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Cultura Pop

Discos de comédia e “noites das Arábias”: a Parlophone antes dos Beatles

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Discos de comédia e "noites da Arábia": a Parlophone antes dos Beatles

Houve um tempo em que a EMI acreditava tão pouco nos Beatles (hein?), mas tão pouco que… jogaram os quatro de Liverpool, recém-contratados, para um selo que era uma espécie de baixíssimo clero da empresa. Justamente a Parlophone, que depois viraria sinônimo de coolzice pop e marca histórica que conferia peso a tudo o que saísse dos escritórios da EMI, fossem os relançamentos do Kraftwerk, ou fossem as novidades dos Pet Shop Boys.

Um vídeo do canal do YouTube Parlogram Auctions explora justamente esse período anterior aos Beatles, a partir de 1960, em que a Parlophone era uma espécie de purgatório da EMI, um selo pelo qual deveriam sair discos feitos a preços módicos, com resultados rápidos. O criador do canal achou uma lista de “complete sua coleção” encartada numa cópia original de Please, please me (1963), primeiro disco dos Beatles, e viu lá uma série de álbuns que não conhecia, e que primavam pelo exotismo. Foi atrás de todos.

A Parlophone não começou, na verdade, nos anos 1960. O selo foi fundado como “Parlophon” (sem o “e”) na Alemanha em 1896 e ganhou uma filial britânica em 1923 (a The Parlophone Company Limited, finalmente com o “e”). A coirmã britânica se tornou tão forte como gravadora de jazz que apagou a alemã. Em 1950, o chefão Oscar Preuss contratou um sujeito chamado George Martin para ser seu assistente, e ele acabou ficando fixo no cargo de chefe. Passou a contratar novos nomes e se interessou por uns carinhas aí, que tinham uma banda em Liverpool. O resto você deve saber.

Na época em que George se estabeleceu por lá, o selo já estava envolvido em lançamentos de música clássica, novelty records (estranhices musicais, enfim) e discos de comédia. E estava lançando discos stereo que saíam com um selo dourado (o Gold Label). Entre eles, o disco da dupla de comediantes Michael Flanders e Donald Swan, At the drop of a hat, gravado ao vivo em 1960 num show deles. Flanders era um ator e letrista que, por ter tido poliomielite, usava cadeira de rodas. Swan era o pianista e compositor da dupla. O álbum tinha canções bizarras como The gnu song e fez bastante sucesso.

Um detalhe é que a foto da capa foi tirada por Angus McBean, o mesmo cara que fez a sessão de fotos dos Beatles no prédio da EMI. E que rendeu a capa de Please please me, que, sintomaticamente, foi o último disco a sair no tal selo dourado. Até que os Beatles virassem a grande sensação do selo, no entanto, a Parlophone lançaria também discos de curiosidades como Music for arabian nights, de Ron Goodwin e Sua Orquestra.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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