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Cultura Pop

Scratch Acid: barulho pioneiro dos anos 1980

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Scratch Acid: barulho pioneiro dos anos 1980

Quando o Scratch Acid surgiu, muita gente comparou o som barulhento e eletrônico desses texanos com o do Birthday Party, banda que tinha Nick Cave como vocalista. E de fato, o vocalista David Yow (que depois foi para o também megabarulhento Jesus Lizard) reconhece que “era mais parecido com Cave do que eu provavelmente gostaria de ser”.

O grupo foi influenciado por uma mescla de punk, psicodelia, sadomasoquismo e maluquices de estúdio. E, surgidos em 1982, levaram o rock para patamares inauditos na época.

Yow começara no baixo. Antes do Scratch Acid tocara numa banda punk no Texas que ele define como “Sex Pistols com um pouco de Ramones”. Por sinal, outros integrantes do Scratch Acid tinham também credenciais de assustar: o batera Rey Washam chegou a tocar no Lard e no Ministry. O grupo gravou pouco: raros EPs, singles e um LP, por selos especializados em ruído, como Rabid Cat e Touch And Go. Terminaram em 1987 e dois anos depois surgiria o Jesus Lizard, que chegou a ser resgatado pelo mainstream. Gravou os primeiros discos pela Touch And Go e depois foi para a Capitol/EMI.

Scratch Acid: barulho pioneiro dos anos 1980

Olha o primeiro EP do Scratch Acid aí. Saiu em 1984 pelo selo Rabid Cat. Stacey Cloud, que comandava a gravadora, se orgulhava de possuir um selo cheio dos contatinhos no mundo indie. “Conhecemos muita gente na imprensa e nas rádios, e temos muito airplay”, dizia.

O fator definitivo para a banda cruzar essa fronteira foi um split single gravado com o Nirvana em 1993 – com o Jesus tocando Puss e o trio de Kurt Cobain mandando Oh, the guilt. Na época, o Nirvana fazia muitas bandas alternativas virarem ouro. E Kurt Cobain era um grande fã do primeiro EP do Scratch Acid. Aliás, o Scratch retornaria para alguns shows em 2006 e 2011, e nessa época, faria uma turnê que chegou a Londres.

Em 1991, o podrésimo selo Touch And Go lançou uma coletânea do Scratch Acid, The greatest gift. Aliás coletânea é pouco: o disco tem tudo o que a banda gravou.


Em 2011, o Village Voice foi bater um papo com Yow e ouviu dele que não sabe qual foi a banda na qual ele gostou mais de tocar, de o Scratch ou o Jesus Lizard. Também revelou ter outras influências além de Nick Cave: Johnny Rotten (Sex Pistols), Lee Ving (Fear) e Lux Interior (Cramps).

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No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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