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Lóca une passado, presente e futuro em “Composto de tempo”

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Lóca - Foto: Lucas Micheluzzi / Divulgação

RESUMO: Em Composto de tempo, Lóca explora memória, passado e futuro com mudanças de andamento e compasso, misturando indie rock, jazz, música erudita e MPB.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Lucas Micheluzzi / Divulgação

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“O que é o passado senão a memória do passado?”. É a partir dessa pergunta que Lóca, projeto solo do músico catarinense Lucas Micheluzzi, constrói a música Composto de tempo, seu single mais recente. A nova faixa mexe com a ideia de passado, presente e futuro – e faz isso também na própria música, que muda de andamento, compasso e clima o tempo todo.

A inspiração veio de uma frase atribuída ao mestre sufi Omar Ali-Shah, segundo a qual seria possível modificar o passado e o futuro. Lóca levou a ideia para um terreno mais próximo da psicanálise e do autoconhecimento, assuntos que aparecem com frequência em seu trabalho. E a ideia não é explicar o conceito, é fazer quem ouve sentir essa instabilidade. Quando parece que a música encontrou um caminho, ela muda de direção e quebra a expectativa.

“Assim que parece que vai iniciar um novo ciclo, igual ao outro, uma nova surpresa aparece no caminho do ouvinte, tirando-o do lugar esperado”, explica Lóca, que precisou lidar com compassos ímpares enquanto cantava. A intenção não era transformar a música numa aula de matemática musical, ele completa. “Quero tornar o arranjo como se fosse um discurso recitado com a cadência que cada sentença necessita para ser entendida”, diz. No som, essa mistura de ideias aparece numa combinação de indie rock, jazz, música erudita e MPB.

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RU NA mistura rock alternativo e Beatles em single sobre recomeços

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RU NA - Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

RESUMO: Em Forking ways, a RU NA une rock alternativo dos anos 1990, post-rock e melodias à John Lennon para falar de perdas, mudanças e novos começos. Lançamento do selo midsummer madness.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Cleber Aleixo / Divulgação

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Tem bastante rock alternativo dos anos 1990 em Forking ways, novo single da RU NA, mas também dá para perceber uma influência dos Beatles, especialmente de John Lennon, na maneira como a melodia se desenvolve. A banda mistura essas referências com guitarras que passeiam pelo pós-rock, numa faixa que anuncia algumas mudanças para o próximo EP, Undercurrents, previsto para o fim de 2026 pelo selo midsummer madness.

Formada em 2022, a RU NA lançou seu primeiro EP, Heliades, em 2024. Naquele trabalho, o grupo buscava inspiração na mitologia grega para falar de problemas bem terrenos: as dificuldades do cotidiano e as diferentes maneiras de reagir a elas. Agora, a ideia é olhar para o que acontece depois de uma ruptura, quando alguma coisa termina e surge a possibilidade de começar novamente.

É esse o assunto de Forking ways, que trata de perdas, mudanças de direção e da tentativa de encontrar alguma esperança no meio dos destroços. Musicalmente, a banda também resolveu abrir um pouco mais seu leque de influências. O rock de guitarras continua sendo a base, mas há espaço para melodias mais próximas do pop sessentista e para as atmosferas do pós-rock.

A RU NA é formada por Alessandro Travassos (voz e guitarra), Cleber Aleixo (bateria e vocais), Clayton Vilaça (baixo) e Tiago Sales (guitarra e vocais). O próprio quarteto assina a produção do single, que teve mixagem de Drey Henrique e masterização do produtor grego Alexis Gotsis. Parte das gravações aconteceu no estúdio Frango no Bafo, em Belo Horizonte.

Forking ways é a primeira amostra de Undercurrents, trabalho que deve aprofundar essa aproximação entre o rock alternativo dos anos 1990, o post-rock e outras referências musicais dos integrantes.

