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Cultura Pop

Aquela vez em que o Roxy Music gravou The Byrds

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Aquela vez em que o Roxy Music gravou The Byrds

Lançar covers não era uma tarefa comum para o Roxy Music. Até 1980, a banda só tinha gravado músicas autorais, sendo que a maioria delas tinha sido feita pelo vocalista Bryan Ferry. O cantor do grupo é que tinha gravado vários discos solo repletos de covers, justamente para diferenciar seu repertório do de sua banda. Só foi gravar seu primeiro disco totalmente autoral, In your mind, durante um hiato do Roxy.

Em 1980, o Roxy Music voltou mudado: só Ferry (voz), Andy Mackay (sax) e Phil Manzanera (guitarra) tinham sobrado no grupo, acompanhados por vários músicos de estúdio. Flesh + blood, o primeiro disco dessa última fase, saiu em 23 de maio daquele ano. Seguindo a velha tradição de modelos na capa, dessa vez o álbum – cuja arte foi feita por Peter Saville, da Factory –  tinha três mulheres, duas na capa, uma na contracapa. E tinha uma novidade: entre canções do vocalista (algumas em parceria com Manzanera) trazia duas covers. Logo na abertura, tinha In the midnight hour, de Wilson Pickett e Steve Cropper. E no lado B, nada menos que Eight miles high, dos Byrds, uma das canções mais influentes da história do rock.

Eight miles high tinha passado para a história como uma canção sobre drogas – o “oito milhas acima” do chão foi logo encarado assim, numa época em que a palavra “high” já servia para cortar músicas das rádios e artistas da TV. Provavelmente para evitar censura, a banda sempre disse que a letra era sobre uma viagem de avião. A gravação do Roxy Music tem um ar new wave-alegrinho-chique que possivelmente deve ter assustado muito os fãs dos Byrds. Olha eles aí no programa de TV alemão Musikladen divulgando a faixa.

A Billboard do dia 5 de julho de 1980 viu problema na regravação da faixa – aliás nas duas covers do álbum. Um texto assinado por Roman Kozak lembra que era Ferry quem fazia covers. “Isso pode ser um indicativo do quanto Ferry tomou o controle do Roxy. Muitas vezes era a tensão entre ele e os outros integrantes que fazia com que os outros discos fossem tão brilhantes”, dizia Roman, embora Ferry já liderasse a banda e fizesse quase todo o repertório de qualquer jeito.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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