Cultura Pop
Pera, e aquela vez em que o Sepultura gravou Kraftwerk?

O Sepultura demorou um pouco para se afinar e se acertar após perder o vocalista e guitarrista Max Cavalera, em 1996. Curiosamente, a saída, dez anos depois, do baterista Igor Cavalera, parece que endireitou de vez a banda, que vem lançando discos bem interessantes de lá para cá – incluindo aí o quase progressivo Kairos, de 2011, e o mais recente Quadra (2020).
Até que isso acontecesse, a banda passou por momentos de dificuldade. Lembro especificamente de uma matéria publicada pela Bizz, lá por 2005, em que um dos integrantes do grupo relatava as dificuldades para voltar aos primeiros lugares e falava que “não ficava pedindo para o empresário fazer milagre nem ficava batendo com a cabeça na parede”.
Discos razoáveis e algumas bolas fora começaram a fazer a ponte entre o que o grupo já tinha sido antes e o que ele se tornaria depois. Um dos melhores títulos lançados pelo Sepultura nessa fase foi Revolusongs, de 2002. Considerado pela banda um EP, ele tinha um número de faixas bem maior do que aconteceria no caso de um antigo compacto-duplo (nove músicas) e tinha também quase meia hora de duração. Saiu só no Brasil e no Japão e se tornou célebre especialmente por causa da versão pesadíssima de Bullet the blue sky (do U2) e da participação do rapper Sabotage em Black steel in the hour of chaos, versão do Public Enemy.
Num disco mais recente, Machine messiah (2017), o Sepultura chegou a pensar em voltar ao mundo das regravações inusitadas. A banda revelou num bate-papo com João Gordo na série de lives SepulQuarta que chegou a regravar Hall of mirrors, do Kraftwerk, para este disco, mas a coisa não foi pra frente.
“O Kraftwerk não liberou, a banda é conhecida por vetar tudo”, falou o guitarrista Andreas Kisser. “Um deles faleceu há poucos dias (Florian Schneider) e tinha uma briga entre os dois (ele e Ralf Hutter, que ficou com a banda), se um falava ‘sim’ o outro falava ‘não’. Eles sempre tinham esse desacordo. Infelizmente essa gravação ficou parada, quem sabe um dia ela sai”, completou, lembrando que Mille Petrozza, vocalista da banda de heavy metal alemã Kreator, já havia sido convidado para dividir os vocais na faixa com Derrick Green, cantor do Sepultura. “Ele já tinha aceitado, mas não rolou porque bloquearam ‘nóis'”, disse.
Por sinal, no Revolusongs, o Sepultura promoveu outro encontro bem inusitado e regravou Mongoloid, do Devo. Pega aí.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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