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Em novo single, Capim Cósmico mistura psicodelia, pós-punk e… capivaras?

Muitas bandas gostam de dizer que fazem “música cósmica”. O Capim Cósmico tem pelo menos uma boa desculpa para isso. Vindo de Paraisópolis, no sul de Minas Gerais, em plena Serra da Mantiqueira e na mesma região que ajudou a moldar o imaginário do Clube da Esquina, o grupo transforma essas paisagens em matéria-prima para um rock psicodélico cheio de referências brasileiras.
Dessa vez, eles vêm com o single Capivara & fuzz, uma pérola psicodélica (e meio pós-punk) que usa a figura da capivara para falar de vida e existência no dia a dia. “Capivara vem do tupi e significa comedor de capim. Ela fala sobre se perder entre vícios, hábitos e pensamentos intrusivos. A capivara entra como uma figura quase simbólica enquanto o ‘fuzz’ representa esse ruído interno”, explica Mateus Cursino, criador do grupo.
“A faixa vem com uma pegada bem crua, o baixo está animal, pulsante e uma bateria bem direta. Tem influência forte do rock alternativo dos anos 90, tipo Sonic Youth, com guitarras quase desafinadas”, continua ele, dizendo que a faixa busca provocar sensações ambíguas em quem escuta. “Não é uma mensagem fechada, mas uma sensação: algo entre conforto e desconforto, lucidez e confusão”, define o compositor.
A composição nasceu a partir de um riff e ganhou força no trabalho coletivo com a nova formação da banda. “Desta vez, eu contei com a força dos meus grandes amigos e companheiros de banda, Alberto Barbosa arrebentando no baixo e Fernando de Paula, o Charlie Watts brasileiro, reloginho e toca com classe”, brinca Mateus, fazendo referência ao baterista dos Rolling Stones.
O músico diz que a banda está com a expectativa alta e que a música marca um momento novo deles, tanto na sonoridade quanto na estética. “É uma faixa que conversa com o que já foi lançado, mas também aponta pra um caminho mais definido para os próximos passos, já contando com a formação nova da banda e fazendo o trabalho em conjunto”, completa. Desde 2025 vêm saindo singles do grupo, e antes da Capivara, ainda neste ano, saiu Mais um dia (que até apareceu aqui no Pop Fantasma).
Foto: Divulgação
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Amigos criam campanha de arrecadação para ajudar no tratamento de Jennifer Finch, do L7

A baixista Jennifer Finch, do L7, foi diagnosticada com uma forma agressiva de câncer no cérebro. A informação foi divulgada pela própria banda, que explicou que, num primeiro momento, os médicos acreditavam que o tratamento com radioterapia seria suficiente. O quadro, porém, acabou se complicando, e a musicista de 59 anos precisou passar por várias cirurgias.
Segundo o comunicado, Jennifer está em casa e segue em recuperação, recebendo cuidados médicos e fazendo reabilitação. Amigos e familiares também organizaram uma campanha de arrecadação no GoFundMe para ajudar a cobrir os custos do tratamento. Em comunicado oficial, a vocalista e guitarrista Donita Sparks escreveu: “Estamos todas devastadas pela notícia e estamos a cercando de amor, protegendo sua privacidade e dignidade enquanto levantamos os recursos necessários para os cuidados adiante. Jennifer é família e queremos que ela sinta a força coletiva da comunidade que a amor e a apoiou por tantos anos”.
Por causa da doença, Finch ficará de fora da Last Hurrah Tour, turnê de despedida do L7. Ainda assim, a série de shows será realizada, atendendo a um desejo da própria baixista. Quem assume seu lugar no palco é Tsuzumi Okai, conhecida por ter tocado com o Limp Bizkit durante um período em 2018.
Jennifer Finch começou sua trajetória musical na banda Sugar Babydoll, de San Francisco, grupo que também teve em sua formação Courtney Love e Kat Bjelland, mais tarde integrante do Babes in Toyland. Ela entrou para o L7 em 1986, permaneceu até 1996 e voltou quando a banda retomou as atividades, em 2014. Além da carreira na música, Jennifer também é reconhecida pelo trabalho como fotógrafa, com imagens que chegaram a ser exibidas no Rock and Roll Hall of Fame em 2007.
Foto: Diego Castanho / Reprodução GoFundMe
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Black Pantera entra no jogo em “Start the game”, primeiro single do novo álbum