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Tigre Robô: pós-punk, animação e baratas (irc) no clipe de “Batata podre”

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RESUMO: A banda brasiliense Tigre Robô lança clipe animado de Batata podre, faixa do álbum Telefone pra cachorro, que mistura pós-punk, garage rock e new wave.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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A banda brasiliense Tigre Robô resolveu fazer um clipe parcialmente em animação para Batata podre, música de seu primeiro álbum, Telefone pra cachorro, lançado em janeiro de 2025 pela Manga Rec. O clipe saiu no dia 2 de outubro e tem direção, animação e edição de Brida Abajur, assistência de direção de Danillo Matos e produção e figurino de Isabela Fernandes. Só não é recomendável ver na hora do almoço ou do jantar porque o clipe tá infestado de baratas (irc).

Formado em 2018, o quarteto tem Junio Silva, Isabela Fernandes, Guilherme Okamura e Rafael Lamim. Em Telefone pra cachorro, o grupo fez um disco de onze faixas que mistura pós-punk, punk de garagem, new wave e algumas experiências lo-fi.

Na época do lançamento, o POP FANTASMA resenhou o álbum e destacou as referências a Wire, The Fall, Public Image Ltd e Gang Of Four. Mas também havia espaço para power pop, psicodelia e até uma mistura de punk com rap em Atlas. Tudo isso num disco curto, cheio de mudanças de direção e que parecia gostar de contrariar expectativas.

Batata podre é a primeira música do álbum a ganhar um clipe oficial. O vídeo dá continuidade à divulgação de um disco que apresentou a Tigre Robô como um dos nomes curiosos do rock independente de Brasília. Em fevereiro a banda lançou o EP Atlas, com remixes de Telefone pra cachorro.

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Takeda transforma trauma de seita apocalíptica em folk e grunge pesado

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Takeda transforma trauma de seita apocalíptica em folk e grunge pesado

RESUMO: Após viver numa seita apocalíptica, Josh Harrison transforma raiva e traumas em Lion’s den, single do Takeda que mistura folk britânico e grunge pesado. 

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Passar anos vivendo numa seita apocalíptica e depois tentar se livrar das marcas deixadas por essa experiência. Parece roteiro de filme, mas é parte da história de Josh Harrison, vocalista e guitarrista do Takeda, trio britânico de Norwich que mistura folk, grunge e rock pesado. A experiência já havia rendido boa parte das letras de In Venus’ train, disco de estreia do grupo. Agora, volta a aparecer em Lion’s den, novo single da banda, lançado em 25 de setembro.

Só que o assunto mudou um pouco. Se o primeiro álbum tratava da dificuldade de romper com aquele passado, Lion’s den fala do que ficou depois: raiva, ressentimento e a sensação de ter sido manipulado e traído. “Nunca tinha escrito uma música com raiva antes. Mas Lion’s den foi surgindo aos poucos, borbulhando dentro de mim. Desembaraçar tudo aquilo enquanto escrevia foi como abrir uma torneira e deixar sair uma raiva que estava sob pressão”, conta Josh. “A traição, a manipulação, o ressentimento que eu havia guardado e aprisionado, disfarçados de vergonha. Essa música virou uma válvula de escape para tudo isso, e colocá-la no mundo parece muito terapêutico”, completa.

Musicalmente, o Takeda também tem suas particularidades. Formado em 2022, o trio junta técnicas do folk britânico e americano, dedilhados influenciados por Bert Jansch (guitarrista escocês, ligado ao grupo folk-jazz Pentangle) e a pancadaria do grunge, com riffs pesados, distorções e mudanças bruscas de intensidade. Boa parte dessa mistura é feita usando violão, instrumento que ganha uma função bem diferente da habitual.

E Harrison não está muito interessado em facilitar comparações. “Quando estamos arranjando músicas juntos, basta percebermos que alguma coisa que estamos fazendo lembra muito o som de outra pessoa para perdermos o interesse. Geralmente, a música acaba descartada”, diz. “Temos muita vontade de soar como ninguém além do Takeda”.

Produzida por David Pye, que já trabalhou com Faithless e Dido, Lion’s den traz vocais adicionais de Raya Mhari-Iglesias, do Birdwitch. A faixa abre os trabalhos do segundo álbum do trio, que conta ainda com David Woodgett (baixo) e Charlie Wilson (bateria). O disco sai em 2027 pelo selo Drongo Records.

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