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Steph Strings estreia no Brasil e testa sua conexão ao vivo por aqui

A australiana Steph Strings, nome que vem crescendo rápido no circuito folk e roots, faz sua estreia no Brasil no fim de maio com dois shows. As apresentações acontecem dia 28, na Audio, em São Paulo, e dia 29, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, dentro da programação do Queremos!. Os ingressos já estão à venda pela Ticketmaster (SP e RJ).
Aos 25 anos, Steph chega por aqui embalando o lançamento de Feel alive, seu primeiro álbum, lançado em janeiro de 2026. O disco ajuda a explicar por que ela vem chamando atenção fora da Austrália: a artista combina técnica de violão em fingerstyle com batidas percussivas no instrumento e um jeito bem direto de contar histórias nas letras. Funciona como um equilíbrio entre algo íntimo e expansivo ao mesmo tempo, sem precisar de muita firula.
Antes mesmo do álbum, Steph já vinha construindo público nas redes (beirando um milhão de seguidores) e, principalmente, ao vivo. É nesse formato mais cru – de voz e guitarra – que ela consolidou a reputação, com shows que variam entre festivais e casas menores, sempre com uma entrega bastante focada. Essa circulação ajudou a criar uma base consistente no Reino Unido e na Europa. Nessa, Feel alive acaba sendo um retrato fiel dessa fase: um disco centrado em emoção, presença e conexão direta com quem ouve.
A vinda de Steph Strings também reforça a linha de curadoria do Queremos!, que há mais de 15 anos aposta em artistas internacionais em momentos de virada ou ascensão. É meio o caso aqui: ela chega sem ainda ser um nome massivo, mas já com sinais claros de que pode crescer – e bastante – a partir de agora.
FESTIVAL
E falando no Queremos!, vem aí a sétima edição do Queremos! Festival, que acontece no Rio de Janeiro nos dias 4, 5, 10 e 11 de abril, distribuída por três palcos, Teatro Carlos Gomes, Circo Voador e Vivo Rio. A programação mistura estreias, shows inéditos e artistas do Brasil e de fora, espalhados pelos dois fins de semana.
A abertura rola nos dias 4 e 5, no Teatro Carlos Gomes. No sábado, Zeca Veloso apresenta pela primeira vez ao vivo o repertório de Boas novas, seu disco de estreia, agora com banda. Quem abre pra ele é a violonista Gabriele Leite, que sobe ao palco com músicas de seu álbum Gunûncho. No domingo, Fitti faz o show Fitti canta Ney, revisitando o repertório de Ney Matogrosso, enquanto Pedro Mizutani abre a noite com material recente.
O segundo fim de semana começa no dia 10, no Circo Voador. A inglesa Greentea Peng faz seu primeiro show no Brasil com músicas do álbum Tell dem it’s sunny, e o ganense Ata Kak apresenta faixas de diferentes momentos da carreira.
O encerramento acontece no dia 11, no Vivo Rio, com dois palcos. Entre os nomes confirmados estão Soul II Soul, Fernanda Abreu com o show Da lata 30 anos, Gaby Amarantos apresentando Rock doido e Céu revisitando seu primeiro disco, epônimo, de 2005. Também participam Melly, Jonathan Ferr com o projeto Urban jazz, o baile!, e a canadense Jayda G.
Foto: Ian Laidlaw / Divulgação
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Lucia Vulcano lança “Animal”, punk rock sobre “retornar ao primitivo”

RESUMO: Lucia Vulcano antecipa o álbum Chucra e sensível com Animal, faixa que mistura grunge, punk, riffs pesados e ironia para falar da vontade de escapar do trabalho, da exploração e das regras sociais.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Francielle Cota / Divulgação
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Não é por nada, não, mas se você amou a estreia da mineira Lucia Vulcano, Vim, vi e me fudi (2024), parece que vem um disco tão sarcástico e raivoso por aí. Em breve vem o álbum Chucra e sensível, já adiantado pelo single Animal, punk berrado em que Lucia fala “sobre a vontade de largar a civilidade e retornar ao primitivo, onde as coisas são mais fáceis e divertidas – e não existe trabalho, exploração e etc”.
A letra retoma um pouco do discurso de faixas do álbum anterior, como C.A.N.S.A.D.A e Ninguém manda em mim – ou seja: total aporrinhação com as regras do sistema e do capitalismo, além dos padrões cagados do mundo. Musicalmente, Lucia tem como referências Soundgarden, Black Sabbath, Alice in Chains, Hole e L7, misturadas a nomes contemporâneos como Trash No Star, Gritando HC, The Mönic, Roberta de Razão, MC Taya e Eskrota.
E a ideia é sempre juntar peso e ironia, na mesma proporção. “Acho que meu trabalho tem muita honestidade, crueza e sensibilidade também”, conta ela, que segue uma espécie de uniformidade “sensível” nas capas dos discos: Vim, vi e me fudi traz a foto de dois gatos, o single de Ninguém manda em mim tem Lucia à frente de um carrossel – e no de Animal, ela “contracena” com um ursão de pelúcia.
“Na parte musical, tem muita coisa interessante pois gosto muito de tempos quebrados, tem muitos compassos ímpares e mudanças de compasso durante as música. Gosto de pensar que é uma mistura de grunge e punk pois, às vezes, musicalmente, é muito grunge, mas com letras voltadas para o punk – e ainda tem músicas que tem a simplicidade do punk, com poucos acordes”, diz.
Animal, continua ela, “é uma continuação do meu estilo de ter riffs bem definidos e partes melódicas para contrastar, com bastante guitarra, barulhos, baixo melódico e uma bateria com quase um riff também”.
Olha Animal aí.
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Elephant Run procura desejos escondidos no single “Laser fields”

