Lembra do Menino da bolha de plástico? Tudo bem que falar sobre este filme vai me colocar na lista dos grupos de risco para o Covid-19, mas a verdade é que eu assisti a ele na Rede Globo alguns anos depois de seu lançamento.

Ele retrata bem o que estamos vivendo hoje, em plena segunda década do século 21: apesar de vivermos em países democráticos e com liberdade de ir e vir, estamos reféns dentro de nossas casas, com medo de contaminação, de ter contato social, uma recomendação dada tal como fora dada à personagem principal desta produção televisiva.

Ele era sempre exibido na Sessão da Tarde nos anos 1980. O menino da bolha de plástico ou The boy in the plastic bubble foi o primeiro filme estrelado por John Travolta como ator principal. Feito para a TV pelos produtores “com toque de Midas” Aaron Spelling e Leonard Goldberg (os mesmos de As Panteras, A Ilha da Fantasia e Barrados no baile, dentre outros sucessos), a película conta a história de Tod Lubitch, segundo filho de um casal já maduro que já havia perdido o primeiro filho para uma raríssima doença congênita que lhe tirava totalmente a imunidade.

Em um período cinematográfico de muito melodrama para nos debulharmos em lágrimas como Love story ou O campeão – este último sendo considerado o filme mais triste da história do cinema, segundo pesquisadores – em que as personagens principais padeciam com doenças como o câncer e o alcoolismo que os levariam à morte. A diferença é que este se baseava em uma história real. Era a história de um menino chamado David Vetter que havia nascido com esta raríssima condição.

O que é mais marcante no filme, curiosamente, não é o drama e o romance que se desenvolvem – muito embora seja uma parte interessante – mas sim, justamente o mote que remete à ficção científica, que levou de músicos, séries de TV e cientistas políticos a fazerem citações a este despretensioso filme televisivo. E também o que me
chama atenção é que viveríamos algo parecido em 2020.

O bebê nasce e logo os pais têm o parecer médico de que ele tem o mesmo problema genético do falecido irmão: a falta de imunidade que pode levá-lo à morte caso ele tenha contato com o mundo exterior. Assim, médicos e cientistas passam a desenvolver uma “incubadora” que acompanha o crescimento de Tod Lubitch.

No filme a cronologia mostra o nascimento, a fase de bebê, quatro e dezesseis anos. A partir dessa fase, ele é vivido por John Travolta, sempre mantido dentro de uma incubadora que acompanha o seu crescimento. Tudo que fica dentro dela é previamente esterilizado. Toda manipulação é feita por luvas (aperto de mãos, jogo de xadrez etc.) e todo o ambiente tem um gerador que funciona 24 horas por dia para ventilar e purificar o ar da incubadora.

São poucos os contatos, apenas com médicos e vizinhos de porta. Com a adolescência, Tod se torna um jovem mais desafiador, observando os jovens da mesma idade se divertindo no mundo exterior com um binóculo, ao passo que ele fica entediado de ver TV, ouvir música, dançar e só receber visitas de médicos, de seus pais e de sua amiga de infância e vizinha de porta, Gina. Assim, os médicos e cientistas desenvolvem uma incubadora maior para que ele possa interagir com o mundo exterior, podendo inclusive tomar sol e ir à praia, desde que a bateria fosse recarregada.

Cansado de ter homeschooling (ou ensino em casa), ele pede aos pais que frequente a escola local e a primeira solução encontrada foi assistir às aulas remotamente, através de uma câmera de CCTV e microfone instalados na sala de aula e em seu quarto (algo visionário, prevendo o EAD).

Já no final do ano letivo e com muita vontade de receber o diploma em mãos, o jovem desenvolve sua roupa “espacial” que é adaptada pelos cientistas, promovendo uma “liberdade” de movimentos, podendo até beijar sua paixão (desde que bem protegido com a máscara da roupa), a amiga Gina.

O final do filme não é exatamente surpreendente. Talvez Tod, enquanto adolescente, demonstre sua rebeldia e nos revele nas entrelinhas o desfecho da história.

Ah sim, o filme está inteirinho no YouTube. Pega aí.

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