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Crítica

Ouvimos: Thársila – “Rasante” (EP)

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Samba, blues e ciranda em clima de live session: Thársila mistura cotidiano, melancolia e força num EP que passeia por ritmos com leveza e personalidade.

RESENHA: Samba, blues e ciranda em clima de live session: Thársila mistura cotidiano, melancolia e força num EP que passeia por ritmos com leveza e personalidade.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Independente
Lançamento: 27 de outubro de 2025

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No EP Rasante, a carioca Thársila faz som como num show – na verdade foi num show, já que o disco foi gravado em formato de live session – e apresenta um repertório autoral, quase todo formado de felicidades, nuvens cinzentas e rios de paciência do dia a dia. Beira mar, a faixa de abertura, une tudo isso num samba tocado na guitarra, que tem algo de Mania de você, da Rita Lee, na letra. A performática Café une samba e ciranda, focando na letra agridoce que fala em “amanhã há de vir”, mesmo com as incertezas.

Respeito é um blues que tem algo de Gal Costa, como se fosse uma canção feita para ela gravar – e a mesma vibe blues, unida a sons nordestinos, surgem em Pássaro, música na qual Thársila faz os melhores vocais do disco. E mais sambas com guitarra-baixo-bateria aparecem nos dramas diários e pessoais de Posso falar? (cuja letra fala de dores musculares, falta de sono, dificuldade para levantar da cama e em “melatonina com doses de chacina”) e Tô fora de mim, música que encerra o disco trazendo elementos de ska para o disco.

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Ouvimos: Pabllo Vittar – “Prazer, Mamãe Noel” (EP)

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No EP Prazer, Mamãe Noel, Pabllo Vittar cria um Natal divertido: tecnobrega, xote, dance e forró, com leve militância, amor livre e até ecos de emo e Queen

RESENHA: No EP Prazer, Mamãe Noel, Pabllo Vittar cria um Natal divertido: tecnobrega, xote, dance e forró, com militância, amor livre e até ecos de emo e Queen — tudo em clima festivo.

Texto: Ricardo Schott

Nota:7,5
Gravadora: MTDRS
Lançamento: 20 de novembro de 2025

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Tem até militância LGBTQIAP+ em Prazer, Mamãe Noel, EP de Natal de Pabllo Vittar – mas o forte aqui é a criação de um disco divertido ligado a uma data que já recebeu um monte de discos-tributo cafonas. Tanto que o disco abre com Exatamente igual, tecnobrega-forró eletrônico zoeiro escrito como uma carta para Papai Noel (“só não me comportei em fevereiro”, avisa ela), e em seguida, vem um xote de Natal, A ceia (único feat do miniálbum, com participação de Dupê).

  • Ouvimos: Capital Inicial – Movimento (EP)

A faixa-título é o lado dance music do trabalho – na real é uma versão do tema tradicional Jingle bells. Infinito abre como synthpop e cai dentro do forró, e é a única música que fala sobre amor e liberdade no disco (“tem espaço para nós dois / o medo de ontem já não sinto mais”). A curiosidade aqui é Não se esqueça de nós, canção pop que tem muito de emo, e do lado “rock sinfônico” do Queen.

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Crítica

Ouvimos: Lupino – “Esquinas”

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Lupino mistura math rock com pop-rock 90s e ecos de emo, samba e pós-punk em Esquinas, criando um disco versátil, pesado e surpreendentemente melódico.

RESENHA: Lupino mistura math rock com pop-rock 90s e ecos de emo, samba e pós-punk em Esquinas, criando um disco versátil, pesado e surpreendentemente melódico.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 7,5
Gravadora: Independente
Lançamento: 3 de novembro de 2025

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Vindo de Florianópolis (SC), o Lupino faz uma interessante e incomum fusão de math rock com a vibe do pop-rock nacional dos anos 1990. Esquinas, primeiro álbum do grupo, tem ritmos quebradiços, climas musicais aprochegados do emo (como no romantismo de Melhor de ti, a faixa de abertura), mas volta e meia surgem até batidas de samba e ritmos funkeados em algumas faixas.

  • Ouvimos: Flerte Flamingo – Dói ter

Mar calmo, por exemplo, tudo considerado, é math rock – mas tem peso, vibe lembrando Skank e entra até algo herdado de Jagged little pill (1995), de Alanis Morissette. Músicas como Noites de domingo, Chuva de verão e Abismo de começos unem a musicalidade do grupo com algum balanço nacional. Já Promessa de retorno varia entre riff circular de guitarra e melodia própria do emocore, e Cotidiano tem algo do pós-punk e da new wave nacionais dos anos 1980 na melodia e no arranjo.

A música, digamos, mais radiofônica de Esquinas é Submerso – chega a lembrar Adriana Calcanhotto, mas com sonoridade filtrada pelo pós-punk. Universos sonoros próximos do pós-hardcore surgem na melódica Inversão. E Muros ganha uma ambiência fria dada pelos teclados, além de um segmento eletrônico, com beats programados, que evoca o Turnstile.

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Ouvimos: Clara Ribeiro e Chediak – “Desabafos” (EP)

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Clara Ribeiro mergulha em beats eletrônicos e clima noturno em Desabafos, EP experimental feito com Chediak, entre r&b, folk texturizado e drum’n bass.

RESENHA: Clara Ribeiro mergulha em beats eletrônicos e clima noturno em Desabafos, EP experimental feito com Chediak, entre r&b, folk texturizado e drum’n bass.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Speedtest / Deck
Lançamento: 14 de novembro de 2025

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Clara Ribeiro estreou em janeiro com o EP Amor para além do Atlântico Sul, lançamento do selo Banidos, de Duque de Caxias, Baixada Fluminense (RJ). Um disco entre o pop com cara marítima (e em tom levemente baiano), e o neo-soul, que pintava como uma tag forte em vários momentos. O novo EP, Desabafos, surge por mais um selo indie, Speedtest – só que dessa vez unido com a gravadora Deck.

  • Ouvimos: Clara Ribeiro – Amor para além do Atlântico Sul

Dessa vez, Clara une seu som à “música elétrica” do compositor alternativo carioca Chediak, um cara cujo som passeia por vários elementos do som eletrônico. Chediak moldou composições, beats e arranjos ao lado dela, além de ter produzido as quatro faixas do disco – todas seguindo um clima mais experimental do que em Amor para além do Atlântico Sul. Na abertura, Escudo, um reggae que fala sobre mágoas que não se afogam (“o medo de pegar essa raiva no ar”) varia do dub ao drum’n bass e ganha a voz de Kbrum no rap.

Essa variação até o drum’n bass se torna a cara de Desabafos – mesmo o que parece mais tranquilo e acústico vai sendo enfeitado com beats intermitentes, como rola no folk texturizado de Minha estrela e no r&b gélido de Segredos. Lágrimas abre como balada r&b e faz lembrar a trip neo-soul do primeiro EP, mas com espaço para experimentar coisas novas, e um clima bem mais noturno.

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