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Cultura Pop

Por que você deve participar do crowdfunding do livro “A maçã”?

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Por que você deve participar do crowdfunding do livro "A maçã"?

(esse textinho é, como diz o próprio título, uma tentativa – esperamos que muito bem sucedida – de convencer você a participar do crowdfunding do livro A maçã: o design gráfico, as mudanças de comportamento e a representação feminina no início do século XX ).

Vamos resumir o título do livro para A maçã, para não tomar mais linhas e caracteres do que o necessário. Escrito e compilado pela Aline Haluch, designer do nosso podcast Pop Fantasma Documento, o livro conta, em texto e imagem, a história da revista A maçã, lançada no (vejam só) Carnaval de 1922 pelo escritor, cronista e colunista Humberto de Campos. Humberto assinava o trabalho com o nome Conselheiro XX, que costumava usar em seus trabalhos de teor, vamos dizer assim, mais liberal.

A revista circulou entre os anos de 1922 e 1929, e os números que rolam por aí na mão de colecionadores mostram que uma das maiores características da publicação (e de Humberto como editor) era uma abordagem bastante ferina de assuntos da vida carioca. Já que a revista surgiu no Carnaval, nada melhor do que falar de relacionamento homem-mulher, de figuraças da sociedade, de festas, de política, e até dos desejos da época – com direito a desenhos e fotos reveladoras, além de muitas caricaturas. Se você se identifica com o design, com o estilo gráfico e até mesmo com as roupas e visuais da época, tem uma grande chance de você gostar do livro.

A ideia original do livro, que veio de uma dissertação de mestrado era compilar, pesquisar, jogar luz sobre uma revista pouco conhecida e sobre nomes nem tão lembrados do jornalismo e do design – mas A maçã é bem mais que isso. É um livro importantíssimo para quem curte histórias do dia a dia carioca, das festas e diversões do Rio, e em especial, para quem tem grandes recordações do formato revista. Já que não é fácil pegar um exemplar de A maçã para ler, dá pra curtir imagens dos exemplares, capas, fotos, alguns textos e a pesquisa da Aline sobre a revista e a época em que ela foi lançada.

“A ideia da pesquisa era mostrar que havia design como exercício profissional antes do ensino existir no Brasil (assim como o jornalismo e a Publicidade). Foram profissões que nasceram no fazer. E para afirmar a minha hipótese eu fiz uma análise gráfica muito detalhada e a análise de discurso dos textos”, diz Aline.

Já se você curte literatura, A maçã é uma chance enorme de conhecer mais de perto a obra de Humberto de Campos, um escritor bastante prolífico, que morreu cedo (aos 48 anos) e chegou a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Apesar de ele ter chegado a dizer que em muitos anos seu nome seria esquecido, não era o que parecia que iria acontecer em 1934, quando Humberto morreu – naquela época, ele era um escritor bastante popular, e um de seus últimos lançamentos foram justamente suas memórias.

Aliás, um tempo após a partida de Humberto, chegaram a sair livros psicografados por Chico Xavier, creditados a ele. A família de Humberto não gostou, processou e os livros psicografados passaram a sair com o nome de irmão X (!). Mais uma das histórias curiosas ligadas ao escritor, enfim. E uma demonstração de que, sim, de tempos em tempos, o nome dele volta à tona, vira assunto e ganha mais fãs.

O crowdfunding do livro, na verdade, é um pós-lançamento: A maçã já havia saído pela editora do Senac e a edição impressa saiu de catálogo. Só que Aline comprou um lote de exemplares que sobraram e decidiu vender os livros autografados, com alguns brindes, que você conhece aqui. Bora conhecer o livro e participar? Clique aqui pra entrar nessa.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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