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Cultura Pop

“Te cuida, Madonna. Patsy vem aí!”

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Quem é Patsy? Vamos por partes. Nas últimas semanas os fãs de música pop com idade variando entre 40 e 50 foram surpreendidos pela chegada à internet de toda a coleção da revista Bizz scanneada. E por uma matéria num blog gringo justamente sobre a história da revista. E em algumas comunidades de música, toda vez que alguém fala da Bizz, é batata: sempre aparece alguém para postar a capa abaixo.

A menina da foto acima tinha 18 anos quando a Bizz número doze, de julho de 1986 (enfim, a da capa acima) foi para as bancas. Patsy Kensit era apresentada aos leitores da revista com um estranho “te cuida Madonna, Patsy vem aí”, que confundia os mais distraídos. Não havia vírgula entre “Madonna” e “Patsy” e os dois nomes apareciam com o mesmo tamanho. Aliás o nome da cantora de Like a virgin aparecia duas vezes na capa, já que ainda havia um artigo de José Emilio Rondeau sobre a fase 1986 da artista, que lançava o disco True blue e fazia o superfracasso cinematográfico Shangai surprise.

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Na Bizz, não havia entrevista com Patsy e ela aparecia numa lista de artistas que a revista julgava que iriam fazer sucesso em 1986. Os motivos pelos quais Patsy ganhava tanto destaque na revista estavam lá: a cantora tinha acabado de fazer o filme Absolute beginners, ao lado de David Bowie, e desde 1983, quando era adolescente, estava à frente da banda Eighth Wonder, com seu irmão Jamie Kensit, Steve Grantley e Geoff Beauchamp. Nada mal para quem falava desde bem cedo que queria ser atriz e cantora e “mais famosa do que qualquer coisa ou qualquer pessoa”. Mas mesmo com a forcinha da Bizz, a carreira de Patsy não chegou a bombar muito, nem no Brasil nem em lugar nenhum (e não chegou nem mesmo a fazer cosquinha na carreira de Madonna, óbvio).

A carreira de Patsy vinha de bem antes, com aparições ainda na infância em filmes como Pelo amor de Ada e O grande Gatsby. Mas rolavam histórias bem bizarras a respeito de sua família, como a prisão de seu pai pouco antes de ela nascer, por ligações com gângsters londrinos, e a carreira de falsificador de seu avô. Logo após aparecer na capa da Bizz, ela conseguiu chegar no Top 40 com alguns singles do Eighth Wonder. Um deles, I’m not scared, era composto e produzido pelos Pet Shop Boys, e a música seria até regravada por eles em 1988 no disco Introspective.

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Mesmo com o estouro, a banda começou a ter vendagens menores e acabou se separando, com Patsy focando na carreira de atriz. Em 1987, ela ainda fez uma aproximação com o pop italiano, bem antes de ele virar moda mundial com Laura Pausini e afins. Patsy gravou uma música com o iniciante Eros Ramazzotti, La luce buona delle stelle. Em 1989, fez a namorada de Mel Gibson em Máquina mortífera 2.

Quando começaram os anos 1990, já estava claro que Patsy não seria a revelação que alguns jornais e revistas (não foi só a Bizz, não) acharam que ela seria. Em 1991, ela fez o papel principal no telefilme Does this mean we’re married?, e também protagonizou um filme independente, Twenty-one, dirigido por Don Boyd, que trabalhava como produtor desde 1981 em Hollywood. No filme, ela interpretava uma garota chamada Katie, que falava diretamente para a câmera e apresentava os personagens mais disfuncionais de sua vida. Essa maluquice genial está inteirinha no YouTube.

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Patsy teve também uma vida amorosa movimentadinha após os anos 1980, com quatro casamentos – os mais comentados foram com Jim Kerr, dos Simple Minds, e Liam Gallagher. E também fez vários outros filmes (tem uma lista aqui). Só que depois de um determinado momento, ela passou a fazer mais aparições em séries e telefilmes. E, claro, foi abduzida também pela moda dos reality shows. Em 2010 concorreu no Strictly come dancing, um dos criadores do formato “dança dos famosos”, da BBC. Em 2015 participou do Celebrity Big Brother, mas ficou só 21 dias na casa.

E para quem tem saudade de Patsy, vale informar que a cantora andou fazendo aparições pontuais na TV nos últimos tempos. Olha ela aí no Richard Osman’s House of Games, da BBC, em março.

>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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