RESUMO: A banda sueco-brasileira Elephant Run apresenta Laser fields, primeiro single de Infrared, álbum que explora emoções, memórias e desejos escondidos além do que conseguimos perceber imediatamente.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Erib / Divulgação
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A banda sueco-brasileira Elephant Run apresenta Laser fields, primeiro single de seu próximo álbum, Infrared. A faixa abre o caminho para um disco que, segundo a vocalista e pianista Amanda Wahlström Plantin, parte da ideia de investigar tudo aquilo que existe além do que conseguimos perceber imediatamente: emoções, memórias, forças, motivações e o próprio tempo.
Musicalmente, Laser fields aposta em um groove que lembra bastante bandas como New Order e The Cure, com baixo conduzindo a canção, e uma guitarra mais dançante. A música foi gravada no Mato Records, estúdio mantido pelo baixista Renato Cortez, e reúne Amanda, Fernando Coelho (guitarra e synths), Ladislau Kardos (bateria) e o próprio Cortez.
A letra trata da busca por aquilo que está fora do “espectro visível”, tanto no sentido literal quanto como metáfora para desejos e inquietações pessoais. “A música fala sobre o que acontece quando deixamos de nos satisfazer com aquilo que já conseguimos ver e passamos a buscar o que está além do espectro visível”, explica Amanda. Para ela, essa procura pode levar tanto à descoberta quanto à obsessão.
A cantora também prefere não fechar a música em uma única interpretação. “Eu gosto quando as canções ganham vida própria. Se alguém ouvir Laser fields e enxergar algo completamente diferente do que eu, isso significa que a música cumpriu o seu papel”, afirma.
O single chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Carlos Zalasik, diretor de fotografia de filmes e séries. A ideia foi registrar a banda tocando ao vivo em um cenário dominado por um canhão de laser. A fotografia trabalha com enquadramentos próximos, cores e uma edição dinâmica, acompanhando o ritmo da música.
A capa também foi pensada a partir do conceito da faixa. Criada por Fernando Coelho, a colagem combina referências do universo da Elephant Run, como as montanhas de Minas Gerais, equipamentos analógicos e uma coruja que estabelece uma ligação visual com Leftover land, álbum lançado pela banda em 2024. E abaixo você ouve/vê Laser fields e confere a capa do single.
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Leo Santi transforma detalhes do cotidiano em música brasileira em “Cores no jardim”

RESUMO: O músico e produtor de Taubaté (SP) Leo Santi apresenta Cores no jardim, primeiro single de Mormaço da gente, álbum de estreia que cruza ritmos brasileiros e lembranças das paisagens do Vale do Paraíba e São Paulo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Matheus Bonafé / Divulgação
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Cores no jardim é a primeira amostra de Mormaço da gente, álbum de estreia do músico e produtor Leo Santi, de Taubaté (SP), que será lançado em parceria com o selo Ajabu! Records. A faixa abre o caminho para o disco, previsto para novembro de 2026.
A música parte de uma ideia simples: prestar atenção no que está por perto. Em vez de procurar inspiração em algum lugar distante, Cores no jardim encontra nos detalhes do cotidiano uma maneira de transformar um dia comum em matéria para uma canção. Como resume Santi: “As cores no jardim são os detalhes do dia a dia que, quando você para pra pensar, transformam dias comuns em algo que vale a pena cantar”.
Musicalmente, a faixa combina violão e vozes em camadas com um groove leve, dentro da sonoridade que atravessa Mormaço da gente. O álbum trabalha com ritmos e referências da música brasileira a partir de uma abordagem contemporânea, aproximando paisagens distintas — das praias de Ubatuba ao ambiente urbano de São Paulo.
Cores no jardim é o primeiro de dois singles que antecipam o disco. Em outubro, Leo Santi lança Samba da pedra; em novembro, chega Mormaço da gente completo.
O álbum foi construído com músicos que já são parceiros de Santi em outros projetos. A mixagem e a masterização ficaram a cargo de Vitor Hirtsch. As gravações aconteceram nos estúdios Movido, Kina, Havok Lab, André Cortada e Bangue Estúdio.
Para Santi, Cores no jardim funciona como uma espécie de porta de entrada para o álbum: uma canção sobre perceber as coisas pequenas antes que elas passem despercebidas. A partir daí, Mormaço da gente amplia essa investigação pela música brasileira e pelas paisagens que fazem parte do universo do artista.
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