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Cosmopaark e Tapeworms juntam shoegaze e eletrônica no single “Shooting star”

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Cosmopaark (acima, Foto: Cora Wang-Chang / Divulgação) e Tapeworms (Foto: Divulgação)

RESUMO: Cosmopaark e Tapeworms unem shoegaze, dream pop e eletrônica em Shooting star, single que aproxima guitarras enevoadas, sintetizadores e melodias etéreas. A faixa nasceu de uma colaboração espontânea entre os dois grupos franceses.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Cora Wang-Chang / Divulgação (Cosmopaark) e Divulgação (Tapeworms)

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O shoegaze francês ganha um encontro de estilos em Shooting star, novo single do Cosmopaark gravado em parceria com o trio Tapeworms. A faixa une guitarras densas, sintetizadores e texturas eletrônicas, aproximando o universo noventista do shoegaze de uma produção mais voltada ao dream pop e ao indie eletrônico.

Originalmente pensada para um futuro álbum do Cosmopaark, Shooting star acabou ganhando vida própria. “A música era para um disco, mas decidimos lançá-la separadamente, de forma bastante espontânea”, conta a banda. O grupo lembra que conhece o Tapeworms desde 2018 e que os dois projetos já dividiram colaboradores e a gravadora Howlin’ Banana Records. “A faixa nos deu a oportunidade de experimentar novas texturas e elementos eletrônicos, abrindo caminho para músicas que vão além das referências do shoegaze dos anos 1990. A colaboração com o Tapeworms pareceu uma escolha natural”.

O Tapeworms começou a desenvolver sua parte da música durante uma passagem por Tóquio, logo após o lançamento do álbum Grand Voyage. “O Cosmopaark traz uma energia de banda que nós deixamos um pouco de lado no nosso último disco. De certa forma, foi uma maneira de nos reconectarmos com nossas raízes”, explica o trio.

Embora compartilhem influências como shoegaze e dream pop, os dois grupos seguiram caminhos diferentes nos últimos anos. Enquanto o Cosmopaark se aproximou do indie rock e do emo contemporâneo, o Tapeworms investiu em elementos eletrônicos, pop e produção de estúdio. “Essa música acabou se tornando um ponto de encontro entre essas duas abordagens”, resumem.

O resultado é uma faixa que passa por guitarras enevoadas, camadas eletrônicas e melodias etéreas, mostrando que o shoegaze continua encontrando novas formas de dialogar com a música eletrônica sem perder sua identidade.

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Hajem Kunk, “primo” do Papangu, mistura hard rock, jazz e psicodelia em “Leite de pedra”

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Hajem Kunk (Foto: Divulgação)

RESUMO: A paraibana Hajem Kunk mistura hard rock, metal, jazz, blues e psicodelia em Leite de pedra, último single antes do álbum de estreia. Gravado ao vivo, o som do quarteto combina peso, jazz fusion, mudanças de andamento e improvisação.

Texto: Ricardo Schott – Foto:

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Hard rock, metal, jazz, blues, psicodelia e uma boa dose de improviso. A Hajem Kunk mistura tudo isso sem muita preocupação em caber num rótulo. O quarteto paraibano chama o próprio som de “rock troncho”, expressão popularizada pela Papangu — banda com a qual divide dois integrantes, e que acaba de lançar um álbum. E o Hajem também está com lançamento novo: é Leite de pedra, último single antes da chegada de seu álbum de estreia.

A faixa resume bem a proposta do grupo. Guitarras pesadas convivem com passagens de jazz fusion, mudanças de andamento e momentos em que a improvisação assume o controle. É um instrumental que vai mudando de forma ao longo do percurso, sem perder o peso.

Antes dela, a banda já havia apresentado os singles Pipe e Mar morto, cada um destacando uma faceta diferente do disco. Todo o álbum foi gravado ao vivo no estúdio Mutuca, em João Pessoa, mantendo a interação entre os músicos como parte central da sonoridade.

