mistura de ritmos e peso da faixa.
Formada em 2012, a ExoEsqueleto reúne integrantes que passaram por bandas como Headfones e Sine Qua Non. O grupo trabalha com referências de stoner rock, blues, ritmos afro-brasileiros e música negra, além de elementos experimentais. E Ifé marca a retomada da banda após um período de hiato.
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Com “Quebra-quebranto”, Amanda Pacífico transforma sua memória de Belém em música

RESUMO: Em Quebra-quebranto, a paraense Amanda Pacífico mistura beats, sintetizadores, guitarra paraense e percussões brasileiras para transformar memórias familiares e saberes amazônicos em canção.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Caíque de Deus / Divulgação
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“Minha infância em Belém ainda está presente em tudo que eu faço”, poderia ser a frase que resume Quebra-quebranto, primeiro single da cantora e compositora paraense Amanda Pacífico. A música transforma lembranças familiares, fé, festas e saberes amazônicos em uma canção sobre memória e identidade.
Amanda recupera os encontros de domingo, as feiras, os temperos, as ervas e os conhecimentos transmitidos pelas mulheres da família. “A canção é um resgate da minha infância, é como se a gente tivesse sendo transportado aos tradicionais encontros de domingo das famílias do norte do Brasil dos anos 1990, mas que são mantidos até hoje”, explica.
Produzida por Érica Silva e Rodrigo Lemos, a faixa combina beats, sintetizadores e graves inspirados no 808 com guitarra paraense, sopros e percussões brasileiras. Um dos detalhes mais particulares aparece no fim da música: um áudio da tia de Amanda ensinando a receita de maniçoba. A gravação funciona como parte da composição e reforça a ideia de que, aqui, memória também passa pela cozinha e pelos saberes familiares.
“Para firmar um conceito sonoro, iniciamos a canção com ambiente de feira para, a seguir, atacarmos com camadas de música urbana contemporânea, entrelaçadas aos fraseados sob influência da guitarra paraense”, explica Rodrigo Lemos.
O videoclipe, dirigido por Talita Menezes, foi filmado na Pedreira, bairro onde Amanda nasceu e vive. A Feira da Pedreira, o Bar Recanto Pedreirense e uma casa que representa a residência da avó da cantora aparecem no vídeo, que mistura cenas cotidianas com elementos de memória e imaginação. “Quebra-quebranto foi o encontro de vontades parecidas, a Amanda na música e a minha na direção: o desejo de criar arte que celebre a identidade amazônida”, diz Talita.
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