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Cultura Pop

Relembramos: The Pretenders, “Learning to crawl” (1984)

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Relembramos: The Pretenders, "Learning to crawl" (1984)

A experiência de ouvir os Pretenders nos dois primeiros (e epônimos) álbuns, de 1980 e 1981, é inesquecível. Foi uma formação cheia de som e atitude que durou só dois discos – além de um EP de transição em 1981 – com direito ao baixo preenchedor de ambientes de Pete Farndon e ao diálogo entre as guitarras de Chrissie Hynde e James Honeyman-Scott.

Nesses dois discos, eles eram uma banda mais punk, com dureza suficiente para segurar a onda da vocalista. Uma banda com um som meio nova-iorquino, meio inglês, que fez a ponte entre os anos 1970 e os 1980 – ao lado de The Cars, The Police, The Clash e outros grupos que eram tanto do mar (o mainstream) quanto da terra (o não-mainstream). Mas o fim chegou.

Learning to crawl, o terceiro disco, lançado em 13 de janeiro de 1984, é o pé no chão. Os Pretenders eram novamente quatro, mas agora eram simultaneamente uma dupla com Chrissie e o baterista Martin Chambers, únicos da formação anterior – complementados pelo guitarrista Robbie McIntosh e o baixista Malcolm Foster. Pete, o ex-baixista, havia sido demitido por abuso de drogas, em meio a uma reunião com os outros integrantes – saiu, montou outra banda e foi encontrado morto na banheira de casa.

Ironicamente e tristemente, Honeyman, que estava na tal reunião de demissão, também vivia maus bocados com heroína, e morreria de overdose. Foram precisos dois anos para os Pretenders se recuperarem, chamarem mais integrantes e voltarem a ensaiar. Ainda que um dos principais hits da nova fase, a new wave meio abolerada Back on the chain gang, tenha sido ensaiado ainda com a formação anterior, o quarteto era uma banda bem diferente naquele momento de retorno.

Na época de Learning to crawl, os Pretenders seguiam aquela linha mista de revisionismo e saudosismo que ajudou a construir tantas carreiras (Bruce Springsteen e Tom Petty são os expoentes desse cruzamento de passado e futuro). O que indicava que ali havia rock básico, influências tanto do country quanto da new wave. Era algo mais próximo do power pop em vários momentos – um som com mais cheiro de hit, de rádio.

Tanto que era o disco de Middle of the road – que abre o álbum e convida o ouvinte a partir da introdução de bateria, do riff de guitarra e do riff vocal. Também era o disco que unia Taxman, dos Beatles, e Start!, do The Jam, em clima urgente e punk, em Time the avenger. Que unia inocência, modernidade rocker e nostalgia na ensolarada Show me e na punk Watching the clothes. E que trazia um hard rock sinistro e cromado, I hurt you, com letra carregada de vingança: “Eu tenho chorado como uma mulher/porque estou brava, brava, brava como um homem (…)/Eu te machuquei porque você me machucou”.

Igualmente, Learning to crawl era o álbum que trazia uma balada esperançosa de Natal (2000 miles), um power pop com força nas letras, vocais e solos (justamente Back on the chain gang), um country-rock sobre mulheres livres (Thumbelina) e um soul-blues nostálgico, lembrando Rolling Stones, em cuja letra Chrissie Hynde reclamava do crescimento sem medida de sua terra natal, Ohio (My city was gone). A curiosidade é a releitura de Thin line between love and hate, sucesso do grupo de r&b The Persuaders – a letra, que fala de um sujeito que trai a esposa e acorda todo ferrado numa cama de hospital, soa bastante real na voz de Hynde.

Learning to crawl foi sucesso imediato e foi seguido por Get close (1986), para muitos o último disco da melhor fase do grupo – e que na prática, é o primeiro disco dos Pretenders como projeto praticamente solo, cabendo apenas Chrissie na capa do disco. Algo se perdeu, mas o grupo liderado por Hynde tem até hoje uma cara própria tão forte, que detalhes “básicos” como esse logo desaparecem.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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