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Cultura Pop

Ramones no programa de TV do Sha Na Na

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Sha Na Na Ramones

O Sha Na Na foi um dos grupos que estavam no palco do festival de Woodstock em 1969, mas que não saíram de lá virados em nomões do rock. Aliás, também não desfrutam de um status de “clássicos” do estilo. Até porque o grupo vocal de Nova York, que fazia um revivalismo musical dos anos 1950, apareceu por apenas 90 segundos no filme do festival. E enfim, sua atuação no evento rolou às 7h da manhã do último dia.

O show do Sha Na Na, além disso, foi um “esquenta” para Jimi Hendrix, último artista do evento. E quem tinha resolvido ficar no festival até a segunda-feira já estava BASTANTE cansado de esperar pela apresentação do músico.

Por sinal, o guitarrista era amigo do Sha Na Na. E, pouco antes da apresentação, tinha sido o patrocinador de um porre que quase fez o vocalista Henry Gross, de apenas 18 anos, ficar maluco demais para fazer o show. Ainda por cima, Gross tinha esbarrado com Jerry Garcia, líder do Grateful Dead, nos bastidores. Aceitou fumar um baseado com o novo amigo e quase tombou. “Entre a birita de Jimi e a erva de Jerry, eu estava tão alucinado que me vi numa máquina de lavar imagens pelo resto do dia”, contou no livro Woodstock, de Pete Fornatale.

Seja como for, o Sha Na Na ajudou a desencadear uma inimaginável onda de nostalgia dos anos 1950 em plena contracultura. O grupo abriu para grupos como Mothers Of Invention e Kinks. Também esteve entre os quatro convidados de John Lennon e Yoko Ono no show beneficente One-to-One, no Madison Square Garden, em 1972. E nesse mesmo ano, apareceram numa matéria da Life sobre… a onda de anos 1950 que tinha se iniciado no universo pop.

Ainda que nada disso tivesse realmente marcado época, de fato, o revival de cabelos armados, vocais doo-wop e passos malucos de dança gerou alguns subprodutos. Entre eles, o musical Grease (sucesso da Broadway entre 1971 e 1972, virou filme anos depois), vários imitadores do próprio Sha Na Na (Flash Cadillac e até mesmo um grupo de Seatlle chamado Junior Cadillacs) e o inicinho da onda glam. Posteriormente, ecos dessa marola cinquentista poderiam ser encontrados até mesmo na new wave.

Enfim, toda essa introdução só existe por causa do vídeo abaixo, que mostra uma visitinha dos Ramones ao programa de TV do Sha Na Na.

Se você nunca nem sequer tinha ouvido falar do Sha Na Na, então saiba que eles fizeram sucesso lá fora a ponto de terem um programa de TV. Sha Na Na (o programa tinha o nome da banda) durou de 1977 a 1981. Não apenas trazia números “engraçadinhos” com o grupo, como também investia em convidados que contracenavam com eles.

Os Ramones foram lá participar de um quadro com os anfitriões vestidos de “Sha Na Na family”, uma brincadeira com o programa de TV Family feud, em que os apresentadores achavam que os Ramones eram parentes. Depois, o quarteto cantou o tema do filme Rock and roll high scholl, de Allan Arkush, do qual haviam participado.

Veja também no POP FANTASMA:
– Lembra quando o Quill tocou em Woodstock?
– Quando o filme de Woodstock causou polêmica na África do Sul
Aquela vez em que os Ramones deram uma bela desprezada no punk inglês
– Lembra quando os Ramones fizeram três jingles para uma marca de cerveja?

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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