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Cultura Pop

Relembrando: New York Dolls, “New York Dolls” (1973)

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Um crítico mais mal-humorado comparou o som do New York Dolls em seu primeiro disco – que completou 50 anos no dia 27 de julho – com o som de cortadores de grama. Ainda que muita gente apostasse nessa banda de glam rock, que lá pela segunda metade de 1972 levava uma galera bem grande para assistir aos shows deles no Max’s Kansas City, o mundo não estava nem um pouco preparado para eles. Onde David Johansen (voz), Arthur Kane (baixo), Jerry Nolan (bateria), Sylvain Sylvain (guitarra) e Johnny Thunders (guitarra solo) entregavam energia rocker, muita gente enxergava desleixo, descompromisso, excesso de drogas (era verdade) e perigo demais para aqueles primeiros anos 1970.

Não havia punk (em tese) em 1972/1973 – e os NYD só descobririam que eram pré-punk bem depois que New York Dolls, o disco, já estava sumido das lojas fazia tempo. O grupo, uma espécie de projeto paralelo de todos os integrantes, tinha decidido fazer rock vira-lata usando roupas de mulher no palco, apenas com objetivos não lá muito nobres: zoar todas e conseguir chamar a atenção de tietes curiosas. Conseguiram atrair a coelhinha Bebe Buell, que levou seu namorado Todd Rundgren para assistir ao show. “Mas não parecia que ele tinha ido lá porque queria produzir a banda. Ele foi como todos os outros caras que eram levados pelas namoradas”, contou Sylvain.

Todd, então estouradíssimo com hits como I saw the light, estava realmente procurando algo estrepitoso para produzir. Não se impressionou especialmente com a técnica musical dos Dolls, mas viu lá atitude, carisma e (enfim) senso de comédia. Acabou realmente produzindo o grupo, que foi contratado pela Mercury. New York Dolls, o disco, era um passo (dos mais estranhos) entre os Rolling Stones e o que seria o The Damned. O que seria o punk de 1977 surgia em Trash, e um tom glam rocker stoniano governava canções como Personality crisis, Subway train, Bad girl, Pills e Looking for a kiss.

Tinha também o lado folk-glam meio herdado do T Rex, meio dos anos 1950, da solitária Lonely planet boy, cuja beleza passava batida em meio ao clima ruidoso do disco. Tinha Frankenstein, maior hit da banda nos palcos, mas que deixou o quinteto invocado – o supermúsico Edgar Winter lançou uma canção com o mesmo nome e o grupo, mesmo bem distante do jazz-blues-rock de Winter, achou que era uma espécie de plágio. Bem antes dos Ramones unirem terror, autoaceitação e amor, lá vinha Johansen cantando “é um crime, é um crime/você se apaixonar por Frankenstein?”. Jet boy, fechando o disco, era Clash alguns anos antes do Clash – e como os vocais de Joe Strummer foram roubados dos de Johansen. E isso, apesar do interlúdio rock pauleira, lembrando Alice Cooper, que surge lá por 1:30 na canção.

Os New York Dolls se consideravam tão fora de tempo e espaço que batizaram seu segundo disco como Too much, too soon (1974), e convidaram George “Shadow” Morton, lançador das Shangri-Las, para produzir o álbum. O grupo virou uma atração noturna e decadente, gravou demos que não chegaram a lugar algum, entrou numa bizarríssima fase comunista (!) sob o comando de ninguém menos que Malcolm McLaren e sumiu de novo. Hoje, da formação que gravou New York Dolls, só Johansen, aos 73 anos e parecendo um irmão perdido de Mick Jagger e Wander Wildner, vive para contar a história.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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