Cultura Pop
E a capa de Paranoid, do Black Sabbath, que nada tem a ver com o disco?

No dia 16 de setembro de 2020, o disco Paranoid, segundo do Black Sabbath, foi lembrado na nossa série de “várias coisas que você já sabia sobre…”, que volta em março. A gente já anunciou a volta da série falando sobre curiosidades do Pink Floyd e dos Doors. Segue aí uma lembrança de como o álbum do Sabbath, que se tornaria um grande sucesso, teve elaboração confusa.
Pra começar, nem Ozzy Osbourne (voz), nem Tony Iommi (guitarra) nem Bill Ward (bateria) sabiam o que queria dizer “paranoico” quando o baixista Geezer Butler sugeriu aquele nome para a música. Na verdade, nem Geezer sabia direito: o letrista queria dizer “depressivo”, e não “paranoico”, quando fez a letra. O baixista, só para aumentar a confusão, não gostou da melodia composta para a música, porque achou que era um plágio de Communication breakdown, do Led Zeppelin.
Já Tony Iommi, quando escutou a música Paranoid pronta, detestou o efeito especial que o produtor acrescentou a seu solo (aquele troço que abaixa o som é um oscilador Leslie), mas ninguém deu atenção às suas queixas. O grupo fumava maconha o dia inteiro e credita à erva o tom caótico das letras. Ainda assim, Ozzy deu uma bronca em si próprio numa das músicas, que encerra com um verso contra a maconha (?).
Essa confusão toda aconteceu durante cinco dias (!) de estúdio, que foi o tempo extravagante que o Black Sabbath teve à disposição para gravar o segundo disco. E ainda rolou uma confusão generalizada por causa da capa do disco, que nada tinha a ver com o conteúdo. Tudo porque originalmente a ideia era que o disco se chamasse War pigs, e isso já estava acertado com a gravadora, a Vertigo, que pagou o mesmo cara que havia feito a foto da capa do primeiro disco, Keith Macmillan (ou Keef, como aparece na contracapa) para fazer uma foto de um “maníaco de guerra” no Black Park, em Buckinghamshire. O garoto da capa é um sujeito chamado Roger Brown, que era assistente de Keef.

Só que até mesmo os integrantes da banda ficaram surpresos quando viram que o nome do disco havia mudado para Paranoid – uma ideia da Vertigo, para aproveitar o gancho da música mais pop da banda. Keith ficou mais surpreso ainda. Ainda mais porque a gravadora havia modificado o título mas – como era bastante comum numa época em que não havia computação gráfica e capas davam (muito) trabalho – nem se importou em encomendar outra foto e embrulhou o produto assim mesmo. “Chegamos a a perguntar à gravadora: ‘O que é que o título tem a ver com a capa?’”, contou Iommi.
Um detahe curioso sobre a capa é que Keef ainda fez uma seção de fotos em que Roger aparecia usando uma… máscara de porco, para combinar com o título original. Ele diz que as fotos com a máscara eram “muito melhores” do que a que foi escolhida para a capa, mas nenhum dos cliques com o guerreiro mascarado foi guardado.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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