O Black Pantera resolveu comemorar o Dia Mundial do Rock apertando o botão start. O trio mineiro lançou nesta segunda-feira (13) Start the game, primeiro single de Continental, seu quinto álbum de estúdio.
A faixa aponta para uma fase nova da banda, misturando peso de nu metal com aquele rock noventista que parece feito para soar alto no carro – ou no fone.
O clipe acompanha a ideia ao pé da letra. Dirigida por Pedro Hensen, a animação transforma os integrantes em personagens de videogame e passeia por referências que vão de GTA, Tomb Raider, Mortal Kombat e The Legend of Zelda a The Sims, SimCity, Need for Speed, Pac-Man, Guitar Hero e Alex Kidd. Até Jujutsu Kaisen entra na brincadeira. No meio desse desfile de easter eggs, aparece também uma referência a Saci Filho do Vento, game brasileiro que ainda nem foi lançado.
“Todos esses jogos permeiam o imaginário da nossa infância, da nossa geração, tem algumas coisas mais novas também, como o Jujutsu Kaisen“, comenta o baixista e vocalista Chaene da Gama. “A ideia de usar os jogos foi uma forma de falar sobre como viver tá sendo difícil, como a gente tá sempre pulando de fase e passando de fase, mas às vezes temos que voltar atrás, descobrir alguma outra camada e abrir uma outra porta, enfim”.
Na letra, o Black Pantera trata a vida moderna como se fosse uma fase de videogame, misturando referências da cultura pop, gamer e nerd para fazer críticas sociais e apontar as contradições do mundo atual. “Tem uma frase da música que eu gosto muito, que é ‘fim do mundo é só uma fase, final boss é a humanidade’. No final desse jogo que a gente vive, a humanidade acaba sendo o grande vilão de si mesma”, conta Chaene.
Se o resto de Continental seguir o caminho de Start the game, o Black Pantera parece disposto a trocar de fase sem perder pontos de vida. E olha o clipe aí.
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Serena grava live session na sala da mãe do vocalista – e ela faz participação

Voltada para estilos como punk e pós-grunge, a banda paranaense Serena decidiu fazer uma live session “diferente”. Ao vivo na sala da Dona Rachel foi gravado na sala da casa da mãe de Yuri Muller, o cantor e guitarrista… e tem a participação da própria Dona Rachel. A mãe do músico abre a session impondo um limite à banda: tudo tem que acabar até às 21h porque ela quer ver sua novela.
A sessão tem seis músicas do disco da banda, Parque das ilusões (2024), e dura menos de 25 minutos. Mas se você pensa que a brincadeira acabou antes da novela da Dona Rachel, nada disso: a mãe de Yuri vai ficando bem irritada conforme a gravação avança… E já que foi tudo gravado numa sala de casa, a banda aproveitou para usar uma iluminação bem discreta, com câmera bem perto do grupo.
Além de Yuri, a banda tem Jacques Chiba (bateria), Renan Tonello (guitarra e voz) e Alan Fontoura (baixo). A session marca também o fato do Serena finalmente ter virado uma banda, já que o projeto começou em 2020 como uma diversão de pandemia de Yuri, enquanto trabalhava de home office. Parque das ilusões foi gravado inteiramente por ele.
“As composições começaram em 2020, a gravação de todos instrumentos e vozes ficaram pra 2021, a mixagem e masterização deram início em 2022, finalizando em 2023”, conta ele. “Tudo foi criado, tocado, mixado e masterizado por mim no disco. Foram alguns anos de trabalho até a Serena começar a dar as caras nas redes, e também, finalmente achar os membros pra dar vida a essa sonoridade nos palcos”.
Foto: Divulgação



































