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Cultura Pop

Oito covers aleatórias que o Anthrax gravou

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Oito covers aleatórias que o Anthrax gravou

O Anthrax, uma das bandas mais simpáticas e sem limites do heavy metal, está por aí, em turnê comemorativa de 30 anos do disco “Among the living”. Frank Bello, baixista do grupo, disse nesta entrevista em vídeo que após vários anos de altos e baixos na banda, o Anthrax está vendo um público bastante abrangente nas plateias para as quais faz show – e aproveitou para negar os rumores de que o grupo estaria gravando um disco com Lady Gaga (“ela é nossa amiga, é uma fã de metal, mas não há nada planejado”). Agora, a ABRANGÊNCIA mesmo, no caso, fica por conta das covers que a banda escolheu para gravar em quase quarenta anos de carreira. Olha aí algumas das mais aleatórias.

ANTHRAX CANTA “THE BENDS” (RADIOHEAD). O Anthrax fez uma versão bem bacana de “The bends”, música-título do segundo disco do Radiohead. Se bobear, só os maiores fãs deles lembram disso, já que essa música saiu apenas num EP lançado em 1999, “Inside out”. Não parece em nada com o Anthrax, que na época ainda tinha nos vocais John Bush, que ficou na banda entre 1992 e 2005 (e voltou alguns anos depois pra uma breve reunião).

ANTHRAX CANTA “LONDON” (SMITHS). Para uma rara canção, uma cover rara. “London”, tida como a canção mais punk dos Smiths por muita gente (é barulhenta e curtinha) apareceu no lado B do single “Shoplifters of the world unite”, foi incluída em coletâneas, mas numa busca do Google, perde na acessibilidade para o hit “Panic” (a do verso “Panic in the streets of London…”). O Anthrax gravou uma releitura da música para a trilha do filme “Airheads/Os cabeças de vento” (1994), que trazia Brendan Fraser, Steve Buscemi e Adam Sandler como três coitados que tinham uma banda e promoviam uma invasão e um sequestro numa rádio para obrigá-la a tocar sua demo.

ANTHRAX CANTA “CELEBRATED SUMMER” (HUSKER DU). Patrimônio do punk norte-americano, influência direta de Green Day e Nirvana, pais do emo… Esses predicados podem ser aplicados sem problema ao Husker Du. Sua música “Celebrated summer”, do álbum “New day rising” (1985), foi relida pelo Anthrax em seu último disco para o selo Elektra, “Stomp 442” (1995).

ANTHRAX CANTA “BALL OF CONFUSION” (TEMPTATIONS). O Anthrax não podia escolher uma cover qualquer de soul para regravar – tinha que ser uma regravação da fase psicodélica de um dos grupos mais notáveis da black music. “Ball…” foi gravada pelos Temptations em single, como batedor para a coletânea “Greatest hits II” (1970). Na discografia do Anthrax, ela aparece como música inédita da compilação “Return of the killer A’s” (1999).

ANTHRAX TOCA “PIPELINE” (THE CHANTAYS). Surf metal dos bons: o Anthrax revisitou o tema instrumental “Pipeline”, gravado pela banda californiana The Chantays em 1963. Tem na coletânea “Attack of the killer B’s”, de 1991.

ANTHRAX TOCA “NEXT TO YOU” (THE POLICE). Herança do período punk do The Police, essa música foi regravada pelo Anthrax como lado B do single “Taking the music back” (2003).

ANTHRAX TOCA “NO TIME THIS TIME” (THE POLICE). Bem antes disso, em 1996, o Anthrax gravou essa outra do Police num EP exclusivo para o mercado australiano. Frank Bello faz os vocais. Já teve fã achando que a banda sampleou a voz de Sting e tocou por cima.

ANTHRAX TOCA “GOT THE TIME” (JOE JACKSON). Iniciado como artista de punk rock, o inglês Joe Jackson se aproximou do jazz, do pop classudo, da música clássica… e do heavy metal, já que o Anthrax sentou a mamona nessa sua canção, feita na fase inicial de sua carreira, mais chegada à urgência do pós-punk. Ao contrário de boa parte das covers aleatórias gravadas pela banda, “Got the time” foi hit: é single do álbum “Persistence of time” (1990) e tocou bastante no rádio. Joe Jackson, ao que parece não ama loucamente essa releitura de sua música. “O que eu sinto a respeito dessa versão é… Bom, obrigado pelos royalties, caras!”, disse em 1991 sem nenhum constrangimento à revista Q.

Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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