A Hajem Kunk reúne Pedro Francisco e George Alexandria, também integrantes da Papangu, ao lado de Rafael Jordão e Lucas Farias. O grupo nasce da movimentada cena instrumental paraibana, mas vai além do prog ou do stoner: prefere embaralhar referências de hard rock, metal, blues, jazz e psicodelia para criar um som que muda de direção o tempo todo. O álbum de estreia chega ainda em 2026.

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Camisole chega ao grunge-pop com “Caught in the middle”

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Camisole (Foto: Divulgação)

RESUMO: Formado na Carolina do Norte, o Camisole mistura pop-punk, garage punk e bubblegrunge, equilibrando refrões grudentos, guitarras pesadas e letras sobre inseguranças e desilusões. No single Caught in the middle, o quarteto passeia pelo grunge dos anos 1990, entre Smashing Pumpkins e Nirvana.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A banda Camisole, da Carolina do Norte, é formada por Briella Violet (vocais), Justin S. Thompson (guitarra), Ryan Fretter (baixo e masterização) e Amar Donepudi (bateria). O quarteto faz um som que mistura pop-punk e garage punk, com espaço até para a classificação “bubblegrunge”, termo que alguns críticos vêm usando para definir essa nova leva de bandas que unem melodias pop e guitarras pesadas.

Com alguns EPs e singles na bagagem, o Camisole tem tudo para ser um daqueles grupos que começam no circuito independente e, de repente, todo mundo descobre. As músicas equilibram refrões grudentos, guitarras encorpadas e letras sobre sentimentos, inseguranças e desilusões. O novo single, Caught in the middle, traz ecos do grunge noventista e lembra bandas como o Smashing Pumpkins e o Nirvana.

Quem procurar pela faixa talvez encontre antes a música homônima do Paramore, lançada no álbum After laughter (2017). Mas a semelhança termina no título: enquanto o Paramore apostava em um pop com influência de new wave e ska, a versão do Camisole segue por um caminho bem mais sombrio e pesado. No Instagram, um fã comentou que a música parecia ter inspiração no Paramore. A resposta da banda foi bem-humorada: “Muuuitas referências nessa única música”.

E já vem mais coisa por aí. O Camisole anunciou para o dia 30 o lançamento do single Nerve. Um teaser publicado nas redes sociais indica que a banda deve manter a mesma combinação de intensidade e delicadeza apresentada em Caught in the middle. Vale ficar de olho.

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Abel Capella mistura Sepultura, trap e congado em novo single

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Abel Capella (Foto: Glauber Matos / Divulgação)

RESUMO: Até quando?, novo single de Abel Capella, mistura metal à la Sepultura, congado do Triângulo Mineiro e beats eletrônicos. Produzida por Rodrigo Nepomuceno, a faixa antecipa o álbum Fora do tempo e aposta no choque entre peso, brasilidade e eletrônica.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Glauber Matos / Divulgação

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“Um metal à la Sepultura misturado com congado do Triângulo Mineiro e, em alguns momentos, um beat eletrônico tipo trap”. Essa variedade toda faz parte de Até quando?, novo single do cantor e compositor Abel Capella. É o segundo recorte de seu álbum Fora do tempo, previsto para breve (o primeiro single foi 1996, e ambos ganharam produção de produção de Rodrigo Nepomuceno).

Para ele, a faixa nova aprofunda o universo do disco, botando rock pesado, eletronices e brasilidades para dialogar. “É uma parada meio de tropicalismo brasileiro: pega elementos da música mundial, traz para o nosso universo e transforma”, diz Abel, que espera provocar algum atrito com as letras do álbum que está vindo.

“Neste segundo single, começamos a revelar, de maneira mais confrontadora, aquilo que realmente está por trás do universo de Fora do tempo. É a percepção de que existe algo profundamente errado no mundo e a pergunta inevitável de quanto tempo as pessoas continuarão aceitando isso”, conta ele.

Até quando? tá aí.

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