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Cultura Pop

Relembrando: Primal Scream, “Sonic flower groove” (1987)

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Relembrando: Primal Scream, "Sonic flower groove" (1987)

Durante vários anos, Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, e ex-baterista do The Jesus and Mary Chain, duvidou da capacidade de seu próprio primeiro álbum, Sonic flower groove (5 de outubro de 1987). A banda escocesa, que batalhou por vários anos em inúmeras áreas da neo psicodelia – e começou a se encontrar no dançante terceiro álbum, Screamadelica, de 1991 – não era aquele tipo de grupo que, na estreia, já tinha certeza do que estava fazendo. Vale citar que a insegurança era tanta que o Primal encerrou atividades logo após o primeiro disco, para reorganizar todo o projeto.

Em Sonic flower groove, o Primal Scream era uma cuidadosa e inovadora banda de jangle pop – aquela revisão college do som de bandas como The Byrds, que virou um pequeno foco de mania durante os anos 1980. No caso do Primal, isso acontecia com direito a guitarra Rickenbacker de 12 cordas, vocais bastante melódicos, e design sonoro psicodélico, mas bastante moderno. Tão moderno que chegou a irritar a banda.

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Gillespie, analisando o disco anos depois (quando estava fazendo sua biografia Garoto do cortiço), confessou que não gostava “daquele som de bateria dos anos 1980” do disco. Também adoraria acrescentar harmonias nas músicas, já que acha que a inexperiência do grupo atrapalhou tudo. Nem tanto: músicas como as sessentistas Gentle tuesday (primeiro e único single do álbum) e as beatlemaníacas May the sun shine bright for you e Leaves,  Treasure trip (essa, numa onda meio The Who, meio Kinks), além da contemplativa Love you, são bastante harmônicas. E soam no máximo como uma versão um pouco mais ingênua do grupo que lançou Screamadelica (o que vá lá, deve tirar o sono de Bobby até hoje).

Uma boa parte do álbum – e pode ser que isso tenha deixado Bobby frustrado naquela época – cai dentro da marola power pop que já surgia em discos de bandas como Replacements e o próprio R.E.M. Tinha isso na bela Sonic sister love, em Silent spring, em Aftermath, e até na balada sixties We go down slowly rising. Já a bela Imperial é uma das músicas do álbum mais identificadas com a junção de pós-punk e neo-psicodelia.

Sonic flower groove foi um dos dois únicos álbuns lançados pela Elevation, uma joint-venture entre a indie Creation e a grandalhona WEA, que não deu certo porque a multinacional esperava que o selo descobrisse futuros hits. Após o álbum, Gillespie (voz e guitarra) encerrou a formação que incluía Jim Navajo (guitarra de 12 cordas), Robert Young (baixo) e Andrew Innes (guitarra base, até hoje presente na banda ao lado de Bobby), além de alguns bateristas convidados. Voltou em 1989 com outra formação, com uma cara mais garageira, e gravou Primal Scream, pela Creation, que virou a casa da banda. Também não fez sucesso, mas Screamadelica viria em 1991, o jogo virou e o resto é história.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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