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O mistério do 1+1+1: um “projeto solo” japonês de grunge lo-fi

Nem no release nem nos créditos de Forest gamp, single mais recente do 1+1+1, você acha nenhum crédito, a não ser “música tocada e apresentada por 1+1+1” – nome de gente, não tem em lugar algum. As informações a respeito de quem toca nas faixas também são: nenhuma.
Sabe-se só que é um projeto musical que começou em Tóquio no fim dos anos 1990 e cujo som é uma espécie de grunge + powerpop bacana e extremamente lo-fi, tocado como se tivesse saído de um estúdio de Seattle em 1992. E que a voz do vocalista range como se ele quisesse imitar Bob Dylan, e não Kurt Cobain. O tipo de som que, se bobear, alguma gravadora grande até lançaria lá pra 1993, ainda que não fizesse sucesso.
Forest gamp (“acampamento da floresta” e um trocadilho pra lá de bizarro em cima do filme Forrest Gump), aliás, tem uma letra que fala sobre crescer no meio de uma “floresta” de amadurecimento – mesmo que a gente nunca consiga alcançar o que queremos (eita, assunto sério).
Até o momento, o 1+1+1 tem apenas um punhado de singles lançados, todos com capinhas desenhadas no melhor estilo “que fofo” – o autor das capas adora desenhar animais, especialmente gatos. Provavelmente é só um projeto de estúdio que não vai sair das quatro paredes, mas deu uma bela instigada.
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Fotos do beatle George em livro. Juliana Hatfield lança disco surpresa. Flor ET solta session em vídeo.

Se você tem dúvida de que um dos assuntos de 2026 vai ser o saudoso beatle George Harrison – que saiu de cena há 25 anos – só observar o que já está vindo por aí. A bola da vez atende por The third eye: Early photographs, livro que a Random House anuncia agora e que mergulha num lado menos óbvio do ex-The Beatles: o de fotógrafo.
São mais de 250 imagens, em preto e branco e também coloridas, feitas entre 1963 e 1970 – basicamente o período em que a banda sai do frenesi juvenil para virar fenômeno global – com George carregando sua Pentax como quem leva um diário no bolso. O autor de Something, aliás, foi um dos pioneiros das selfies – o site Dangerous Minds fez um resgate certa vez das fotos de si próprio, algumas delas bem artísticas, que ele tirou em 1966 na Índia.
O lançamento está previsto para outubro e vem cercado de nomes fortes na parte escrita. A abertura é assinada por Colm Tóibín, ex-reitor da Universidade de Liverpool, e o epílogo fica por conta de George Saunders. A curadoria das fotos é de Olivia Harrison, viúva do músico, que também contribui com um texto de introdução. Mais do que item de colecionador, o livro promete funcionar como acesso direto ao olhar íntimo de Harrison no olho do furacão dos anos 1960.
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Parece que fazer jobs nas casas dos artistas tá dando samba – e folk, e garage rock. Na mesma época em que lançou seu disco Shine, Tobias Jesso Jr anunciou que havia trabalhado em uma continuação de seu disco de estreia Goon (2015), feita com seu jardineiro. Continuação essa que, aliás, não viu a luz do dia até hoje. Dessa vez, é Juliana Hatfield que anuncia o lançamento de Bets, disco feito com o cara que construiu sua casa, Eric Payne.
Bets saiu de surpresa e não está no Spotify nem no Deezer – pode ser ouvido num Bandcamp feito apenas para divulgá-lo. O álbum foi feito antes de Juliana fazer seu mais recente disco, Lightning might strike (resenhado pela gente aqui). Eric e Juliana dividiram as composições (há também um cover de Sugartown, de Lee Hazlewood), e ela cantou, fez letras e tocou algumas faixas de guitarra. Já o empreiteiro tocou todos os instrumentos e ainda desenhou a capa (“ele também é um talentoso carpinteiro e artista visual”, conta a cantora).
Uma curiosidade: apesar de Juliana afirmar que algumas músicas do disco foram retrabalhadas para entrar em Lightning, não há crédito para Eric nas faixas desse disco – a cantora deve ter deixado só as partes dela.
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Com um leque de referências que vai de Mutantes a System Of A Down, a banda gaúcha Flor ET não está brincando quando diz que criou um estilo diferente de fazer rock brasileiro – Brazapunk, além do nome do segundo álbum deles (resenhamos aqui), é também o tipo de som ao qual se dedicam.
O álbum foi resenhado pela gente aqui, e agora chega ao YouTube uma session gravada ao vivo no estúdio Tannus, em SP, contendo duas músicas do novo álbum, QSF e O corre, além de um rearranjo de Guerreira, faixa da estreia Futurotrópica (2022). Ada Bellatrix, a energética vocalista da banda, assina também os figurinos e a pós-produção do vídeo. Assista aí.
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Gaby Amarantos lança “Rock doido” em vinil e transforma fase premiada em registro físico

Depois de um ciclo intenso com Rock doido, Gaby Amarantos transforma o disco em objeto: o álbum ganha versão em vinil pela Três Selos Rocinante. Não é só fetiche de formato. É um jeito de cristalizar a fase mais afirmativa da cantora — aquela em que o tecnobrega, o pop e a cultura paraense fazem uma mistura saudável e festeira.
O LP (que já ganhou resenha nossa aqui) reúne mais de 20 faixas, incluindo Essa noite eu vou pro rock, Arrume-se comigo, Te amo, fudido, Dá-lhe sal, Eu tô solteira e Foguinho. Canções que ajudaram a ampliar o alcance do projeto e a reforçar a ideia de que Gaby joga no mainstream sem perder o sotaque nem a pista – e ainda renderam um filme, que na verdade é um clipão do disco.
O momento ajuda a explicar o movimento. Em 2025, Rock doido levou o APCA de Melhor Álbum, venceu o Multishow na categoria Brega do Ano e ainda apareceu no Prêmio Potências/Billboard Brasil como Música do Ano. O vinil chega nesse embalo, como registro físico de um disco que reposicionou Gaby no centro do pop brasileiro.
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Marina Lima revela capa e tracklist de “Ópera grunkie”, seu próximo álbum

Você tem um minuto para ouvir a palavra de Marina Lima? Se tiver, provavelmente vai conferir uma virada na carreira da cantora: ela vai lançar o disco Ópera grunkie no dia 24 de março, à meia-noite, nos streamings. A cantora solta capa e tracklist e confirma um time que mistura gerações e cenas: Ana Frango Elétrico, Laura Diaz (Teto Preto) e Adriana Calcanhotto entram no álbum, o 18º da carreira – que já foi adiantado pelo single Olívia, reggaeton que aponta para um lado inédito em seu repertório.
O título nasce de uma palavra inventada por Marina para definir sua própria tribo — ideia que aparece lá no doc Uma garota chamada Marina (2019), de Candé Salles. “Grunkie” é um nome que indica gente livre e sem amarras. O disco tem produção da própria Marina, com coprodução de Arthur Kunz, Edu Martins e Thiago Vivas, mix de Daniel Sanjines e master de Pedro Marin. A capa traz colagem de Natália Lage com arte final de Maria Valiante.
Abaixo, você confere a lista de músicas, a capa e o single Olívia (foto Marina Lima: André Hawk / Divulgação).
Abertura
Partiu
Grief-stricken
Perda
Meu poeta
Um dia na vida (part. Ana Frango Elétrico)
Samba pra diversidade
Olívia
Collab Grunkie (part. Laura Diaz)
Só que não
Chega pra mim (part. Adriana Calcanhotto)
Finale (Brahma Chopin)



































